Melhores e Piores (2005)

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Melhor Show do Ano: Um ano sensacional para quem curte boa música, vários festivais, ótimas bandas se apresentando no país, então a escolha foi muito, mas muito difícil. Teve o White Stripes no começo do ano, teve Weezer, teve MC 5, Iggy Pop. Mas, me desculpem os indies, o melhor show do ano foi de um medalhão do rock mundial: Pearl Jam. Quase 150 mil pessoas irão concordar comigo.

Pior Show do Ano: Em ano de muitas bandas por aqui, é claro que algumas vieram apenas por serem hypadas pela mídia, não resta dúvidas, mas o pior show do ano não é de banda gringa, mas de um grupo brasileiro: Los Hermanos. Podem me crucificar, podem me xingar, mas foi o show mais insosso que assisti nos últimos tempos. Péssima iluminação, com repertório lotado de músicas quase paradas, sonolento. Foi o único show que tive vontade de sair na metade.

Melhor CD Internacional: O novo do Supergrass, Road to Rouen, é o melhor álbum do ano. A banda resolveu largar aquele som adolescente e amadureceu em um CD quase progressivo. Outros bons álbuns? Oasis, Echo, Depeche, House of Love, Moby, Coldplay

Pior CD Internacional:  Boa parte da crítica não vai concordar comigo, mas o novo álbum de Madonna é muito fraco. Pode até não ser o pior disco de 2005, mas foi um dos piores que ouvi. Dance music datada, com arranjos surrupiados de algum estúdio nos anos 70 e 80.

Melhor CD Nacional: Matanza na cabeça, com seu tributo a Johnny Cash. To Hell With Johny Cash é o álbum que qualquer banda que se preze tem que tentar fazer um dia. Pega clássicos do rock e transforma em clássicos do punk country, se é que isso existe.

Melhor CD Nacional Independente:  Outra briga boa, mas o melhor disco vai para os gaúchos do Pata de Elefante. Rock instrumental, que brinca com o melhor rock dos anos 60, 70, além de funk, surf music e blues. Música instrumental que não vai te cansar um minuto.

Pior CD nacional:  É fácil escolher um disco ruim de banda brasileira, mas este ano não teve pra ninguém. Charlie Brown Jr, com sua nova formação e com os mesmos defeitos dos discos anteriores: letras ruins, vocalista ruim. A única coisa que se salva são os arranjos, mas é pouco perto da repetição exaustiva do nome da banda no meio das músicas. E não importa se eles venderam sei lá quantos mil discos ou ganharam o Grammy Latino, isso não é sinônimo de boa música.

Destaque do Ano: Dólar baixo. Com isso tivemos ótimos shows internacionais por aqui.

Decepção do Ano: Claro Que É Rock. Festival que nasceu com uma ótima proposta, de dar destaque para as bandas independentes brasileiras, mas que se perdeu no meio de um regulamento frouxo, da péssimas escolha das bandas finalistas (em alguns casos), da desclassificação infundada de outros grupos, a falta de informações para imprensa alternativa - que dificilmente tinha alguma dúvida sanada - e que, lá pelo meio do caminho, deixou de dar destaque aos grupos indies e se transformou em apenas mais um festival de rock. Pra complicar cancelaram o show do Nação Zumbi no Rio, já que iria atrasar a apresentação das bandas gringas. Falta de respeito é isso aí.

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