Paul McCartney - Band on the Run

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divulgaçãoEm Lagos, muitos problemas locais com a banda fizeram com que os músicos saíssem correndo de lá, ficando apenas Paul, a sua mulher Linda MacCartney e o guitarrista Denny Lane. Praticamente os três acabaram gravando o disco, por isso o nome da primeira música e do disco, BAND ON THE RUN. Aliás, uma grande canção composta por três diferentes partes que, juntas, consegue formar um turbilhão sonoro. Paul desabafa na letra o desapontamento pela situação (If I ever get out of here , Thought of giving it all away), mas a capacidade de sobrevivência musical que ele possui impediu de perder a viagem para a África.

Já JET é uma das melhores deste disco, com um naipe fantástico de metais que dão um tempero especial na música. (algumas partes tiveram a participação de músicos convidados posteriormente, na Inglaterra.) Essas duas primeiras músicas já justificam a minha opção por Paul como o melhor dos Beatles. Estava tudo ali.  Se no White Album ele fez Black Bird, aqui o pássaro é azul. BLUEBIRD é uma canção irretocável que agrada aos ouvidos das pessoas mais exigentes. Um momento de calmaria no disco que aumenta a expectativa para MRS VANDEBILT.

Esta é uma composição inspirada nas coisas boas que Paul vivenciou naquele país, tanto pela sonoridade quanto pela letra. Opção para quem gosta de rock básico. Já para aqueles que preferem um blues, LET ME ROLL IT foi, é e será a melhor que ele fez em toda a sua carreira. Uma música mais madura que tem passagens intrigantes, como viradas de baixo e bateria desconcertantes (não pela rapidez, mas pela sensação de que o CD  - ou o vinil - está riscado). Quando o ouvinte percebe que é uma coisa proposital, acaba se apaixonando pelo que está ouvindo. Danny Lane mostrou disposição para tocar super bem esta daqui, sem pretensões de ser mais que MacCartney. Nem tinha como, na verdade...  

MAMUNIA também é uma balada interessante, assim como BLACKBIRD. O cara sabia fazer a porra da balada como ninguém. Bem diferente das baladas,  NO WORDS  lembra muito a banda antiga de Paul (você sabe qual). Os vocais são muito parecidos com Nowhere Man e os  agudos de Pau lembram um pouco Bee Gees. Além de ser um instrumentista de talento, ele canta com autoridade. HELLEN WHEELS é outro momento ´bom astral´ do disco. Paul na bateria, baixo e... um show man musical. Ele é um motorhome em se tratando de compor e tocar.  Vale prestar atenção pelo ritmo alucinante desta daqui. É uma das minhas favoritas da carreira de MacCartney.

PICASSO´S LAST WORDS é uma alusão à morte do pintor de mesmo nome, ocorrida naquele ano. No meio da canção, existem trechos de outros momentos deste mesmo  BAND ON THE RUN (pedaços de JET e de MRS VANDEBILT). Uma pseudovalsa que ganha ares anárquicos conforme a música avança (como a obra de Picasso. Aliás, essa era  a intenção de MacCartney – uma canção ´cubista´). Criatividade a toda prova, que falta ao número NINETEEN HUNDRED AND EIGHTY FIVE, que fecha o disco. Pelo amor de Deus, pessoal, não estou querendo dizer com isso que ela é fraca, muito pelo contrário. Mesmo sendo simples, esta daqui é bem eficiente e agradável de se escutar. Apenas não possui tentos recursos como as anteriores.

Fica evidente que de todos os Beatles, este teve a carreira mais criativa, produtiva e..ativa! O cara compôs, tocou vários instrumentos, saltou o gogó e destilou toda a sua versatilidade.  BAND  ON THE RUN é um disco que não deve nada para os discos dos ´fab four´ nos anos sessenta.            
Não deixe este disco fugir de você!

Por Aroldo Glomb

 

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