Nazareth

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divulgaçãoChegamos então em Empty Arms e as suas duas partes que se completam. Aqui, o que conta é a criatividade da banda ao mudar de andamento musical, partindo de um básico ¾ para uma parte mais cadenciada, onde os “olhos vazios” do vocalista estão chorando. Neste ponto tudo volta ao ritmo original. Em pouco mais de três minutos, a banda consegue dar um show, com destaque paras as guitarras de Manuel Charlton e a batera sempre atenta de Sweet. A balada I Had a Dream mostra um lado belo da banda. Uma balada tocante, com sons acústicos bem diferentes das canções iniciais. Infelizmente (vale o registro e a indignação), nos anos 80, a banda abusou de baladas comercias, com o intuito de entrar no mercado norte americano. Muitas bandas fizeram isso e deixaram de lado belos solos e melodias emocionantes como esta. Ainda bem que ainda temos o registro destas maravilhas, não concorda?

McCafferty se junta ao baixo de Pete para iniciar Red Light Day. Um belo baixo por sinal, como deve ser mesmo: marcante, simples, direto, sem pudores de exercer a sua função. No meio, temos algo que se aproxima muito da Little Help fron My Friends, na versão de Joe Cocker. Outra vez uma inversão, com direitos a cordas ao fundo. Grande musica. Fat Man é o lado macabro do disco, com sua sonoridade obscura e a voz de McCafferty soando cavernosa. Uma peça que se perde em meio às outras, mas que tem o seu charme. Country Girl é uma prévia do que viria no segundo disco, inteiramente experimental e acústico, uma balada com tons de folk, típico som em evidência na época para alguns grupos. O piano se mostra presente, acrescentando qualidade à sonoridade desta que é o ponto alto do disco.  

Então chegamos à coisinha que colocou a banda na cabeça do povo “cult” dos anos setenta. Morning Dew possui sete minutos paranóicos, obsessivos e consegue ser deliciosamente irritante. A canção alcançou margem suficiente para cair no agrado, principalmente, dos jovens alemães. Foi com esta música que a banda entrou em terras germânicas, onde possuem uma legião de fieis fãs até hoje. The King Is Dead termina o disco com chave de ouro, graças a sua combinação única de instrumentos acústicos e instrumento clássicos, fazendo uma verdadeira alquimia no final desta bolacha. Aliás, alquimia se confunde com magia..Que se confunde com mágica, que se confunde com Nazareth.

Ah... Escute logo!

Ps:. A nova versão em CD possui cinco versões alternativas bônus e mais uma música extra.  

Por Aroldo Glomb

 

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