Jethro Tull - Warchild

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divulgaçãoÉ verdade que este não é um disco conceitual como os anteriores, que possuíam apenas uma música de mais de quarenta minutos de duração. Aqui, o JETHRO TULL voltou a fazer um disco comum. Eu disse “comum”? Logo de cara, a música, que também batiza disco, mostra que as lições dos trabalhos anteriores não foram esquecidas. Apesar de curta, tem um clima de jazz e loucura agradável.

A performance de cada integrante, em cada canção, é digna de exemplo para guitarristas excêntricos e bandas de um homem só. Queen and the Country e Ladies são dois dos maiores exemplos de como se fazer de um tema aparentemente comum uma pequena obra-prima. Ainda mais a bela Ladies. Logo entramos em um clima bem “Tulliano” com Back Door-Angels. Agora o disco começa a tomar forma, com Barre solando por sobre o baixo alucinado de Jeffrey (como ele tocava!). É interessante escutar Anderson cantando á capela no final desta daqui. Mesmo nível de Aqualung, de 1971.

Sealion é uma das melhores da banda, de todos os tempos. Parece estranho, mas tem gente que não gosta nem um pouco dela, mas eu ainda aposto as minhas fichas, principalmente por que é difícil encontrar uma musica onde o refrão tenha tamanha criatividade (escute para saber do que estou falando). Skating Away on the Thin Ice of the New Day conseguiu o posto de “música mais bonita da banda” pela minha consciência. É a primeira que escuto quando coloco este disco para tocar. Já Bungle in the Jungle é o “rock básico” do álbum: não decepciona e dá um gás para a bela Only Solitarie. Não sei que diabos fez com que a banda fizesse uma música tão linda como essa, com apenas um minuto e trinta e nove segundos! Desperdiçaram uma oportunidade de transformar esta peça em um clássico. Desperdiçaram uma preciosa melodia, uma pena. The Third Hoorah tem um cravo de fundo marcante. A flauta mágica, que ditou o ritmo durante praticamente todo o disco, ganha novas cores com o auxílio deste instrumento e de outros mais improváveis (como uma gaita escocesa na parte final e, claro, os violinos de Palmer). Grande solo de Anderson no sopro. Finalizando o disco, Two Fingers é indecifrável para mim. Não sei se ela é agitada, tranqüilizante, elétrica, acústica. Talvez seja tudo isso ao mesmo tempo.

JETHRO TULL é tudo isso ao mesmo tempo! Na época, em virtude das limitações do vinil, algumas músicas acabaram de fora do disco. O tempo corrigiu tudo isso na versão remasterizada deste WARCHILD. Agora, ele contém nada mais nada menos que sete músicas adicionadas às originais, incluindo uma segunda versão (bem diferente) de Sealion. Vale a pena ter este disco, não importa o que digam para você. Pode ser um pouco difícil gostar dele no início, mas é como um cachorrinho de rua que o seu irmãozinho adota de repente. Leva tempo para se acostumar mas, quando você se der conta, não vai desgrudar mais dele. HOORAH!!!

Por Aroldo Glomb

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