Supertramp - Crime of the Century

Attention: open in a new window. PrintE-mail

 

divulgaçãoLançado em 1974, o disco apresenta melodia e técnica em todas as faixas. Um rock progressivo BEM diferente dos convencionais da época e BEM diferente do som comercial que a banda proporcionou na década seguinte. School começa com a harmônica do grande Richard Davies, a ´voz´ do conjunto, que ataca e muito bem com os seus teclados alucinados. O solo de piano desta primeira canção é empolgante, com o  guitarrista Roger Hodgson mandando ver no solo de piano (ele fazia as vezes da guitarra e do clássico instrumento). Há um tempero especial nesta canção, que prepara terreno para a consagrada Bloody Well Right, com levadas de jazz desde  o início. Tanto que o saxofone magistralmente tocado por John Anthony Helliwell entra em sintonia com todos os instrumentos. Um cidadão como esse é uma mão na roda, uma vez que ele tocava tudo  o que tivesse paleta de sopro, desde  o sax até  clarinetes. O riff de guitarra é bem pesado, mas não entra em atrito com a melodia jazzística da canção. Perfeito até agora, não é?

E fica melhor ainda (espero que você esteja acompanhando esta resenha com o CD rodando no seu som), pois  Hide In Your Shell é a melhor do disco. Mesma fórmula, mesma competência! Aqui já se justifica a inclusão desde Crime of the Century ao lado de tantas outras bandas. Que refrão magnífico esse! A batida da batera é perfeita e a musica ganha ares especiais. Bob Benberg participa de maneira decisiva para que  o brilho de Davies surja mais destacado. É desnecessário falar aqui da importância de Helliwell (ao lado do vocalista/tecladista, a personificação do  Supertamp). Precisa falar também que Benberg ataca na percussão nos momentos certos?  É  o ponto alto mesmo, até mesmo quando a canção chega no minuto final (ai é que a emoção entra mais forte). 

Asylun começa com Hodson nos pianos, a marca registrada do conjunto. Muito bela esta daqui, muito mesmo. Mas MUITO boa, por que ela vem crescendo até o ´orgasmo´ sonoro dos dois refrões (sim, são dois diferentes, um após o outro). Dougie Thomson é o baixista que segura as pontas, e aqui podemos escutar o pulso forte e firme das suas quatro cordas para que  os sintetizadores e tudo mais façam a festa. 

A próxima música é a também famosa Dreamer (a mais curta do disco, com três minutos e meio). O sucesso radiofônico dessa aqui não a desmereçe em nada. Principalmente pelo dueto entre as vozes que cantam aqui. Um belo trabalho progressivo digno de uma música do Yes, porém mais direto ao assunto. A batera se mostra técnica ao extremo, bem como os teclados (teclados, sintetizadores, etc...). O piano corrido que segue é Rudy. Uma balada (mais uma, não é?) Aqui, o solo de sax a lá dança romântica se mistura com os sons tenebrosos dos sintetizadores. Um clima macabro e delicioso a cada segundo.  É bem verdade que  tem uma parte na música,  lá pelos quatro minutos e meio, que a canção adquire  um som bem típico dos anos setenta, mesmo com a onda disco music ainda por vir, mas quem se importa com isso agora? É soberbo escutar a fusão sonora desta pérola, principalmente com o final um pouco dramático.

If Everyone Was Listing é mais uma (mais uma?) balada. Que fique bem claro: uma balada progressiva e cheia de virtuosismo com muita criatividade. Cativante mesmo.  O clarinete afasta qualquer probabilidade de mesmice na canção com  Helliwell, de novo, dando o seu show particular no sopro. 

Se alguém ainda duvida do poderio musical deste disco, ou mesmo desse quinteto, basta checar  o que acontece na última faixa. Intitulada com o nome deste trabalho, Crime of The Century começa bem. Dramático e espacial em sua introdução com o piano, explodindo como bombas quando entram os demais instrumentos para, em seguida, dar prosseguimento ao turbilhão auditivo. Um solo de guitarra, com   o já citado pianinho matador mandando ver, em um ritmo cadenciado com a bateria. Meio paranóico e TOTALMENTE minimalístico. Entram teclados com sonoridade de violinos e o saxofone na seqüência .O prazer está garantido aos ouvidos.

Como disse antes, o melhor a fazer é escutar este disco. Qualquer tentativa de convencer apenas com palavras será apenas... uma tentativa! Supertramp já está no lugar mais alto do pódio da historia do rock dos anos setenta, queiram alguns  ou não.

Por Aroldo Glomb

 

Facebook

AGENDA

<<  April 2014  >>
 Mon  Tue  Wed  Thu  Fri  Sat  Sun 
   1  2  3  4  5  6
  7  8  910111213
14151617181920
21222324252627
282930    

NEWSLETTER

Deixe seu nome e e-mail para receber nossa newsletter.