Simple Plan - 24/03/2009

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foto: mrossiComo dizer qualquer coisa negativa de um show que contou com participação total do público, cantando a plenos pulmões todas as 21 canções apresentadas, fazendo tudo o que o vocalista Pierre Bouvier pediu - acho até que se ele pedisse pra garotada tirar a camiseta, muitas atenderiam sem pestenajar - e gritanto, gritando muito a cada palavra proferida em português pelos integrantes da banda, clichês como "amamos São Paulo", "esse é o melhor lugar que já tocamos", "as meninas são lindas", etc, etc,etc.

Falando como público, a apresentação foi impecável, mas falando como amante da música e crítico, bem, a banda é competente, sabe se portar no palco, tem carisma, mas suas músicas não acrescentam absolutamente nada à história do rock - assim como a grande maioria das bandas atuais e isso não quer dizer que sejam ruins. Plagiando ao que escrevi há dois anos, na última passagem do Simple Plan no Brasil, a música feita pela banda, recheado de letras românticas, não tem absolutamente nada da revolução pregada pelo punk rock. Sendo assim, resta à banda ser chamada de pop, pra não usar aquela palavrinha maldita e odiada pelos fãs.

foto: mrossi

Então, como banda pop, o Simple Plan passa a ser interessante. A despretensão de suas letras, pintando o mundo de cor-de-rosa - assim como boa parte de seus fãs -, cai como uma luva para a leva de adolescentes pseudo-rebeldes, ouvem a Mix FM, curtem Hillary Duff e Kate Perry, se vestem e se pintam de preto, mas chegaram ao Credicard Hall no carro do papai - ou foram embora com os pais. Em 2007, perguntei qual a diferença entre o Simple Plan e o Backstreet Boys. Pois é, ontem tive mais uma prova que a única diferença são os arranjos mais pesados, mais nada.

Com um cenário simples, apenas uma grande bandeira no fundo do palco, o Simple Plan começou sua apresentação com quase meia hora de atraso e despejou canções de seus três discos em pouco mais de 1h30 de apresentação. Todos os seus grandes hits, incluindo a balada Crazy - com Bouvier aparecendo nos fundos da platéia, para surpresa de quem não acompanhou os outros shows da turnê brasileira -, deixaram os fãs estasiados, pulando o tempo todo e chorando muito.

De "surpresa", apenas a homenagem à São Paulo, com a canção I Love You São Paulo, improvisando trechos em português e inglês com os mesmos clichês soltos durante a apresentação - ok, foi simpático -, e o medley com covers de Flo Rida, Katy Perry, Justin Timberlake e Rihanna, bem ao gosto dos fãs, com direito a caipirinha servida em pleno palco. Ironias à parte, um pouco mais pra frente, o grupo solta I Just a Kid.

foto: mrossi

Sob os acordes de Perfect, outro grande sucesso da banda, o Simple Plan deixa o palco sem saber quando voltará à São Paulo. Nas palavras de Bouvier, o retorno deve demorar muito tempo, por isso ele queria ter na cabeça a imagem do "melhor show da turnê" brasileira até então, já que o Simple Plan ainda se apresentaria no Rio (25) e em Belo Horizonte (26).

Na saída, centenas de pais esperando seus filhos para levâ-los seguramente para casa. Menos punk que isso impossível.

Mais fotos aqui (fotos: MRossi)

Set List
MY GENERATION
TAKE MY HAND
SHUT UP
JUMP
WHEN I`M GONE
ADDICTED TO YOU
THE END
ME AGAINST THE WORLD
YOUR LOVE IS A LIE
TIME TO SAY GOODBYE
SAVE YOU
IMPROV
PROMISE
MEDLEY
WELCOME TO MY LIFE
NO LOVE
I`D DO ANYTHING
UNTITLED
I`M JUST A KID
CRAZY
PERFECT

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