maternidade é bom, muito bom, excelente, estupidamente bom. faz mudar tudo, relembrar de coisas que a vida bandida apaga da memória. faz perdoar nossas próprias mães, faz um mundo melhor, faz querer viver como gente decente, faz até querer limpar a casa. e, falando nisso, dá também um trabalho de escravo, até o fim dos seus dias. gosto de remendar esta afirmação dizendo que é o trabalho mais pesado de todos, e o único que remunera com amor.
mas a questão não é desmerecer a maternidade, muito pelo contrário, pelos motivos acima e infinitos outros. o problema é que NINGUÉM nunca diz a verdade sobre as dores de ser mãe. sobre as coisas práticas que dão errado. sobre o fedor dos bebês. sobre o medo do desconhecido, sobre a exigência da vida sobre a sua própria, sobre como lidar com o furacão que é um nascimento. a mãe só nasce quando o filho sai da barriga e daí surgem as melhores e as piores pessoas. melhor não ser pega desprevenida, tomar uma rasteira e procurar apoio em pílulas multicores. até porque ainda não inventaram dessas pílulas para nossos kids.
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