Edição 1 - 18/04/2006
Written by Valdir Antonelli Tuesday, 18 April 2006 17:59
Nesta primeira edição os
destaques vão para o pessoal do Cordero, banda nova-iorquina que canta
em espanhol e inglês, o som do Bullets and Octane, Josh Ritter, Jose
Gonzalez e Saving Jane. Estilos diferentes, mas todas buscando a mesma
coisa: sucesso. Antes que reclamem que estamos dando espaço para bandas
gringas, o novo rock nacional já está muito bem representado aqui no
site. Basta ir aí no menu e clicar em Novas Bandas...
Cordero - www.corderomusic.com
As
músicas disponíveis para audição são do quarto álbum, En Este Momento,
deste quarteto nova-iorquino que brinca com o espanhol e o inglês em
suas composições. Ani Cordero, vocalista e guitarrista, resolveu montar
uma banda bilíngüe quando morava em Tucson, pra isso chamou amigos que
tocavam em outros grupos, como o Calexico e Giant Sand, e colocou seu
sobrenome, de origem porto-riquenha, para a banda. Pouco tempo depois,
em 2001, Ani mudou-se para Nova York e reformou o Cordero junto com seu
marido, gravando o primeiro disco. Com seu som misturando indie music
com ritmos mexicanos, o Cordero deixou de ser um simples e desconhecido
grupo e passou a ganhar dezenas de fãs pelas cidades onde se
apresentava.
O som da banda recebe grande influência de grupos
como Los Lobos, o próprio Calexico, Pixies e até mesmo Cat Power,
principalmente pela forma de cantar da vocalista Ani, ouça Close your
house down. As letras fogem totalmente do estereótipo `cidade grande`,
problemas amorosos ou dúvidas adolescentes, girando em torno e praça de
touros, e outros temas ligados ao México, falando até mesmo do dia dos
mortos, festa mexicana tradicional, além de `abusar` de trumpetes e do
visual mariachi em algumas fotos de divulgação. A imprensa americana
parece ter aprovado a mescla entre o som mais denso, quase dark, com
algumas pinceladas de luz, deixando o som mais pop, mesmo sem perder o
lado indie.
No My Space: www.myspace.com/corderonyc
Bullets and Octane - www.bullets-and-octane.com
Mudando
totalmente de assunto, o som do Bullets and Octane é mais pesado, mais
gritado, quase metal, e ao mesmo tempo quase punk, qualquer semelhança
com o Social Distortion também não é mera coincidência. Formado em 1999
pelos amigos Gene Louis (bateria) - filho de baterista de jazz - e
Brent Clawson (baixo), na cidade de St Louis, o Bullets and Octane só
engrenou quando a dupla resolveu ir para a Califórnia. Gene, então,
assumiu os vocais e o baterista Ty Smith, de formação punk, entrou em
seu lugar. A banda tem um disco gravado e o segundo prestes a ser
lançado.
Na verdade o som do Bullets and Octane não foge muito
do que rola na costa leste norte-americana, peso nas guitarras, muitas
vezes lembrando o Motorhead, e uma bateria beirando o punk rock. Em
outros momentos lembra o hard rock feito por bandas como Motley Crue e
Ratt e outras dos anos 80. Se você curte calças colantes e cabelos
cheios de laquê, o som do Bullets é perfeito e muito mais `macho` que o
pessoal do Darkness.
No My Space: www.myspace.com/bulletsandoctane
Josh Ritter - www.joshritter.com
Já
o músico Josh Ritter tem mais chances de agradar àquele povinho mais
cabeça. Com letras supostamente mais inteligentes e com uma leve
tendência ao folk rock, passeando por Bob Dylan e Van Morrison. Mas
também atinge os corações dos fãs do inglês James Blunt, com a grande
diferença de não ter uma voz tão chata quanto a de Blunt. Em seu quarto
disco, The Animal Years, Ritter aposta em baladas sofridas, com boas
levadas de violão e guitarra e mais nada. Enquanto você ouve as canções
liberadas no My Space, várias nomes vão pipocando na sua cabeça. Além
dos já citados, Ritter muitas vezes parece ter captado a essência dos
últimos trabalhos do Waterboys, banda inglesa muito influenciada pelo
folk americano e britânico, e a semelhança também aparece nas capas de
seus cd`s. E como a moda é fazer pop acústico, prefira o trabalho de
Ritter ao de um Jack Johnson, pelo menos o primeiro tem mais
consistência.
No My Space: www.myspace.com/joshritter
Jose Gonzalez - www.jose-gonzalez.com
O
sueco - sim, sueco -, Jose Gonzalez é um pouco mais conhecido, pelo
menos se você costuma ler sobre música na internet. O cantor segue um
caminho parecido ao de Josh Ritter, apostando em sonoridades mais
acústicas para seu trabalho e vem se dando muito bem nas paradas
britânicas,com o single de Heartbeats, ajudando a lotar os shows pelo
Reino Unido. O sucesso pode ser medido pela quantidade de vezes que
suas canções foram ouvidas no My Space, mais de 466 mil vezes, 6 mil
apenas hoje.
Com fortes influências de folk sessentista, de
nomes como Simon and Garfunkel e gente como Nick Drake e Tim Buckley,
na bio do músico aparece até mesmo a tropicália como influência, mas é
dificil encontrar algum elemento do estilo nas canções acústicas de
Gonzalez, é difícil pensar que o sueco, filho de argentinos, chegou a
tocar baixo com os punks do Black Flag.
No My Space: www.myspace.com/josegonzalez
Saving Jane - www.savingjaneonline.com
Por
fim o Saving Jane, banda liderada por Marti Dodson, que se coloca como
um elo entre Chrissie Hynde e Joni Mitchel. Não querendo detonar a
menina, ela pode ser tudo, mas não se compara a nenhuma das duas,
lembrando bastante uma Anastacia roqueira ou uma Alanis loira do que
qualquer outra coisa. Musicalmente, o Saving Jane é guiado por bandas
como Heart, Indigo Girls e, porque não, pelo pop radiofônico americano
- ouça as baladas Ordinary e Come Down to Me pra entender.
O
grande problema é que o grupo gira em torno da imagem de Marti Dodson,
é ela quem resolve o estilo a seguir - e quem escreveu o perfil no My
Space, onde aparece da seguinte forma: Marti Likes e Marti Luvs, como
se o resto do grupo não tivesse a menor importância. Acho que o mundo
pop já está cheio de estrelas egocêntricas não? Ainda mais quando o som
não tem nada a acrescentar. Impagável é a comparação que o site All
Music faz, colocando Marti no mesmo patamar de Ashlee Simpson.
No My Space: www.myspace.com/savingjane
Por Valdir Antonelli

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