Boa!!
muito boa essa banda, até então eu não conh ecia! n ão sei como é o albúm
antigo
porque não o uvi ainda , mas estou ouvindo o dare to dream, mui to bom,
le mbra um
pouco Angra das antigas, e Sham an, ou seja , se parece com o estilo
de André Ma
t tos rs...
Shadowside – Dare to Dream
Written by Maurício Varnum Carvalho Wednesday, 10 February 2010 19:24
Inovador. Evolutivo. E totalmente pra cima. Se no primeiro trabalho a Shadowside queria mostra-se ao mundo como uma banda pesada, cheia de vida, e que sabia em que terreno pisava. A barreira do primeiro disco “oficial” foi transposta com muito louvor e o “Theatre of Shadows” provou-se um sucesso. Agora, como “Dare to Dream”, o jogo é outro. Mas o grupo surpreende. Arrisco-me a dizer que a real identidade da banda está neste álbum.
“Nation Hollow Mind” já abre o disco em alta voltagem. Direta, sem firulas, com timbres excelentes e um riff pegajoso. Além destas, tem também a letra, que coloca o dedo na ferida e expõe a alienação das pessoas do nosso Brasil Varonil. O que no atual estágio da nossa música é reconfortante. “In the Night” me lembra aqueles hits oitentistas. Uma bateria de introdução, um riff prolongado, um teclado de fundo e um baixo segurando a onda. A trinca Raphael Mattos, Edu Simões e Fábio Buitividas é uma das melhores do cenário brasileiro. Único remanescente da formação do primeiro disco “oficial” – além de Dani Nolden, claro – Buitividas é um dos destaques de “Dare to Dream”. Pegada consistente, viradas seguras e um som decente de bateria. Para mim, que também toco o instrumento, este é o essencial para um bom disco de heavy metal.
“Last Toughts”. Nem tão agressiva, nem tão leve, ela é um primor de produção. Tudo funciona, ela é agradável, o refrão é fácil. Mais uma vez, a letra – direta e prática – se destaca. Prova do amadurecimento do grupo. Um exemplo: “Agora é o tempo para todos seguirem em frente, estou voando bem alto acima do mundo, Algum dia eu sei que vamos nos encontrar e sermos somente um, estou tentando alcançar para você. Metáforas e significados, à vontade. “Hideaway” é uma daquelas power ballads, mais power do que ballad. Mid-tempo e com detalhezinhos interessantes, ela é uma das minhas favoritas e tem um solo interessante de guitarra. Um daqueles que deve entrar na galeria das marcas registradas da Shadowside.
“Baby in the Dark” segue no ritmo impresso até aqui. Hard, com frescor e produção correta. Sem exageros ou aqueles famosos barulhinhos eletrônicos – que quem conhece o trabalho de Dave Schiffman conhece – que muitos produtores amam colocar. Só pra esclarecer, Schiffman é daqueles que acerta a mão em 90% das vezes. “Ready or Not” é uma espécie de power hard ballad, resumindo, aquelas baladas hard rock que tocam até em casamentos. Claro, que o foco da banda não é esse... A faixa é bem mid tempo, bem tranqüila para os padrões metálicos e deve agradar uma fatia de público diferenciada. Os xiitas vão ficar bem irritadinhos, mas a escolha da Shadowside, por enquanto, é correta.
“Memories” tem uma pegada Doro Pesch. O groove da bateria é interessante e aposta em um padrão quebrado e melódico. A voz de Dani Nolden está tinindo e o arranjo é espetacular. “Wings of Freedom”, “Time to Say Goodbye”, “Life Denied” e “Dare to Dream”. Quatro músicas diferentes. Uma bem pra cima, uma balada, um dois hard rocks de primeira. “Wings”, óbvio, fala de liberdade e de conquistar espaço. Principalmente com seus desejos, sonhos, etc. Num mundo em que cada vez mais sonhar não é preciso, vale a pena ouvir com atenção uma canção dessas. “Time to Say Goodbye” é a mais tristonha das que eu já ouvi da Shadowside. Fala de sentimento, relacionamentos, talvez seja a mais pessoal ou como dizem os críticos de tarimba – confessional. Bela e concisa, ela é limpa, bem produzida. “Life” e “Dare” não poderiam encerrar o disco de melhor forma, no pique!
A Shadowside ultrapassa a barreira do segundo disco com muita competência, profissionalismo e surpresa. Sim, porque a partir de “Dare to Dream”, os patamares da medição do trabalho do grupo vão ser diferentes. Cada vez mais a qualidade vai ser cobrada. Espera-se que os próximos sejam tão bons ou melhores que este disco. Detalhe: um dos melhores lançados no final do ano passado.
Shadowside – Dare to Dream
Gravadora: Radar Records
Ano: 2009
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