White Snake - Love Hunter

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divulgaçãoLong Way Fron Home, faixa que abre o disco, é daquelas que custa enjoar. Ainda mais com a dupla Moddy/Marsden nas guitarras. Aliás, a banda tinha como atrativo todos os seus integrantes. Além dos vocais de Covardale (ao lado de Dio, um dos maiores do mundo) e da dupla fantástica de guitarristas, encontramos aqui John Lord, principal figura do Purple. No ano seguinte, Ian Paice, também do Purple, assumiria as baquetas,  mas neste trabalho temos um grande profissional chamado Duck Dowle. Ao lado de Neil Murray (mais tarde, faria parte do Sabbath), Dowle mantém a banda unida em Walking in the Shadow of the Blues.

Help Me Thro’The Day é um blues dor de cotovelo muito bem feito, com passagens sentimentais de guitarras. É neste tipo de música que Covardale mostra-se  por inteiro. Quem já assistiu ao vivo, ou em vídeo, sabe que existe toda uma interpretação corporal por parte dele. Medicine Man é um rock legal, porém simples, o que não tira o mérito da banda. O disco fecha o primeiro lado com You’N’Me, com Covardale dividindo os vocais com Bernie Marsden, lembrando muito a fase que o vocalista teve no Deep Purple (quando dividia os vocais com o baixista Glenn Hughes).

Até aqui, o disco é perfeito. Caso você tenha este álbum em CD, não vai precisar virar nada apara encontrar Mean Business e o solo de Lord. Simplesmente a alma do grande Purple incorpora no Whitesnake. Caninho aberto para a faixa título, Love Hunter, uma música chiclete pra caramba. Vicia, gruda na cabeça e você acaba batucando sozinho na sua perna quando se lembra dela pela rua (ou em qualquer outro lugar). Neil Murray dá uma dimensão pulsante à música e o que se ouve são guitarras em slides solando como nos primórdios do blues. Por enquanto, continuamos com um grande disco. Nenhum problema até agora.

Outlaw, que vem na seqüência, apresenta Bernie Marsden e Micky Moody (o homem do “slide guitar” da faixa anterior) nos vocais. Esta canção possui um som bem agradável, com teclados absurdamente em sintonia com os demais instrumentos. Uma surpresa para os fãs da banda, que puderam comprovar que Covardale tinha na sua retaguarda excelentes cantores. David faz falta, mas podemos encarar como uma tentativa que deu certo. Rock’n’roll Women segue a linha de Medicine Man, rock básico, para não complicar e mostrar que a banda manda chumbo grosso em todos os estilos de rock. Uma canção que coloca as mulheres em um pedestal, como só o WHITESNAKE poderia fazer.

We Whis You Well serve apenas para se despedir de todos os seguidores do grupo. Tanto que nos discos seguintes o título desta música apareceria nas linhas destinadas aos créditos e agradecimentos dos músicos. Até aqui, perfeito o disco. Epa, acabaram as músicas...não tem importância. O prazer maior é escutar várias vezes, uma após a outra ou apenas as que mais te despertarem a atenção. Uma pena que David Covardale tenha caído no ridículo e se tornado uma espécie de Roberto Carlos do rock, com baladas melosas e músicas laboratórios para guitarristas rápidos e indulgentes. A cobra branca deixou seu rastro no mundo

Por Aroldo Glomb

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