Chickenfoot

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Na história do rock, superbandas nunca são muito bem vistas, a expectativa em relação ao trabalho é tão grande que qualquer coisa que seja apenas boa faz com que a crítica taxe o material como um engodo, mais pela guerra de egos que envolve esse tipo de banda, que pela qualidade sonora. 
 
Então o que esperar de um álbum que tenha Sammy Hagar (ex-Van Halen) nos vocais, Michael Anthony (ex-Van Halen) no baixo, Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria e Joe Satriani na guitarra? Para quem arregalou os olhos, esta banda tem nome: Chickenfoot. O grupo foi criado durante várias jams no Cabo Wabo Cantina, clube pertencente a Hagar, na cidade de Cabo San Lucas (México) e fez sua estréia durante um show do próprio Hagar em Las Vegas. Logo depois, o quarteto resolveu unir forças, passaram a levar a brincadeira mais a sério e lançaram o álbum homônimo este ano.
 
O pé de galinha, literalmente falando, nada mais que faz que um bom hard rock. Aquele mais clássico, com vocal gritado, guitarras ardidas e uma sensacional cozinha de baixo e bateria. Obviamente lembra o trabalho feito pelo Audioslave e até mesmo Velvet Revolver, mas, querendo ou não, poderia ser um disco do Van Halen. Na verdade, um ótimo disco do Van Halen. E isso não é apenas uma coincidência, você sabe muito bem.
 
Deixando de lado esse pequeno detalhe, o trabalho do superquarteto é muito forte. Já na faixa de abertura, Avenida Revolution, que trata da guerra do trafico em Tijuana, fronteira do México com os Estados Unidos, já sabemos o que vem pela frente. Soap on a Roap, segunda canção do trabalho e primeira música a vazar pela internet é "mais calma". Os vocais gritados de Hagar, que tomam conta da canção que abre o disco, dão lugar àquele vocalista que passou a ser conhecido com o Van Halen - por mais que Sammy Hagar tenha feito sucesso com sua carreira solo, no Brasil ele só foi "descoberto" quando entrou no lugar de Dave Lee Roth - e é esse vocalista que ouvimos até o final do trabalho.
 
Já Joe Satriani, finalmente, consegue deixar de lado sua carreira solo para ser "apenas" o guitarrista de uma banda de rock. Para quem esperava um disco cheio de firulas, características de guitarristas solo, o som extraído das seis cordas em nenhum momento se sobressai ao resto do trabalho. Da mesma forma, o contido Michael Anthony, geralmente podado enquanto baixista do Van Halen, encontra a pista livre pra mostrar que é um dos maiores baixistas da história do rock. E o que falar de Chad Smith, baterista do Red Hot? Sou obrigado a concordar com outros colegas que já escreveram sobre a banda. Ele se encaixou perfeitamente em uma banda de hard rock, sem perder seu estilo funkeado, que dá a graça ao trabalho de sua banda principal.
 
A verdade, pelo menos no que percebemos nos vídeos ao vivo da banda, é que o quarteto parece se divertir no palco. Aquela coisa de tocar por obrigação, que acontece com qualquer banda depois de anos, foi trocada por uma vontade juvenil de ter seus amigos do lado, em um palco, se apresentando pela primeira vez para o desconhecido. Claro que o desconhecido, para esses quatro caras, é formado por um palco gigantesco e um publico com milhares de pessoas. Sobreviverão para gravar um segundo álbum? Ninguém sabe!

Álbum: Chickenfoot
Gravadora: Ear (importado)
Ano: 2009

Veja o clipe de Oh Yeah.

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