Wednesday Oct 22

Udora - julho/2008

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divulgaçãoDropMusic: Vocês passaram um bom tempo no exterior, e fizeram muitos shows nos Estados Unidos, por que voltar para o Brasil e passar a trabalhar em português?
Gustavo Drummond: Após 5 anos morando nos EUA, chegamos a um ponto em que consideramos nossa experiência finalizada. Havíamos lançado um CD bem sucedido (Liberty Square) e o próximo desafio em nossas cabeças passou a ser o de aplicar o que aprendemos em nosso país, lançando um disco em português, que veio a ser o Goodbye Alô.

DM: Como é começar uma carreira no exterior e voltar para o Brasil, onde a realidade do mercado musical é bem diferente?
GD:
Pra gente tem sido ótimo. Se o mercado não é tão rico e as estruturas generosas, o calor humano e o empreendedorismo das pessoas faz a diferença.

DM:  Sei que a "era" Diesel acabou, mas é inegável que este período foi importante para o grupo, o que vocês ainda têm deste tempo?
GD:
Temos a mesma garra e a mesma vontade de compor grandes canções, embora num estilo diferente.

DM:  Algumas publicações dizem que vocês trabalham com sons típicos dos anos 80 - e no próprio release da banda isso é citado -, além de trazer referências dos anos 60 e 70. Como é misturar tantas influências e, ainda assim, fazer algo realmente interessante?
GD:
Essas influências são apenas pontos de partida pra situar quem está lendo a matéria ou release. Nosso desejo é de criar algo fincado na atualidade, nas nossas vidas e referências que são musicalmente relevantes pra nós. O som fica interessante depois que misturamos a bagagem do passado com o desejo de ir pra frente e quebrar moldes pré-estabelecidos. A cada canção escrita aprendemos mais e mais sobre como criar um som único, que tenha personalidade própria.

DM: O nome do último trabalho, Goodbye Alô, é uma indicação de que a banda entrou em uma nova fase, deixando o inglês de lado e assumindo, de vez, a língua portuguesa. Recaídas e novas canções em inglês podem surgir?
GD:
Não somos radicais. O título do disco é referente ao nosso desejo em um determinado momento. Não quer dizer que nunca mais faremos músicas em inglês. Gosto muito de compor em inglês e dependendo do estado de espírito, faço músicas até em espanhol (e isso não quer dizer que lançaremos um dia o Adeus, Hola). Goodbye Alô é só um termo que criamos pra definir um momento específico em nossas vidas.

DM:  Vocês já trabalharam com produtores norte-americanos conhecidos, em Goodbye Alô trabalharam com Henrique Portugal, do Skank, muito mais ligado ao pop. Quais as diferenças e em que ele "mudou" o som de vocês?
GM:
A principal diferença é o conhecimento de cada produtor da realidade musical de cada país. Os gringos foram importantíssimos no desenvolvimento da nossa estética musical e o Henrique (que por sinal é um grande produtor, arranjador e conhecedor de música brasileira) ajudou a "traduzir" isso pra realidade brasileira. 

DM:  Ouvindo o disco, fica clara a opção por músicas mais acessíveis e, talvez por terem trabalhado com o Henrique, com um ou outro elemento que lembra o próprio Skank. Vocês acham que este tipo de comparação seja benéfico para a banda?
GD:
Não necessariamente benéfico ou maléfico. Achamos que até mesmo pela maior convivência entre as duas bandas, através de shows juntos, e horas de papo em estúdios, houve uma troca de experiências bacana entre nós, que talvez de forma inconsciente, termine sendo refletida em alguns elementos no som do Udora.

DM: O disco já tem quase um ano que foi lançado, neste período o resultado foi o esperado pela banda ou vocês acham que podem, ou devem, fazer algo diferente?
GD:
Estamos muito satisfeitos com o resultado do disco até agora. Temos feito inúmeros shows pelo Brasil, o disco vende bem (pra realidade dos Cds atual) e é muito legal de se ver a forma como cada fã novo tem reagido a nossa música. Nosso público tem crescido bastante e a perspectiva é grande para crescermos ainda mais.

DM: Pesquisando pela net foi impossível encontrar uma resenha ou entrevista em que o nome Diesel não seja citado. Como vocês se sentem em relação a isso?
GD:
Achamos que é parte da história da banda e não pode ser negado, apesar de hoje eu entender que são duas bandas completamente diferentes, que têm a mesma raiz.

DM: Mudando um pouco de assunto, a banda trabalha é independente e sabemos o quão difícil é encontrar espaço em rádios sem pagar o tão falado jabá, ainda mais não estando em uma grande gravadora. Como é ter que lidar com isso?
GD
: Nós temos conseguido fazer nossa música tocar em inúmeras rádios do Brasil, sem ter que pagar jabá, apostando na insistência, da busca pelo relacionamento com as rádios e por muitos pedidos de fãs que ligam e pedem Udora. 

DM:  Apenas para terminarmos, pode até ser cedo pra falar sobre isso, mas já existem planos para um próximo álbum?
GD:
Claro que sim. Já estamos em pleno processo de composição e gravação do que virá a ser o sucessor do Goodbye Alô. Posso adiantar que será um grande disco, com ótimas canções e com a mira voltada ainda mais para a abertura do leque musical e ideológico.

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