Cream - Disraeli Gears

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divulgaçãoDisraeli Gears é o nome do disco que melhor representa a sonoridade da banda. Lançado em 1967, apresenta Eric Clapton (guitarra), Jack Bruce (baixo) e Ginger Baker (bateria) no auge da forma. Um dos melhores power trios de todos os tempos começa o disco com STRANGE BREW, uma canção lenta e marcada pelo som agudo da guitarra de Clapton. Aliás, ele ganhou a fama de ´slow hand´ (mão lenta) por causa de músicas como esta. Isso nunca foi um insulto para ele, mas uma definição de seu estilo de tocar blues de maneira singular. A cozinha jazzística da banda dava o tempero que Clapton precisava, e logo na entrada é notório que eles não estavam pra brincadeiras. No auge de um período psicodélico, eles mandam bala na mais do que aclamada SUNSHINE  OF YOUR LOVE , com o marcante riff que consagraria a banda. Até mesmo Hendrix regravou esta música de maneira instrumental e raivosa, provando que até mesmo o maior dos guitarristas da época havia se rendido à magia do Cream. Essa é daquelas canções que até mesmo o mais distraído, musicalmente falando, para e afirma: EI, JÁ ESCUTEI ESSA DAQUI. SIM, estamos falando de  um clássico absoluto. Mas o disco tem mais...

WORLD OF PAIN é igualmente carregada no estilo a banda, até mesmo na bateria, que segue com mais bumbos do que caixas. XSXXX mostra que, para se ter um trio, tem que mostrar serviço. A prova de que Clapton havia escolhido bem os seus seguidores, está nesta melancólica canção. DANCE THE NIGHT AWAY é uma música que segue a fórmula apresentada até agora. Engraçado como, apesar de ter a mesma fórmula em todas as faixas , o disco não soa repetitivo.  DANCE... é a prova, já que se utiliza da mesma estrutura da anterior, e consegue apresentar uma guitarra mais frenética. Mas o disco ainda tem mais....

BLUE CONDITION é um blues raiz, arrastado e com guitarras bem arranjadas. As viradas que as baquetas proporcionam, mesmo parecendo simples, mostram  aqualidade da banda em transformar coisas simples em algo espetacular. Até que o ponto alto do disco aparece....SE PREPAREM PARA A GRANDE ´TALES  OF BRAVE  ULYSSES´!!!!

Aqui o bicho pega... wah-wah direto nas guitarras, batidas mezzo-indígenas / mezzo-jazz na batera, baixo firme em escala, não há desculpas mesmo! A banda arrebenta tudo em prol do rock e cria uma dos clássicos mais absolutos dos anos sessenta. Ao lado de SUNSHINE, a melhor coisa que tem neste disco, sem sombras de dúvida. Mas, como dizer isso sem cair em contradição agora? Poxa, começa a tocar SWLAB e a frenética guitarra entra em ação. Essa é para agitar qualquer festa, evento, casamento, funeral, etc. Preste atenção no solo e pense se era exagero algumas pessoas chamarem Clapton de Deus da guitarra... acho que não tinha nenhum exagero! As ´muitas cores fantásticas´ desta canção levam, até mesmo que não viveu aqueles tempos, de volta no tempo. E... o disco ainda não acabou....

WE´RE GOING WRONG é  mais estranha do álbum, talvez um momento mais calmo, para refrescar a cabeça nesta altura do campeonato. Mesmo assim, uma canção hipnótica e paranóica que mostra tudo o que um grupo pode explorar (preste atenção aos detalhes ao final dela). Novamente, o blues de forma simples aparece em OUTSIDE WOMAN BLUES, onde Clapton se sente mais à vontade. O disco esta terminando, infelizmente....

TAKE IT BACK lembra muito Rolling Stones, com gaita harmônica e tudo. Nada mais justo, já que todas as bandas desta época viviam no mesmo círculo de amizades e de shows. Até mesmo o clima criado por gritos de estúdio, como se fosse ao vivo, nos remete aos Stones. Um grande solo de harmônica corre solto pela canção e, de repente, o disco acaba (não, não tem mais não...) na pequena Mother´s Lament, uma brincadeira apenas com piano e voz, mostrando que  o bom humor também pode dar as caras em um disco importante.    

É isso! Um dos melhores representantes dos anos sessenta é  a ´nata´ mesmo. Cream é sinônimo de boa música que nunca será datada, mesmo após mais de 30 anos do lançamento de Disraeli Gears. 

E pensar que o disco só entrou na minha coleção após muitos anos, dá vontade de me autopunir de alguma forma. Não cometa  o mesmo erro que eu, e procure logo este clássico absoluto!!!! Ou vai ficar apenas lendo aqui? 

Por Aroldo Glomb

 

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