White Metal / Metal Cristão

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Música e religião sempre andaram juntas desde a idade medieval, basta lembrar que em toda e qualquer igreja havia um órgão. Feita a devida citação sobre a Igreja e a música seguimos em frente com nossa nova coluna que fala sobre este estilo. Uma música que no começo era muito combatida pelas igrejas – afinal quem tocava heavy metal era considerado profano pela Igreja – e hoje em dia tem uma legião de fãs muito além dos cristãos, evangélicos, protestantes.

O que leva as pessoas a gostarem do estilo é praticamente a mesma coisa que leva todos a gostarem de música: identificação com a mensagem, com som que a banda se propõe a fazer e, talvez o menos importante, um ou outro músico de quem somos ídolos (no caso de projetos pessoais ou bandas solo).  Aposto que quem é fã de Iron Maiden, compraria caso considerasse o trabalho bom, um projeto gospel de Nicko Mcbrain ou uma banda black metal de Bruce Dickinson. Neste caso a mensagem pouco importaria, pois os nossos ídolos estão lá fazendo um som totalmente impensável para nossos ouvidos até então acostumados com o som melódico ou agressivo ou arrastado de nossas bandas ´motrizes´.

Mas afinal, o que eu quero com esse discurso de que a mensagem é o que importa, aliada ao som e aos ídolos? Simples! Que tenhamos uma cabeça mais aberta a qualquer tipo de som, seja ele metal melódico ou metal gospel mesmo que a banda que o toque seja de outra cultura ou religião, lembrando de definirmos quem é ´cuspidor´ de ideologia e quem quer apenas passar uma mensagem. Exemplos não faltam: Eterna, Tourniquet, Mortification, Anti-demon (um excelente ´death metal´ cristão, que não prega por meio de suas músicas, e sim, critica o que está rolando no mundo atual com base nos ensinamentos cristãos), Dracma, Destra, União, enfim, uma grande quantidade de bandas, boas ou não, fazendo o som que gostam antes de qualquer religião que os guiem. É claro que quem espera bandas no estilo ´Sou da Igreja X, quero que façam isso por que isso é o melhor, é a vida de Cristo e blá, blá, blá´, que assista aos programas ´pseudo-religiosos´ desta nossa tão maçante televisão brasileira e fique alienado. Eu é que não vou serei alienado e sempre procurarei apoiar quem faz boa música, que passem mensagens boas, de esperança, de amor e que tenha algum ídolo meu.

PS: Antes de eu ser criticado ou começarem a especular qualquer coisa, sou católico, não praticante, mas acredito em vários elementos de outras religiões e não me atrelo a determinadas ideologias. Afinal, quem faz nossa ideologia, comanda nossa mente e principalmente, sabe o tamanho de nossa fé, somos nós mesmos. E tenho dito...

Por Maurício Varnun

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