Sisters of Mercy - 10/03/2012

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O Sisters of Mercy fez, neste sábado, dia 10 de março, no Via Funchal, talvez o pior show do ano na cidade de São Paulo. Dito isso, confesso que é totalmente frustrante ver uma banda que ajudou a moldar a história do rock mundial se importar tão pouco com seus fãs.

Sim, eu sei que Andrew Eldricht é um cara difícil e também sei que qualquer banda tem o direito de tocar o que quiser em seus shows, mas saber o que o fã quer ouvir é um dom, e parece que o dono do SoM não é tão iluminado assim e os poucos fãs que resolveram trocar a pizza de sábado pelo show da banda ficaram, em muitas canções, sem saber o que o grupo estava tocando.

Sim, simplesmente não dava para sacar o que o quarteto estava apresentando. Se era uma canção nova ou alguma antiga que Mr. Eldricht resolveu mudar o arranjo. Culpa da casa? De maneira nenhuma, culpa da própria banda que quer manter a aura soturna do Sisters ao extremo.

Nos primeiros 20 minutos de show era impossível saber o que o vocalista estava cantando. Por sorte, eram canções conhecidas e o público compensava a ausência do vocal. Em Ribbons, logo no começo do show, Eldricht estava mais preocupado em gritar e grunhir que qualquer outra coisa, Dr Jeep/Detonation Boulevard estava irreconhecível e apenas em Alice (quinta ou sexta música da noite) é que ele mostrou que ainda sabe cantar alguma coisa.

Se não bastasse isso, a banda, em alguns momentos, parecia tocar em 45 rpm – para os mais novos, que não estão acostumados com um toca-discos, a velocidade “normal” é de 33 rpm. Foi assim com First and Last and Always, linda canção do primeiro álbum da banda, que acabou assassinada pelo próprio pai. This Corrosion estava com a velocidade normal, mas durou menos da metade do que todos gostariam. E More, pobre More, teve introdução que parecia ter sido feita em um teclado de churrascaria e também foi cortada pela metade para que a primeira parte do show durasse exatos 60 minutos.

Se a intenção é terminar o show no horário marcado, bastava cortar do set a inútil Top Nite Out, instrumental alegrinha que em nada lembra o velho Sisters. Assim não seria preciso acelerar ou cortar músicas, como aconteceu neste, e nos outros dois últimos shows da banda no Brasil.

Tudo bem, ainda havia o bis para salvar, ou não, o show. Mas nem assim. O grupo voltou duas vezes para o palco, na última iniciam com uma versão, pra variar, mais curta de Temple of Love e encerram a noite com Vision Thing. Desculpem os fãs radicais, mas como uma banda com a história, e discografia, do Sisters of Mercy encerra um show com Vision Thing?

Claro que houve alguns bons momentos na apresentação, como com Dominion/Mother Russia e a própria Alice, já citada, mas é muito pouco para uma banda experiente e com tantos anos de estrada. Triste.

Mais fotos aqui.

Fotos por Stephan Solon/Via Funchal
 

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