Biografias

 

divulgaçãoDepois de alguns anos tocando em Devon, sua cidade natal, consegue agendar seus primeiros shows em Londres e Manchester e conhecem Dennis Smith, dono do Sawmill, um moinho d´água que virou estúdio em Cornwall. A união com Smith rendeu a gravação do primeiro EP que foi lançado pelo selo Dangerous, do próprio Smith. Apenas com o segundo EP, Muscle Museum, o Muse chamou atenção da mìdia especializada inglesa, principalmente Steve Lamacq, critico do semanário New Musical Express. Smith, aproveitando a pequena repercussão, criou a Taste Media, especialmente para lançar os álbuns do Muse - o Muse lançou seus três primeiros discos pela gravadora na Inglaterra. Para o grupo, o fato de estarem em um pequeno selo, contribuiu para manterem sua individualidade, sem se preocuparem com intervenções de executivos mais interessados em sucesso rápido.

Apesar do sucesso do segundo EP, produtores musicais ingleses não viam o Muse como um grupo que venderia muitos discos, principalmente pelo ecletismo de seu som e seus shows com formato pouco comum. Entretanto a Maverick Records - gravadora de Madonna - agendou uma série de apresentações para o grupo nos Estados Unidos e assinou contrato com a banda em 1998. Quando retornam para a Inglaterra, a Taste Media havia acertado diversos acordos com outros selos europeus para o lançamento dos discos pela Europa e Austrália e o Muse começa a trabalhar na produção de seu primeiro álbum.

Para a produção foi chamado John Leckie, que já havia produzido bandas como Stone Roses, Radiohead e The Verve, e assim Showbiz começou a ser gravado. O disco levava para o estúdio a mesma força que o Muse tinha ao vivo, além de manter as inúmeras referências musicais que influenciaram o grupo, contribuindo para dificultar o trabalho de divulgação. Como apoio ? divulgação de Showbiz, o Muse abriu shows do Foo Fighters e do Red Hot Chilli Peppers nos Estados Unidos e, entre 1999 e 2000, tocou em todos os festivais pela Europa, além de se apresentar no Japão e na Austrália.

O segundo álbum, Origin of Symmetry, também produzido por Leckie, seguia um caminho um pouco diferente, mais pesado, com um som mais soturno e com o baixo de Wolstenhome normalmente distorcido ou então sintetizado. As vezes ´brincavam´com  técnicas de música clássica, como em Space Dementia, influenciada por Rachmaninoff. O grupo também fugia do comum ao usar órgãos de igreja, mellotron e um kit de bateria expandido. Os vocais de Bellamy estavam mais bem trabalhados, assim como os arranjos de guitarra e teclados, inspirados em músicas do romantismo, particularmente em composições dos russos Tchaikovsky e do já citado Rachmaninov. É possìvel, também, notar influências de Philip Glass e Queen. O disco traz uma versão para Feeling Good, de Nina Simone.

O disco foi bem recebido pela crìtica norte-americana, mas sua gravadora por lá, a Maverick, via com reservas a forma de cantar de Bellamy, considerado não muito aceitável pelas rádios e pediu para a banda que mudasse suas canções para a versão norte-americana do álbum. O grupo se recusou em fazer qualquer alteração e rompeu seu contrato com a Maverick, que não lançou o disco por lá - apenas em 2005 o álbum Origin of Symmetry foi lançado nos Estados Unidos.

Logo após o lançamento de Origin of Symmetry, o Muse lança o DVD Hullabaloo, com imagens do show gravado em Paris, no Le Zenith, em 2001. Uma coletânea dupla, com os lados b lançados pela banda e algumas músicas ao vivo, também gravadas no show de Paris, chega ? s lojas na mesma época. Quase ao mesmo tempo, o Muse lança um single duplo, com as músicas In Your World e Dead Star, fugindo do som feito em Origin of Symmetry e não agradando a uma parcela dos fãs. Entretanto as rádios gostaram deste novo Muse e, conseqüentemente,  a banda conquistou novos fãs.

Em 2003 chega ? s lojas o terceiro álbum do Muse, Absolution, produzido por Rich Costey - que havia trabalhado com o Rage Against the Machine. O álbum, ao contrário do que a crìtica e fãs poderiam pensar, manteve a experimentação encontrada em Oigin of Symmentry. As influências da música clássica, principalmente do trabalho de Wagner, continuaram evidentes. No novo disco, o grupo se preocupou em manter suas letras girando em torno de temas como o fim do mundo, batendo com  o interesse, por parte de Bellamy, em teorias da conspiração, teologia, ciência, futurismo e pelo sobrenatural, além de manterem-se ligadas ? polìtica. O disco foi bem recebido pela crìtica inglesa e a banda assinou um novo contrato com um selo norte-americano. 2003, também, marcou a primeira turnê da banda com shows em estádio.

Em 2004 é lançada em CD a biografia não-autorizada Maximum Muse, com entrevistas de boa parte da carreira da banda. No mesmo ano, tocam no festival de Glastonbury, considerado por Bellamy como o melhor show já feito pela banda. Infelizmente, logo após o término da apresentação do grupo no festival, o pai do baterista Dom Howard morre de ataque cardìaco.

Apesar da morte de seu pai, Howard resolve continuar tocando e o Muse faz shows lotados nos Estados Unidos e na Inglaterra. Faturam os prêmios de Melhor Show Alternativo, dado pela MTV Europa, e o de Melhor Show, pela revista Q. No final de 2004 o selo Vitamin lança The String Quartet Tribute to Muse, no qual o grupo The Tallywood Strings regrava algumas canções da banda em formato instrumental. No começo de 2005 mais um prêmio, também de Melhor Show, agora pelo Brit Awards. A turnê do álbum Absolution só termina em janeiro de 2005. Em julho do mesmo ano, o Muse faz uma aparição especial no Live 8, na cidade de Paris.

Em Abril de 2005 uma biografia em DVD, chamada Manic Depression, é lançada, mas o grupo não está envolvido no lançamento. Outro DVD, agora de um show da turnê Absolution Tour chega ? s lojas mostrando cenas da participação do grupo no Festival de Glastonbury de 2004, além de cenas gravadas em Londres e Los Angeles. No DVD duas canções, apresentadas nos shows, são descartadas sem explicação. Citizen Erased e Stockholm Syndrome ficam de fora.

O Muse passa o resto de 2005 e parte de 2006 produzindo um novo álbum. Black Holes and Revelations é lançado em 28 de junho no Japão, mas antes disso já havia vazado para a internet. A versão japonesa vem com uma faixa extra, a canção Glorious, que não foi lançada em nenhuma outra versão. O disco é lançado na Europa em 3 de julho e na América do Norte dia 11 do mesmo mês. Black Holes and Revelations entra diretamente no primeiro posto da parada inglesa e chega ao 9º lugar da Billboard. O disco mantém o discurso polìtico, mas de uma forma mais leve comparando com os álbuns anteriores. O primeiro single é a dançante Supermassive Black Hole.

Por Valdir Antonelli, com informações do All Music Guide e Wikipedia.

Disco da Semana

Fotos



Videos