Deep Funk

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Fazer um dossiê sobre a música negra é quase impossível. Para começar, teria que explicar a teoria de evolução de Darwin e chegar até os primeiros habitantes da África. Porque, basicamente, tudo o que se conhece de música hoje, exceto talvez a clássica e alguns ritmos regionais de cada país, tem sua pitada de talento negro no DNA. O rock surgiu assim. Ou para ficar só no que os críticos realmente intitulam de música negra, então teríamos o Soul, o Disco, o House, o Reggae, o Blues, o Jazz, o Funk e suas derivações, o Rap e Hip-Hop, o Garage, Acid Jazz, etc... A lista seria longa demais. Conseqüentemente, também seria uma tentativa de escrever sobre um grande panorama da música negra. Porém, a retórica está ai para dar um jeito. Arrumei uma saída.

Independente da popularidade de cada um dos estilos, sempre com ícones imponentes e impressionantes, existem algumas derivações que passam ao largo do grande público, mesmo contendo exemplares únicos na música. O mais interessante é que, às vezes, surgem "estilos" muito mais ligados a uma determinada cena do que por serem realmente um gênero autônomo. Mais. É curioso notar também o quanto a música negra causa fascínio. Essa representação está escancarada no que se convencionou chamar de "Deep Funk".

O Deep Funk tem origem na Inglaterra. Cunhada em 1996 pelo DJ escocês Keb Darge, um fanático pela cena Northern Soul (clubes da década de 60, no norte da Inglaterra). As músicas que eram basicamente obscuras canções de funk a la James Brown, mas com tempo alterado, menos sofisticadas.

O Deep Funk ganhou seu espaço em Londres, se tornando uma espécie de culto às raridades, em eventos concorridíssimos.

A questão crucial do Deep Funk está justamente na indústria da música. No período de 1968-1973, pequenas gravadoras lançaram toneladas de grupos, cantores e cantoras. Obviamente com uma produção bem menos sofisticada, os discos eram de menor apelo.

Não para os fãs do DF. Repleto de "wannabes", o gênero tem sua Bíblia: o álbum "Keb Darge`s Legendary Deep Funk", com pelo menos três volumes, para deleite dos grooves fanáticos. Grosso modo, o Deep Funk é quase um funk de raiz, elemental, calcados nos velhos bolachões de 45 - ainda que muitas gravadoras, como a Stones Throw, já lance material em cd.

Basicamente, o gênero é um "vírus" causado pela música negra, que leva pessoas a buscarem o que é mais raro, mais complexo e difícil - músicas criadas no final da década de 60 e destruídas toscamente. Só isso já dá para se ter uma idéia do poder da "black music". Mas para quem não conhece o Deep Funk, vale a pena peneirar alguma coisa. Segue uma listinha extraída do site All Music com os principais artistas e hits do gênero:

Músicas: Funky Broadway, Pt. 1 - Dyke & the Blazers Foot Stompin Music - Bohannon We Got More Soul - Dyke & the Blazers I Know You Got Soul - Bobby Byrd (I Got) So Much Trouble in My Mind - Sir Joe Quarterman Pass the Peas - The J.B.`s Gimme Some More - The J.B.`s

Artistas: Eddie Bo Bohannon Bobby Byrd Lyn Collins Dyke & the Blazers The Gaturs Hot Chocolate Incredible Bongo Band The J.B.`s Kay-Gee`s Sir Joe Quarterman Sound Experience Marva Whitney Willie & the Mighty Magnificents

Por Danilo Corci

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