Discos Essenciais
Não,
ninguém senta na cadeira e fala: `Agora vamos gravar um clássico.`
Ninguém mesmo. Essas coisas acontecem quando os elementos estão em
perfeita sintonia e o momento histórico permite. Mas, ao mesmo tempo,
eu duvido que Phill Lynot empunhou o seu baixo em setenta e seis sem
saber que estaria fazendo um dos melhores álbuns do Thin Lizzy.
Temos
que analisar esse disco de tal forma que todos os possíveis
preconceitos sejam deixados de lado. Elton John não é mais o mesmo
cidadão de 1975, ano desse ´Captain Fantastic and The Dirt Cowboys´.
Não temos aqui baladas para princesas e nem canções dançantes com cara
de discoteca ou algo do gênero. Temos, sim, um grande trabalho
musicalmente progressivo e agradável.
Quando se trata de rock progressivo, fica difícil achar alguma definição exata do que esse estilo significa. Isso por que não existe uma fórmula real que defina as bandas do gênero. Talvez, por este motivo, gente do calibre de um Genesis não tenha nada a ver com o som de outros nomes potentes, como o Yes ou o ELP. E é aí que mora a mágica toda!
O Pink Floyd permaneceu sempre à frente de seu tempo. A cada disco, uma surpresa sonora mirabolante. Desde o final dos anos sessenta até o disco The Wall, de setenta e nove, todos o trabalho deste quarteto da terra da rainha é impecável. Agrada aos fãs do som progressivo e de rock psicodélico em especial. Não é de graça que os fãs apontam Meddle como um dos álbuns ´intocáveis´ de toda a obra deles.
A eletricidade encontrou no ACDC a melhor maneira de representar o rock. Ou seria o ACDC que reinventou a eletricidade no rock? Bem, de qualquer maneira, Rock ´n´ Roll Damnation é faísca pura!
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Opinião 

