Duran Duran - 02/05/2012

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Esta é a quarta vez que o Duran Duran veio ao Brasil, as três últimas em pouco mais de três anos, o que indica que a banda descobriu a mina de ouro que é tocar no Brasil, onde a garantia de casa cheia é quase certa. Mas isso que não quer dizer que o grupo viva apenas de seus antigos sucessos, apesar de quase todos os fãs que acompanharam a turnê pelo País estarem interessados apenas nas velharias.

E a prova de que eles ainda são capazes de produzir bom material foi dada logo no começo da apresentação, com a bela Before the Rain, uma balada densa extraída do último disco do Duran Duran (All You Need is Now, de 2011). Um ótimo começo de show. Além disso, durante as quase duas horas de apresentação, outras três faixas do álbum foram apresentadas e conseguiram seguram a atenção daquele fã que estava lá apenas para ouvir Save a Prayer.

Claro que não dá pra comparar Girl Panic, uma das novas, com Planet Earth, ou a funkeada Safe (In the Heat of the Moment) com Notorious, mas mostra que o grupo consegue, ainda que com alguns escorregões, se reinventar, mesmo que seus discos não alcancem mais o sucesso de antigamente. Apesar disso, o preço que pagamos para ouvirmos as novas canções é apenas um: um punhado de ótimas músicas acaba ficando de fora do set list.

Deixando isso de lado, o set apresentado pelos ingleses de Birminghan, agradou. Acredito que até mesmo aquele fã mais radical concorda com isso. Nem todos os discos foram contemplados, mas nenhuma canção importante – leia-se, que fizeram sucesso nas rádios - ficou de fora e até uma surpresa surgiu no meio da apresentação. Quando Simon Lebon teve que deixar o palco devido a uma forte tosse, o resto do grupo resgatou uma canção que dificilmente é apresentada ao vivo, a instrumental Tiger Tiger, do álbum Seven and the Ragged Tiger.

Sabiamente, a banda conseguiu mesclar as novas canções com as mais antigas de forma que não destoassem tanto, criando uma linha mestra que norteou toda a apresentação. Nada como alguns “poucos” anos de estrada.

Mas o que faz um show ser bom? Apenas os hits? Não apenas os hits, mas a interação com o público, e a banda sabe fazer isso muito bem. Simon desceu duas vezes do palco para conversar com os fãs próximos. Na primeira vez, o vocalista pediu que um fã cantasse a introdução de The Reflex, depois, no final do show, pediu a uma fã de Curitiba para fazer a sua apresentação. E tem mais. Além da tradicional distribuição de palhetas, John Taylor voltou para o bis com várias toalhas da banda e as entregou aos cadeirantes que assistiam ao show na frente do palco.

Mas poderia ter sido melhor. Há muito tempo não saia do Credicard Hall com uma sensação tão ruim em relação ao som da casa. A impressão é que o som estava equalizado para a grandiosidade de Before the Rain e que se esqueceram de mudar a configuração para o resto da apresentação. Durante todo o tempo a voz estava extremamente aguda e o som embolado, tanto que na participação de Fernanda Takai em Ordinary World era quase impossível ouvir o que a cantora cantava. Se não fosse por esse detalhe, a apresentação desta quarta-feira, em São Paulo, poderia entrar na lista de melhores shows do ano, mas tenho certeza de que, para os fãs, foi o melhor da banda em muito tempo.

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Fotos por Iris Kouwen/DropMusic

Set list
• Before the Rain
• Planet Earth
• A View to a Kill
• All You Need Is Now
• The Reflex
• Come Undone
• Safe (In the Heat of the Moment)
• Is There Something I Should Know?
• Girl Panic!
• Tiger Tiger
• Save a Prayer
• Notorious
• White Lines (Grandmaster Flash & Melle Mel cover)
• Ordinary World
• Hungry Like the Wolf
• (Reach Up for the) Sunrise
• Wild Boys / Relax (Frankie Goes to Hollywood cover)

Bis:
• Girls on Film
• Rio

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