Metallica - Some Kind of Monster
Written by Mauricio Varnum Carvalho Friday, 14 May 2004 00:23
Discussões infantis acerca de um solo ou de uma batida fora do tempo sempre aconteciam na banda, com James Hetfield ou Lars Ulrich esbravejando e criando regras como ´´não fale da minha guitarra, que eu não falo da sua bateria´´ e gravando discos memoráveis. Apesar disso, ao assistir ao dvd de ´´Some Kind of Monster´´ você chega a duas constatações. A primeira é de que a saída de Jason Newsted detonou a maior crise da história da banda. A segunda, de que controle demais faz mal, ainda mais depois de mais de 20 anos de carreira. Assim sendo, seria quase impossível que a banda se sustentasse com tantos desabafos e incertezas sobre futuro.
Independentemente disso é reconfortante saber que eles são humanos e como tais erram e assumem seus erros (A cena na qual James reconhece que errou ao impedir que Jason Newsted tivesse um projeto paralelo é sintomática), a ponto de Hetfield ficar um bom tempo longe da banda para cuidar de seu alcoolismo entre outros vícios e de Lars reconhecer os problemas com Dave Mustaine (que aparece em uma cena, no mínimo, esclarecedora, porém patética) e admitir que se isola por nada. Mas é hilário ver a presença ´´aterrorizante´´ de Phil, o terapeuta e a necessidade da banda em dizer ´´adeus´´ para ele e logo depois, chamá-lo de volta ou então perceber o sorriso amarelo de Bob Rock quando eles comentam que Robert Trujillo é o novo baixista da banda.
Aliás, esse momento é bem explorado, mostrando os testes para o cargo, a dedicação de Trujillo e os acordos financeiros entre eles (ele ganhou um milhão de dólares para se unir imediatamente ao Metallica e detém 25% do faturamento da banda, posição tomada e referendada por todos da banda). Em suma, é um documentário que mostra como uma banda vai do inferno ao céu em alguns anos de convivência regada a álcool, brigas e porquê não, reconciliações.

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