Novas Bandas
A
argentina e carioca Mariana Eva já foi punk, na época do Polux, já se
arriscou na bossa eletrônica, com o projeto mim, que lançou um mini-cd
com 4 belas canções e o álbum Eu Mim Meu, e agora embarca na música
eletrônica retrô. Tantas mudanças parecem ser parte da personalidade da
cantora, mas também podem dizer respeito à pouca repercussão que,
principalmente, seu trabalho anterior teve. É inegável que este
Electric Kool-Aid está chamando mais atenção, então isso quer dizer que
agora ela acertou a mão?
As vezes tenho a sensação de que a música pop brasileira não evoluiu muito, acho que só isso explica uma banda, em pleno século 21, apostando em algo feito pelo Kid Abelha há mais de 20 anos. Não me refiro apenas à voz ou forma de cantar. Mas aos arranjos, à produção do disco que deixa ele com cara de anos 80, como se apenas os instrumentos não dessem conta de preencher os espaços de cada música - naquela década era fácil saber se o que tocava nas rádios era rock nacional ou não, bastava prestar atenção nos arranjos, não tão ´gordos´ como o de bandas gringas.
Em
2003 o Madame Saatan dava seus primeiros passos na cena independente
paraense. No ano seguinte lançam o EP O Tao do Caos, que chamou a
atenção de organizadores de vários festivais importantes pelo país e,
em 2005, o grupo deixa de ser apenas uma banda paraense para começar a
ser conhecida pelo próprio nome, cujo ápice, podemos dizer, se deu na
apresentação de São Paulo, neste ano, ao lado de Pepeu Gomes. O único senão: até então, o grupo só tinha lançado do EP e mais nada.
Algumas
bandas razoavelmente conhecidas do público parecem ter percebido que
vale a pena liberar um álbum inteiro para download, seja no próprio
site, seja no site da Tramavirtual - aqui faturando alguns trocados por
cada música baixada. Afinal, tirando os fãs mais xiitas, pouca gente
está realmente disposta a por a mão no bolso para pagar por algum
disco, então nada melhor que usar a própria internet em benefício
próprio, certo?
Um
dos destaques do Festival Planeta Terra, a dupla Lucy and the
Popsonics, acabou de lançar seu primeiro disco pela Monstro Discos. Até
aí nada de mais, a Monstro é um dos selos mais prolixos do nosso
mercado independente, o que chama a atenção no trabalho do duo
brasiliense é o barulho que eles conseguem fazer usando apenas
guitarra, baixo e bateria eletrônica.
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