Pet Shop Boys - 13/10/2009

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foto: Iris KouwenPúblico frio, mas atento. Esse foi o clima enfrentado por Neil Tennant e Chris Lowe nesta terça-feira, dia 13, no Credicard Hall. Mas não dá para culpar a dupla por isso, já que o show do Pet Shop Boys foi, pelo menos do lado musical, perfeito – o mesmo não pode se dizer da estrutura de palco, extremamente simples, com caixas de todos os tamanhos servindo de pano de fundo.
 
Com 15 minutos de atraso, os primeiros acordes de Heart começam e a primeira amostra da breguice que tomaria conta do show aparece, com a Tennat e Lowe vestidos com um cubo na cabeça. Ok, os fãs vão me matar, apesar de totalmente conectado com o visual do palco, foi extremamente cômico, apesar de não ter sido o momento mais kistch da noite..
 
Ah, os cubos, obviamente seriam “explodidos” em algum momento do show, mas, até então, serviram como tela para as projeções feitas pela dupla. Algumas extremamente psicodélicas, outras simplesmente servindo como apoio para os dançarinos, invariavelmente com cubos na cabeça, durante a performance.
 
Com seu set list baseado em Yes, seu último trabalho, muitas canções eram desconhecidas de grande parte do público, que só se mexeu um pouco mais em Go West, cover da canção do Village People, mas que já se tornou um dos hits da dupla. Com Tennant contido no canto do palco, os dançarinos, vestidos com colants verde e amarelo “roubaram” a cena.
 
Mas é com You’re Always on My Mind que os fãs realmente mostraram porque resolveram sair de casa em uma noite fria. New York City Boys, com a bizarra vestimenta dos dançarinos, todos vestidos com prédios de papelão, e Left to My Own Devices completaram essa parte do show e deixaram muita gente feliz – este jornalista por exemplo.
 
Tennant sai rapidamente do palco e volta vestido de smoking para, talvez, a parte mais chata de toda a apresentação, recheada de canções mais lentas como The Way Used to Be e Jealousy, estragada por causa da performance dos dançarinos – começo a achar que os go go boys, que acompanharam a banda na última vez que vieram para o Brasil, seriam menos, como dizer... bregas.
 
O clima “romântico” abre espaço para canções mais dançantes, como o hit Suburbia, seguida por All Over the World, e Se a Vida É, talvez a pior canções de toda a carreira do Pet Shop Boys, mas que bem recebida pelo público, que passou a se abraçar animadamente. Tudo servindo como aperitivo para It´s a Sin, com os fãs, finalmente, cantando a plenos pulmões junto com Tennant – uma hora isso teria que acontecer.
 
Chuva de papel picado, uma rápida despedida, mas a dupla voltava ao palco para Being Boring e West End Girls, o primeiro grande sucesso do Pet Shop Boys.
 
O saldo? Uma vontade enorme de ouvir novamente todos os clássicos da dupla – o que faço neste exato momento, enquanto escrevo – e ter a certeza que eles mereciam um cenógrafo um pouco melhor que o escolhido para a turnê Pandemonium.

Mais fotos aqui. (Fotos: Iris Kouwen)

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