Melhores e Piores (2004)

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Melhor Show do Ano: Teve o Curitiba Pop Festival que trouxe o Pixies, teve o TIM Festival que veio com Brian Wilson, Libertines, PJ Harvey, Kraftwerk e Pet Shop Boys. Teve Living Colour e o mestre do metal, Dio. Teve também o fraco show do Iron no começo do ano e até a legalzinha apresentação de Ian McCulloch junto com Supla e Léo Jaime, além de Chrissie Hynde. Mas como não vi boa parte deles passei a bola pro editor do Speculum, Danilo Corci, que elegeu a apresentação de PJ Harvey como a melhor do ano: Diva, musa, ícone. PJ Harvey fez um show ecumênico durante o Tim Festival. Sua voz hipnótica, seu talento inegável sobre o palco levaram mais de duas mil pessoas ao delírio, algo digno de alguém que conhece muito bem a magia do rock n` roll.

Pior Show do Ano: De novo o mesmo problema anterior, qual show poderia ter sido tão ruim que merecesse destaque por aqui? Até nisso 2003 foi mais tranqüilo, já que eu poderia ficar citando vários, mas novamente recorrendo ao Danilo, sim ele foi a muito mais shows que eu este ano, a escolha caiu sobre uma das bandas queridinhas dos indies brazucas, que esgotaram todos os ingressos do show dias antes de qualquer outra atração e entupiram a FNAC Paulista quando os caras foram lá. Sim estou falando do Libertines, o motivo: Simples. Clash cover tocado por adolescentes espinhentos sem talento algum.

Melhor CD Internacional: No meio de tanta barulheira eu escolheria o disco do The Stills, não o faço por dois motivos, lá fora ele foi lançado em 2003 e por aqui só Deus sabe quando, então sou meio que obrigado a trazer o disco do Franz Ferdinand, com a ótima The Dark of the Matinée, para a lista. Uma mistura de rock oitentista com brit pop anos 90. E fica o meu apelo: LANCEM no Brasil Logic Will Break Your Heart, disco de estréia do Stills.

Pior CD Internacional:  Eminen - Encore. Não entendo o sucesso que esse cara faz, um branquelo metido a besta que tenta se passar por rapper. Fazer o quê? Medulla, disco da Bjork, é outro que merece estar aqui. Desde que ela deixou do Sugarcubes nunca mais conseguiu fazer um disco inteiro que realmente valesse a pena ouvir.

Melhor CD Nacional: Não ouvi nada que pudesse ser citado. Capital Inicial, Charlie Brown Jr., Acústicos, Ao Vivos, nada de diferente. Mas se você quiser conhecer algo realmente bom, vá para a categoria a seguir.

Melhor CD Nacional Independente:  Não teve pra ninguém, se no ano passado eu fiquei em dúvida, neste ano é uma certeza: Ártico Blue, duo de João Pessoa, com seu pop grudento. A banda é formada por Armando Turtelli, ex-Astromato (banda de Campinas) e Daniela Kuhn. Brit rock em português - Jesus & Mary Chain + Ride + Stone Roses + Sundays + Teenage Fanclub + várias outras coisas já feitas na terra de Morrissey e Cia

Pior CD nacional:  Acústico Marcelo D2. Simplesmente um dos piores da série. Não entendi o por que da MTV chamar um cara com apenas dois discos gravados pra fazer versões dos "sucessos" destes álbuns. Arranjos sem criatividade e muito parecidos com os originais. Pra fazer isso não era preciso lançar um disco com o selo Acústico né? Mas se você quiser outra opção de disco ruim, vá atrás de Um Amor de Verão do Felipe Dylon, precisa dizer por quê?

Destaque do Ano: Os dois festivais, Curitiba Pop Festival e TIM Festival, que trouxeram bons nomes de fora e deram valor para a produção nacional, principalmente a independente.

Decepção do Ano: O novo trabalho de Marcelo Yuka, o F.UR.T.O. Ele conseguiu pegar o que o Rappa fez de pior e transformou em panfletagem política.

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