AC/DC - Powerage

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divulgaçãoLogo na primeira faixa deste Powerage de setenta e oito, a banda inglesa / australiana finca os pés em definitivo nos corações dos amantes do estilo. Os irmãos Angus e Malcon Young mostram que não possuem apenas afinidades familiares. A energia que emana nas guitarras dos dois contagia qualquer ser humano, sem duvidas. A base do conjunto, como em toda a discografia deles, será sempre eficientemente discreta e extravagantemente simples. Phil Rudd sentando o braço no seu kit lá trás é o melhor exemplo de como uma banda precisa ter funcionários de alto gabarito para a coisa funcionar. Cliff Williams também garante  o meio de campo nas seis cordas (e muito bem mesmo), mas uma banda com os irmãos Young e com o eterno e saudoso Bon Scott nos vocais, fica difícil não falar apenas desses elementos e deixar  bateria e baixo um pouco de lado.

Rock´n´roll Damation abre o disco. E você abre o coração e a cabeça para sentir aquele arrepio característico: é  ACDC mesmo, galera, pode sair cantando. E o melhor é que o vocalista aqui é Bon Scott. Paulada certeira! Sem medo de errar, a melhor canção que se encontra aqui. Inconfundível escutar Angus Young e seu irmão Malcom Young em perfeita sincronia nas guitarras (aliás, até hoje). Engraçado como este disco não é tão cultuado pelos fãs. Acho que tem tanta coisa boa aqui quanto no super aclamado Back In Black. 

Duvida? Escute Down Payment Blues em seus acordes iniciais. Uma aula de como a essência do rock deve ser tratada. Começa bem calminho para explodir em riffs  e mais riffs feitos exclusivamente para os admiradores da banda. Gimme a Bullet tem, na sua sonoridade, um pouco do que a banda estaria reservando para os anos oitenta. O trabalho sempre discreto (mas eficiente) de Phil Rudd na bateria e de Cliff Williams no baixo é a fórmula da banda. Dessa maneira, eles conseguem imprimir uma marca impressionante: fazer um rock surpreendente sem a utilização de teclados. Você ainda duvida da força deste disco? Riff Raff pra você então! É como se os anos cinqüenta estivessem com uma nova roupagem! A garra da banda em trazer o melhor para os seus consumidores não tem limite. Bom Scott canta como uma sirene ardida em meio a uma tempestade! Realmente, nesta época, o cara TINHA que ter voz para cantar em algum conjunto. 

Sin City ficou conhecida pela sua inclusão no ACDC Live, de 1991. Convence e empolga ao mesmo tempo aos fãs mais exigentes, mas se era para escolher alguma música deste disco para  o Live , eu escolheria a primeira, com certeza. What´s Next to the Moon é a parte mais relax do álbum, com uma estrutura diferente ao que a banda geralmente faz. Uma musica que chega a ser inocente na sua estrutura, mas que continua tendo a alma que move o quinteto. ACDC tem essa vantagem de possuir 97% das músicas no mesmo padrão de qualidade. Gone Shotti´n me surpreendeu muito quando a escutei pela primeira vez. Eles mantêm o padrão , como eu disse, mas com cada música tendo a sua vida própria.

Up to Neck in You e Kicked in the Teeth funcionam como a cereja do bolo.Ao lado da primeira deste disco, estas duas formam a tríade perfeita que resume a banda: músicas que não soam como envelhecidas e datadas, com punch digno dos melhores  pesos-pesado do boxe e, acima de tudo isso, alegria e vitalidade. Cacete, essas músicas se tornam mais novas e jovens cada vez que eu as escuto! Chego a colocar estas três em um nível superior ás outras músicas de Young por que sempre senti o ACDC dessa forma irreverente e acelerada. É muito mais a cara deste quinteto irrequieto. O mesmo posso dizer do Motorhead, que é a outra banda que, seja no primeiro ou no último disco, sempre trás a assinatura característica que os seus cegos seguidores idolatram. Em outras palavras, eles se mantiveram fiéis todo esse tempo (às vezes, um pouco menos inspirados, é verdade)      

Para aqueles que acham que esta é uma banda repetitiva, eu peço para escutar este disco. Eles usam a mesma formula, mas nada do que eles gravaram pode ser definido como ´repetição´ ou algo do tipo. Afinal de contas, eles estão todos estes anos juntamente por que passaram imunes pelas modinhas, pelas mudanças e os fãs reconhecem a fidelidade deles com o que foi apresentado no passado (este disco, por exemplo).

Em momento algum eles ´copiaram´ alguma música deles mesmo, entenderam? Cada faixa deixada por eles tem a mesma pegada, a mesma eletricidade, a mesma potencia sonora e a mesma criatividade para entreter os seus seguidores...

...deve ser por isso que eles estão a tanto tempo na estrada e com a mesma clientela.   

O certo é que ambos são bons discos. Caso você concorde ou não com a minha teoria quanto a este disco, o fato é que em uma coisa nós concordamos: ACDC é uma banda que representa tudo o que um roqueiro gostaria de ser. Ou vai duvidar disso também?

Por Aroldo Glomb

 

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