Kiss - Destroyer

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divulgaçãoUma longa introdução com Simmons dando uma de locutor enquanto os sons movimentados de uma avenida vão surgindo dão entrada em DETROIT ROCK CITY, um clássico da banda e do rock em geral. Simmons me surpreendeu nesta daqui, com seu baixo cavernoso e pulsante, quase paranóico. Outra coisa que me surpreendeu aqui foi no final dela, com as guitarras tocando um dobro (expediente muito utilizado pelo Iron Maiden), que dá uma expectativa muito grande para a música. Vale a pena escutar este hino que a banda construiu.  KING OF THE NIGHT TIME WORLD tem a formula que consagrou o KISS ainda nos anos setenta: refrão pegajoso e de fácil assimilação.  É verdade que não precisa muito para entender as músicas deles, uma vez que falam praticamente de mulheres e da vida roqueira. É a antítese de Pink Floyd e das suas músicas complexas. Mas como o rock é uma mãe generosa, existe espaço para ambas as vertentes. GOD OF THUNDER é assombrosa. O clima de terror implantado pela canção ainda impressiona, principalmente pelos vocais de Simmons. Que música! Ao vivo (disco Alive) é melhor ainda, com mais peso sujeira. 

Confesso que GREAT EXPECTATIONS passa longe do que considero uma música boa, apesar do belo instrumental sentimental. Mas estamos falando de KISS e, apenas BETH tem o direito de ser a balada da banda. GREAT EXPECTATIONS foi uma tentativa que ficou deslocada no disco, mas estamos falando de KISS! E , como eu disse, eles são quase divinos perante seus seguidores pelo formato festeiro que implantaram. 

Para ilustrar isso, basta ir para a próxima do disco chamada FLAMING YOUTH. Aqui eles provam que criatividade não significa virtuosismo, e conseguem recuperar o fôlego do disco com uma canção simples e correta (para os padrões KISS). SWEET PAIN tem um ritmo interessante, com as guitarras de Ace  Frehley marcando todo o andamento. 

AH, finalmente um hino dos pileques. Responda se você nunca cantarolou SHOUT IT OUT LOUD após algumas cervejas? Claro que sim, esta é daquelas que o refrão é conhecido até mesmo por quem não gosta da banda. Os duetos entre Simmons e Stanley dão o clima necessário para que o pique do riff não perca embalo. Perfeita para se cantar no banheiro também, enquanto toma banho. Não adianta, os caras sabem como fazer coisas cativantes e aqui está uma delas (ao lado de Rock and Roll All Night, claro. Esta mais ainda).

BETH é de Peter Criss. A balada oficial deles que sofreu relutância por parte dos outros membros. Eles acharam que não daria nada mas... surpresa geral quando ela foi lançada. Caiu nas graças da platéia e entrou definitivamente para a história da banda. Talvez a única que aceito como canção romântica deles. Outro refrão grudento, do tipo “clap your hands”, surpreende na última música do disco. É de DO YOU LOVE ME que estou falando. Incrível como funciona bem esta daqui, que fala apenas de amor barato. Legal escutar a passagem com sons de sinos logo mais adiante na canção, onde o clima muda e mantém a idéia original. É emocionante até certo ponto.

Talvez você encontre outro disco do KISS que mais te agrade, contudo todos os elementos estão neste daqui. É como a própria banda costuma afirmar em seus shows: se você quer o melhor, você tem o melhor... 

Por Aroldo Glomb

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