Genesis - Trespass

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divulgaçãoTrespass, álbum de 1970, é a sonoridade própria dessa trupe inglesa ainda no talo. A fase mais forte da banda (se pudéssemos falar assim) ainda estava por vir nos trabalhos dos anos seguintes e, nesse petardo, nós temos a banda com o seu cartão de visitas. Lançado ainda antes da entrada do virtuoso Phil Collins nas baquetas (o posto ainda estava com John Mayhew), já  é possível escutar Peter Gabriel ´gasta´ seu pulmão com uma tonalidade característica marcante para a banda e nas deliciosas intervenções de flauta ao longo do disco. Anthony Philips e Michael Rutherford (guitarras e baixos, e ´otras cositas más´, como cello) destilam melodias delicadas ao longo de faixas como Looking for Someone e White Mountain, ao mesmo tempo em que Visions of Angels quase se aproxima da perfeição, ainda mais graças ao talento certeiro de Anthony Banks nos pianos, teclados, sintetizadores, etc. Uma das canções mais tocantes da carreira do Gênesis. Pode apostar.

Stagnation é, se não a melhor música deles, a que melhor representa a sonoridade ímpar apresentada por Gabriel e Cia. Logo nos primeiros dedilhados de Philips (acompanhado de Banks, claro), já se pode ter idéia do que será encontrado nos  próximos oito minutos e quarenta e nove segundos. Clímax e anticlímax  por todo o tempo, ataque de órgão e Gabriel mostrando o seu melhor estilo até que, aos 03:07 , acontece  o êxtase da canção (aliás, um deles)... para em seguida, o som se acalme e volte ao início...e a roda gira de novo e tudo recomeça... Já falei que acho essa canção perfeita? Bom.. vamos então adiante.

Dusk é a balada do disco, no sentido romântico mesmo. Apesar de mais fraca em relação ás demais, é ainda um bom agrado aos ouvidos em se comparando ao que  essa mesma banda fez nos anos oitenta (som pop descartável). Destaque ao solo de flauta de Gabriel, acompanhado por uma batida excepcional de guitarras acústicas (E isso que eu disse que era a parte mais fraca do disco, heim...).  Quer saber de uma coisa, não é fraca coisa nenhuma: Dusk é uma grande balada, isso sim.

Mas a jóia real ainda estava mais pra frente. E essa pérola se chamava  The Knife. No melhor estilo Deep Purple de ser, o Genesis com hammond nervoso e riff destilando estilo. Até,parece Uriah Heep em alguns momentos, a canção gruda na cabeça. Grande trabalho dos Anthony´s , principalmente no que diz respeito á sonoridade proposta. The Knife é diferente do resto do disco, coisa fácil de ser escutada nos seus oito minutos e cinqüenta e seis  segundos (de novo, eu contando o tempo!). A velocidade impera mais pro final, com a canção adquirindo fôlego e entrar em uma sintonia quase que paranóica, apaixonante, encorpada e minimalista.

Esse álbum pode não ser uma obra prima para alguns fãs mais xiitas, que preferem Nursery Cryme (71), Foxtrot (72) e  o aclamado Selling England By The Pound (73), porém temos um grande investimento para aqueles que possuem ouvidos curtidos ou preparados para este maravilhoso mundo progressivo à lá Genesis.

Uma sonoridade marcante que talvez seja encontrada na mesma inspiração em bandas como Camel. O passado ainda é uma grande fonte  em questão de rock, seja no  progressivo/Yes, progressivo/Floyd, progressivo/Gentle Giant ou mesmo progressivo/Genesis.

Afinal...dentro do estilo rock, temos vários outros, incluindo esse que vos falo... e  o progressivo tem essa diferenciação de possuir DENTRO DELE vários outros modos de encarar a música.

Melhor escutar e fazer  o seu julgamento.    

Por Aroldo Glomb

 

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