Seal - 17/03/2011

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Nesta última quinta-feira, dia 17 de março, Seal voltou a São Paulo para o primeiro show na capital paulista. O cantor veio ao Brasil para a divulgação de seu sexto trabalho, Commitment – álbum responsável por boa parte das canções do set list e do fraco show, comparado ao de 2008.
 
O britânico entrou no palco pouco antes das 22h e, logo de cara, mostrou If I’m Any Closer, balada de seu novo disco, seguida por Loaded, um tantinho mais dançante que a anterior, mas que traduz perfeitamente o que viria pela frente: um show cansativo, com poucos hits. Tanto que boa parte do público recebeu o cantor de forma bem fria, a grande maioria ficou sentada durante todo o show e somente alguns fãs, mais exaltados, passaram a apresentação inteira pulando e gritando do lado do palco.
 
Apenas na terceira canção do set, o hit Killer, é que a platéia se animou, pena que o cantor cortou o barato de todos com It’s a Man’s Man’s Man’s World, clássica canção de Etta James, maravilhosa na voz de Seal, mas que seria perfeita em um show de soul, em um bar pequeno e intimista.
 
Essa sensação durou até o final, quando Crazy, seu maior sucesso, finalmente deu as caras e literalmente levantou a platéia. Pouco, muito pouco quando vemos que na volta para o bis com Amazing, Secret e Silence, as duas últimas de seu novo trabalho. Onde ficaram Don’t Cry, Future Love Paradise, The Beginning e Lost My Faith?
 
Se compararmos com a apresentação de 2008, o novo show de Seal é uma mudança e tanto. Na última vez que o cantor deu as caras por aqui, apostou em um set list dançante e com poucas músicas. Agora, a dança saiu e deu espaço para as baladas e, que só assistiu a esta apresentação de quinta-feira, saiu perdendo. Até mesmo a configuração do Credicard Hall, com cadeiras, foi a correta, já que ninguém parecia querer ir para a frente do palco dançar.
 
Se o set foi fraco, o cantor conquista pela simpatia. Logo no começo, lembra que é “um tantinho brasileiro”, já que seu avô é de Salvador, mas quase perdeu a paciência quando um fã resolveu questioná-lo sobre o cancelamento do show de Fortaleza.
 
Seal está, cada vez mais, abandonando a sonoridade que o fez famoso e aposta em um som, digamos, mais rebuscado, mas fica uma questão – que se aplica a diversos artistas, inclusive brasileiros -, porque abandonar o pop, no caso de Seal, pela soul music? Será que é preciso fazer essa transição para se afirmar como um bom cantor? Este show de São Paulo prova que não.

Mais fotos aqui
Fotos por Valdir Antonelli/DropMusic
 
Set List
 
If I’m Any Closer
Loaded
Killer
It’s a Man’s Man’s Man’s World
Weight of my Mistakes
I Can’t Stand the Rain
Soul medlay
Prayer For Dying/Just Like Before
Love’s Divine
The Way I Lie
My Vision
The Right Life
Violet
Kiss From a Rose
Crazy
 
Bis
Amazing
Secret
Silence
It’s a Man’s Man’s World
 

 

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