Almir Sater - 30/10/2010

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Almir Sater é um grande músico e um bom compositor. No nicho em que atua, é um dos poucos nomes que conseguem agradar diversos públicos. Desde jovens, até casais da melhor idade. Parte do sucesso se deve à qualidade de suas canções, que tratam de temas ligados ao cotidiano do interior do Brasil e também de amor, mas sem soar piegas como as novas duplas sertanejas - ou breganejas, você decide.

Em pouco mais de uma hora e meia, neste último sábado, dia 30 de outubro, no Credicard Hall, o cantor desfiou seus grandes sucessos e clássicos da moda de viola. E talvez o ponto alto de sua apresentação seja exatamente esse resgate da chamada música sertaneja de raiz, principalmente as canções instrumentais, e com forte influência da viola caipira e da sanfona (ou acordeon para os mais frescos).
 
Difícil deixar de lembrar minha infância, com meus pais se preparando para o trabalho, ainda de madrugada, e com o rádio sintonizado no programa Zé Bettio. difícil acreditar que a música sertaneja, tão xingada e criticada por mim na adolescência, fosse se transformar no que temos hoje. Nesse sentido, o Almir Sater consegue resgatar o que esse estilo tem de melhor: falar das coisas do campo de uma forma simples e bem feita.
 
Pena que o público que estava no Credicard Hall conhecesse apenas o lado "romântico" do cantor ou pior, apenas as músicas que tocaram nas novelas que o SBT está reprisando. Talvez por isso, o contato entre músico e plateia tenha sido levemente distante. Sim, Almir foi simpático, conversou e brincou com os fãs, mas havia uma certa frieza de sua parte. Claro que o formato da apresentação não ajudava nessa interação. Almir e seus colegas de banda, incluindo seus irmãos, Rodrigo e Gisele, ficaram bem distantes da beira do palco, o que impedia que quem estava sentado em algumas mesas nos cantos da casa não visse todos os músicos. A apresentação também foi mais curta que outras, como a de Santo André, em setembro, o que fez muita gente sair do Credicard Hall reclamando do "curto" show.
 
Rodeado de músicos talentosos, Almir Sater soube tirar de letra os insistentes pedidos por Chalana, afirmando que obviamente não deixaria de tocar a canção, mas só no final do show. Da mesma forma, foi gentil ao comentar que não tocaria determinada canção pois ela não teria sentido sem a presença de Sérgio Reis. Por outro lado, seguiu estritamente um roteiro pré-determinado, usando as mesmas piadas e falas de outros shows, além das mesmas músicas. Para alguém que tem quase uma dezena de discos e diversas versões para clássicos da moda de viola, mudar algumas canções não faria mal a ninguém.
 
A verdade é que os poucos, e bons, momentos dedicados à música sertaneja de raiz valeram cada minuto da apresentação e avivou lembranças que há muito tempo eu não tinha.
 
 
Fotos por Iris Kouwen/DropMusic

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