Tangerine Poetrees - The Second Album

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Enquanto várias bandas apostam no regionalismo e letras em português, outras acreditam que o caminho é cantar em inglês e fazer um som, digamos, mais internacional. A verdade é que a grande maioria se perde no gigantesco mar das referências, em compensação, outras - poucas - acertam a mão e provam que é possível fazer bom indie rock, cantado na língua da rainha, sem soarem como um pastiche qualquer.
 
Com influências que vão de Birds, passando por Beatles, Radiohead, Oasis e Belle & Sebastian, o The Tangerine Poetrees - agora com "apenas" sete integrantes -, se tivesse nascido no Reino Unido, poderia ser a banda de cabeceira do povinho indie brazuca, mas como esses caras, e três meninas, são de Juiz de Fora, são somente mais uma banda nacional a tentar ganhar espaço no nosso restrito mercado musical independente. A prova disso foi a demora em lançar um segundo disco, o trabalho de estréia saiu há quatro anos.
 
Logo de cara, percebemos que o grupo melhorou em vários pontos. Erick Vidal, vocalista da banda mostra-se mais seguro ao soltar a voz. As leves desafinações continuam, mas, assim como na estréia, estão incorporadas ao trabalho da banda e fariam falta se simplesmente desaparecessem. Mas a melhora é sensível, assim como os bons arranjos, que continuam chamando atenção por mesclarem acordeão, flauta, cello, harmônica, viola, ukulele (parecido com o cavaquinho) e kazoo (instrumento de sopro africano), ao rock feito pelo grupo.
 
Por outro lado, é possível dizer que o som feito pelo Tangerine Poetrees está mais pop. A abertura, com Don't Take Your Eyes Off Me, lembra um Oasis em seus dias mais psicodélicos, mas At The End of The Day, é uma bela balada, recheada pelo violino de Vinicius Faza. Essa dicotomia, entre a leveza e o "barulho" dá o tom a este segundo disco, singelamente chamado: The Second Album (The Album of measured pleasures). O lado sessentista da banda aparece em The Fray, e se alguém disser o nome Beatles, não estará assim tão errado. Em compensação, o metal (sim, metal) dos arranjos na quinta faixa - que não tem nome - dão a impressão de que enfiaram outra banda no CD, apesar da canção ser ótima e demonstrar o lado mais roqueiro do septeto.
 
Já Another Song, é um power pop cheio de uh uh uhs, que faria os fãs do Weezer felizes. A letra é perfeita: O que você acha disso? Não entende? É apenas mais uma canção como qualquer outra. E é isso mesmo, apenas mais uma canção como qualquer outra que você já tenha escutado, desde que tenha bom gosto, é claro. A psicodelia sessentista retorna em Si Le Monde Nous a Oblié, com letra quase toda em francês, e que te obriga a bater o pé durante seus três minutos e meio. São diversos retalhos, todos de cores diferentes, mas conectados pela influência de Beatles e Birds e, principalmente, pelo folk britânico, ainda que, em alguns casos, isso seja trocado por sons, digamos, diferentes - com em Annabel, levemente gótica.
 
OK, sei que tudo o que disse até agora é bem parecido com o que comentei sobre o The Tangerine Poetrees há quatro anos, mas o que posso fazer, o som do septeto é assim mesmo. Bom indie rock, cantado em inglês. Perfeito para uma tarde de domingo. Mas fazem falta as letras no encarte, apesar de estarem disponíveis no site.
Álbum: The Tangerine Poetrees - The Second Album (The Album of Measured Pleasures)
Selo: Independente
Ano: 2009

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