Iron Maiden - The Final Frontier

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Sempre que há um novo álbum com o nome da Donzela de Ferro, discussões acaloradas, críticas positivas e negativas e até mesmo teorias são escritas sobre tal. O objetivo é tentar descobrir o que motivou tal disco, canções, pegada, riffs, etc. Para muita gente isso soa como fanatismo. Para outros, constatação dos “ventos de mudança” aos quais a banda sempre foi uma grande fã. Para mim, fã e jornalista, diria que “The Final Frontier” é mais uma marca na evolução sonora que o sexteto tanto busca desde “Brave New World” e também um passo a mais em busca de novos territórios.
 
“Satellite 15... The Final Frontier” surpreende os ouvidos logo de cara. Um tribal intergaláctico, um tema na guitarra, uma brincadeira aqui, outra ali. Quando a voz de Bruce entra por volta dos 2min35s de música a gente percebe que começa a viagem pelo décimo quinto álbum de estúdio da donzela. A canção é interessante, exalta o ar progressivo e com três guitarras fica um misto de riffs, solos e arpegios dos mais cativantes. Nicko Mcbrain segue com as viagens rítmicas dele e um pouco mais contido que no álbum “A Matter of Life and Death”.
 
“El Dorado” começa com o famoso “espalha-merda”. Ou seja, pratos, riffs à esmo e outras pontuações costumeiras à intros assim. Quando o baixo de Steve Harris entra, você sabe que a música vai começar surpreendentemente mais direta do que o imaginado. A mensagem é sobre ganância e aponta todos os “defeitos” da humanidade. Bruce está em forma, mas algo me incomoda. Talvez a tentativa de emanar um clima anos 80. Pra mim, essa música poderia fazer parte de “Brave New World” facilmente. O refrão é bastante pra cima e a trinca das seis cordas conseguiu fazer um ótimo trabalho.
 
“Mother of Mercy” é bem mid-tempo, mas ainda assim empolga. O refrão é grudento e resgata outros semelhantes, como de “Mercenary”. O início é típico do Maiden. Começa com uma guitarra tranqüila, vocal fantástico de Air Raid Siren Dickinson, a bateria marcada de Nico, a galopada tradicional. Enfim, é Donzela até o pescoço. Não é tão “fresca” quanto a anterior, mas tem um solo de guitarra “comum” e por isso inova. Ou vocês já ouviram algum solo “comum” de Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers?
 
“Coming Home”. Uma espécie de balada. Prepare o isqueiros. Quarta música do disco e já é uma música calminha? No caso do sexteto, as baladas são outras. Mais power do que ballad, ela tem refrão forte, num clima que resgata na memória o trabalho solo de Bruce, principalmente o disco “A Tyranny of Souls”. Mais uma vez, o trabalho do velho Nico Mcbrain surpreende. Criativo e sem se repetir, consegue inovar dentro de um estilo quase saturado.
 
“The Alchemist” lembra muito as canções diretas dos anos 80. Não tem frescuras, nem muitas firulas. Já “Isle of Avalon” tem uma pegada estilo “Paschendale”, de Dance of Death. Climática, conta a história das Brumas de Avalon. Pesada, densa e do jeito que Steve Harris gosta. Crescendos, solos sensacionais, Bruce cantando melhor do que nunca e Nicko Mcbrain sempre criativo. Uma das melhores do álbum, sem dúvida.
“Starblind”. Épica. Ponto. Não tem como defini-la de outra forma dentro dos padrões da Donzela de Ferro. Começa climática, com Bruce cantando. Entram as guitarras, a cama da cozinha, e o mid-tempo dela gruda na cabeça. É perfeita para shows aos vivos. O refrão instiga e a produção é tão cristalina quanto o disco “Brave New World”. A parceria Maiden-Kevin Shirley está tinindo mais do que nunca.
 
“The Talisman” segue na mesma toada. Incrível como o sexteto emplaca músicas com pegadas mais densas a partir da sexta, sétima de alguns álbuns. O comentário aqui é o mesmo da canção anterior. Tudo casa com o que a letra precisa e a voz de Bruce é a guia pros momentos singulares dela.
 
“The Man Who Would Be King” me lembra uma do Blaze Bayley. Principalmente pelo nome. A estrutura dela é aquela característica do Maiden. Crescendos ali, clímax longo, solos inspirados. O engraçado é que ela é a penúltima do disco. Pra muita gente que conheço, se você inverter a ordem do cd, o resultado seria fantástico. “When the Wind Blows” é a balada do álbum. Naquele velho sentido “maideniáco”. Power ballad. Começa com uma guitarra limpa, Bruce praticamente declamando o começo dela e entra numa toada coesa e belíssima. Resumindo, encerra o disco com chave de ouro. Para alguns críticos, é o segundo melhor álbum da banda nos anos 2000. Para mim, é o terceiro. Ainda acho, “Brave New World” – pelo ineditismo de três guitarras, inspiração, etc – e “A Matter of Life and Death – Iron progressivo! – melhores que este. Mas vale cada centavo investido.
 
Álbum: Iron Maiden – The Final Frontier
Gravadora:EMI
Ano: 2010

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