Strike

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divulgação

Eu, particularmente, não tenho nada contra tais "cópias", venho de uma geração em que o rock nacional não fazia outra coisa além de imitar grupos de fora, mas mesmo estas réplicas tupiniquins tinham detalhes que as tornavam únicas em seu tempo.

Pois é, chegamos à primeira década do século 21 e o hardcore melódico e o emocore são os estilos que mais fazem sucesso entre a molecada roqueira. Nada mais natural, então, que várias bandas apostem neste tipo de música e, aí, a porca torce o rabo. Exigir algo "novo" vindo destes estilos é difícil, a grande maioria das bandas faz exatamente a mesma coisa e se orgulha disso. Tal comentário também é aplicável ao Strike, banda de Juiz de Fora, que é extremamente competente no que faz.

Da mesma geração de grupos como Dibob - que também foi aposta de uma grande gravadora - e Forfun, o Strike faz música para um público que não sabe se continua assistindo Malhação, se vai para alguma balada do Cerveja Azul - bar na Mooca que tem matines voltadas para o emo e hardcore - ou se faz as duas coisas. Enquanto os arranjos soam "agressivos", com guitarras distorcidas e vocal, as vezes, gritado, as letras são juvenis, relatando o cotidiano adolescente, do qual a banda saiu a pouco tempo. Agora você pergunta: Algum problema nisso? Respondo: Não. Nenhum. Toda geração tem as bandas que merece, mas é difícil ouvir uma letra como a de Paraíso Proibido - "Agora aqui estou, vou / Tendo que me esconder / Tua mãe quer me matar e teu pai me prender / Eu tenho aquele estilo que te deixa preocupada, à toa / desleixado na bike invocada ..." - e ficar impassível a falta de criatividade que a nova geração roqueira brasileira está passando.

Para ninguém dizer que só malhei o grupo, é interessante notar a pequena mistura entre hardcore e reggae e uma ou outra incursão eletrônica, algo também já feito por outras bandas.

Mas e se for isso que a molecada realmente quer ouvir? Então o som feito pelos mineiros está no caminho certo, hardcore, emo, pitadas de CPM 22, NX Zero e Charlie Brown Jr e pronto, as rádios estão prontas para serem invadidas. Opa, mas o disco foi lançado no ano passado e as rádios não foram invadidas, nem mesmo a inclusão de Paraíso Proibido na trilha de Malhação parece ter surtido o efeito desejado, já que o álbum Desvio de Conduta vendeu aproximadamente 10 mil cópias e a banda continua tocando em lugares pequenos.

E que venham as pedras...

Álbum: Strike - Desvio de Conduta
Gravadora: Deckdisc
Ano: 2007

O Strike é:
Marcelo - voz/percussão/beat-box
André - guitarra
Rodrigo - guitarra
Fábio - baixo
Cadu - bateria

www.bandastrike.com.br

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