Estilos
O
Tropicalismo foi um movimento musical importantíssimo ocorrido no final
dos anos 60, que concentrou músicos de diversos locais do Brasil, mas
muito especialmente baianos e paulistas, e revolucionou a Música
Popular Brasileira. Os gaúchos também tiveram a sua cena tropicalista,
com algumas características próprias, como veremos a seguir. O trabalho
destes músicos (compositores, cantores e instrumentistas) gaúchos
sempre teve, desde os anos 60 - e mantém até hoje - uma importante
influência na música feita no Rio Grande do Sul a partir de então,
embora esta influência algumas vezes não seja percebida imediata e
explicitamente, mesmo em face da ´normalização´ operada em relação a
alguns elementos estéticos então invocados, tornando-os ínsitos ao
próprio idioma procedimental da moderna música urbana gaúcha e do rock
feito aqui.
Um
dos estilos mais conhecidos, e citado como grande influência para
vários artistas internacionais, a nossa bossa nova foi, por muito
tempo, relegada a segundo plano pelos próprios brasileiros,
principalmente durante os anos 70, época da tropicália, que não
gostavam das letras típicas do estilo, que, segundo eles, não mostrava
um Brasil real, mas apenas demonstrava como a classe média carioca
vivia e pensava.
Dentre
os ilustres filhos que o punk rock concebeu, um dos mais pungentes e
interessantes é o gótico. Nascido pouco após o boom punk que sacudiu a
Europa, veio da Alemanha os primeiros ruídos do estilo, fruto de uma
incursão também pelo chamado new romantic. O som feito por estas
bandas, apesar de terem elementos dos new romantics ingleses, era um
pouco mais sombrio, por isso estes grupos acabaram ganhando o rótulo de
darks. Seu visual era, e ainda é, muito parecido com o que se
convencionou chamar de tribo urbana dos góticos. O uso do preto era
predominante, com o uso de sobretudos e botas. A palidez de seus
integrantes era ainda mais acentuada, graças ao uso de uma maquiagem
carregada.
Assim
como alguns discursos literários (´Rubem Fonseca, Marcelino Freire,
João Antônio, Marçal Aquino e outros) e cinematográficos da atualidade (O Invasor,
Amores Brutos), que são recheados de violência, o discurso de tom
violento e intimidador dos rappers joga luzes sobre o quadro assustador
das grandes metrópoles e serve como lupa para visualizar a realidade
urbana dos nossos dias.
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