Tokio Hotel - 23/11/2010

Attention: open in a new window. PrintE-mail
Choveu em São Paulo desde a tarde de segunda-feira, dia 22 de novembro. Isso não impediu que algumas fãs acampassem na frente do Via Funchal para assistirem ao show do quarteto alemão Tokio Hotel. O esforço, inútil, já que a havia espaço de sobra dentro da casa foi recompensado com quase duas horas de música no único show brasileiro da turnê Welcome to Humanoid City.
 
 
Com um público formado basicamente de adolescentes (a maioria meninas), o Tokio Hotel é a banda alemã de maior sucesso fora do país nos últimos anos. Mas como classificar o que é o Tokio Hotel? Boy band, emo, new metal, pop? Na verdade um pouco de tudo isso. Enquanto os arranjos passeiam por estilos mais pesados, a voz de Bill Kaulitz simplesmente não encaixa no som que sai da guitarra, baixo e bateria, pelo menos ao vivo.
 
Em disco, com toda a produção por trás, Bill dá a entender que é um bom vocalista, mas na hora de mostrar isso no show, a coisa não é bem assim. A falta de alternância nos timbres de voz, durante toda a apresentação, chega a ser irritante e faz com que canções interessantes como World Behind My Wall e Automatic sejam apenas mais duas canções jogadas no set list, sendo apresentadas de forma mecânica. Tudo bem que a má equalização do som, durante todo o show, contribuiu para essa impressão.
 
O grupo subiu ao palco com 15 minutos de atraso e foi recebido por cerca de 3500 fãs enlouquecidos, gritando de forma estridente a cada acorde mais distorcido da guitarra de Tom Kaulitz . Mas nada pode ser comparado à histeria causada pela entrada de Bill. Aparecendo em um elevador atrás do baterista com roupas dignas de um figurino produzido por Jean Paul Gautier – roupas que foram trocadas seis vezes durante toda a apresentação – e com o cabelo que lembrava o de um rockabilly japonês, o vocalista tomou conta do palco.
 
E, durante toda a apresentação, o vocalista dominou a platéia. A guiava durante os refrões, deixava os fãs enlouquecidos a cada “thank you do much” e demonstrou estar emocionado com a recepção – e de uma forma bem sincera -, mas a comunicação foi prejudicada pelo inglês carregado de forte sotaque alemão. Se o público ligou? Claro que não. A cada palavra um grito. Até mesmo quando a banda explicou que Darkside of the Sun seria a última canção da noite – claro, teria bis logo depois -, as fãs gritaram sem entender muito bem o que estava acontecendo.
 
Banda sai e, rapidamente, banda volta para o bis com três canções: Zoom Into Me, com direito a piano pegando fogo na plataforma no fundo palco, Monsoon e Forever Now, esta com direito a chuva de papel picado e muito choro por parte dos fãs.
 
A grande maioria do público do Tokio Hotel é adolescente, mas muitas crianças foram levadas pelos pais para curtirem a banda, e a maioria acabou dormindo antes mesmo do fim do show. Então fica a pergunta, por que agendar um show assim para as 22h e em plena terça-feira? Outro problema, de quem foi a maravilhosa ideia de deixar o ar condicionado do Via Funchal desligado durante a apresentação?
 
Na saída, um congestionamento enorme causado pelos pais que tinha ido buscar seus filhos. Boa parte dos carros estavam parados em fila dupla, atrapalhando quem queria apenas passar pela rua. Mas não há muito o que fazer, o brasileiro é mal educado mesmo.
 
 
Fotos por Stephan Sólon/Via Funchal
 
 
Set List
1.Noise 
2.Human Connect to Human
3.Break Away 
4.Pain Of Love 
5.World Behind My Wall 
6.Hey You 
7.Ready, Set, Go!
8.Humanoid (German version)
9.Phantomrider 
10.Dogs Unleashed 
11.Love & Death 
12.In Your Shadow (I Can Shine) 
13.Automatic 
14.Screamin' 
15.Darkside of The Sun o
16.Zoom Into Me 
17.Monsoon 
18.Forever Now 

Facebook

AGENDA

<<  April 2014  >>
 Mon  Tue  Wed  Thu  Fri  Sat  Sun 
   1  2  3  4  5  6
  7  8  910111213
14151617181920
21222324252627
282930    

NEWSLETTER

Deixe seu nome e e-mail para receber nossa newsletter.