Monday Sep 22

Strike - setembro/2008

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divulgaçãoDesta nova geração de bandas, o Strike consegue se destacar em um mar de bandas iguais e isso só pode indicar que a banda tem algo interessante pra mostrar para o público. Então, saiba um pouco do que passa na cabeça do quinteto na entrevista abaixo:

DropMusic: Cada vez mais bandas com estilo parecido com o do Strike ganham espaço nas rádios e conquistam mais fãs. Pra vocês, por que isso acontece?
Strike
: É normal que de tempos em tempos apareçam novas bandas ganhando espaço na mídia, essa renovação é saudável e até normal, acho que esse sucesso se deve a busca do público pela novidade e ao trabalho sério desses grupos. A internet ajudou muito nesse processo, viabilizou a divulgação e o surgimento de várias bandas novas, algumas ganharam espaço na rede e consequentemente alcançaram o maisntream, eu só não acho que tem alguma banda nova "parecida com o estilo do Strike" tocando na rádio atualmente.

DM: Ainda sobre o assunto, com tantas bandas, não se corre o risco de deixar o mercado saturado, com artistas fazendo basicamente a mesma coisa?
Strike:
No meu ponto de vista poucas bandas novas que tocam na rádio fazem a mesma coisa, acho que todas vieram de uma mesma safra, mas possuem características totalmente diferentes.É fato que algumas possuem propostas parecidas, mas o diferencial entre elas é evidente e cabe ao público, e principalmente, a crítica de um modo geral saber distinguir essas diferenças. Eu sinto que o que pode saturar o mercado é a falta de vontade ou "preguiça" de algumas pessoas em conhecerem essas novas bandas, e acabarem com essa resistência em aceitar que existe uma nova cena. Ao invés de jogarem todos os grupos novos no mesmo balaio, com rótulos ultrapassados deixando um certo "pré-conceito" tomar conta, ao ponto de julgarem antes mesmo de conhecer, acho que essas pessoas deveriam é pesquisar mais ao invés de rotular.

DM: O disco de estréia de vocês não é novo, saiu no ano passado, mas agora, quase um ano depois, a banda começa a despontar graças ao prêmio Multishow, indicações para a VMB e participação em grandes festivais, como o Gás Festival. Em algum momento vocês acharam: "putz, acho que não vai rolar"?
Strike:
Na verdade nós já estamos a um ano participando dos grandes festivais, até tocamos no Gás Festival ano passado, conquistamos um prêmio no VMB 2007. Marcamos presença em quase todos festivais do maisntream e nesse ano fomos muito bem executados nas rádios. Devido a isso nós temos motivos pra acreditar, o pensamento positivo é presente na nossa carreira, que é isso que faz a coisa girar mesmo com o processo sendo gradativo. Acho que do jeito que vem fluindo pra nós é muito saudável e pode até ser o caminho mais certo.

DM: O álbum de vocês traz algumas influências que fogem do hardcore que se ouve nas rádios, misturando reggae e um pouco de rap nas composições. Estas "mudanças" foram propositais, exatamente pra fazer algo diferente?
Strike:
Essas mudanças surgiram naturalmente por que são influências que sempre tivemos e trouxemos para o Strike, e optamos em deixar no som pra ser um diferencial também.  Nossa concepção é sempre fazer o som que curtimos fazer e que gostaríamos de ouvir em casa, por isso acabamos incorporando outros elementos no nosso rock.

DM: Uma parcela das críticas que vocês receberam passaram mais tempo falando que a banda copiava grupos com o Charlie Brown Jr, CPM 22 e até NX Zero. Como vocês recebem este tipo de comentários?
Strike:
Todas resenhas do nosso CD, até agora foram altamente positivas e eu não me lembro de ter recebido comparações com o CPM 22 e muito menos com o NX Zero, até mesmo por ser evidente que são propostas bem distintas. Agora no caso de nos compararem com Charlie Brown Jr. é até normal, eles são uma das influências do Strike e sermos comparados com uma banda que nos influênciou é um elogio.

DM: A inclusão de Paraíso Proibido na trilha de Malhação pode ser uma faca de dois gumes, já que tanto pode ajudar uma banda, como pode afunda-la de vez. Como foi a experiência pra vocês?
Strike:
Foi maravilhosa, a inclusão da música na abertura do seriado. Nos ajudou muito a promover o CD, pois foi logo depois do lançamento. Levou nosso som ao grande público, viabilizou vários programas de TV, aumentou nossa execução nas rádios, com tudo isso acho bem difícil afundar uma banda, depois de uma experiência dessa. Lulu Santos e CBJR são prova de que ter uma música numa trilha, como essa, só agrega valor ao trabalho. No nosso caso soubemos aproveitar muito bem essa oportunidade.

DM: Quase todas as bandas têm como meta lançar um disco por gravadora renomada,a grande maioria nunca consegue. Vocês já estrearam desta forma. Como está sendo o trabalho junto à Deck?
Strike:
Acho que estreamos desse forma por conta do resultado que nossa demo acabou atingindo. Na verdade nós nem esperávamos isso acabou nos surpreendendo, por outro lado se não sentissemos segurança na demo, mesmo com a gravadora querendo muito, nós não teriamos lançado o CD naquele momento. O trabalho com a Deckdisc vem rendendo ótimos frutos, é uma gravadora que faz um trabalho honesto 100% independente.Tudo lá é na base de muita raça e como viemos do underground foi muito fácil nos adaptarmos a essa filosofia. O trabalho paralelo a gravadora também ajuda bastante.

DM: Vocês venderam, até agora, mais ou menos 10 mil discos, um bom número para uma banda iniciante. Por outro lado, sabemos que o público do Strike é formado por jovens, mais interessados em baixar música que pagar para ter o álbum. Como vocês lidam com este tipo de pirataria?
Strike:
Na verdade esse número já foi superado a algum tempo, fizemos uma super promoção com a gravadora e estamos felizes com a alavancada que tivemos nas vendas. Do outro lado o download é uma realidade, as gravadoras e os artistas terão que conviver com essa nova era e deverão tirar o melhor proveito possível da rede. Eu não vejo mal nenhum em baixar uma música pra conhecer a banda, porém se a pessoa se descobre fã do artista, ela deveria comprar o CD para prestigiar o trabalho que está impresso naquela midia e consequentemente viabilizar melhores ações em prol da banda.

DM: Continuando, hoje é mais interessante fazer muitos shows a vender discos, como várias bandas pregam?
Strike:
O equilíbrio entre os dois é o ideal, mas como fonte de renda para o artista, sem dúvida nenhuma o show é bem mais rentável.

DM: No Gás Festival, o Strike vai se apresentar ao lado do Bad Religion, uma das mais importantes bandas de hardcore dos Estados Unidos e, de uma forma ou de outra, influência do grupo. Vocês têm idéia de como será o encontro?
Strike:
Será uma honra dividir o palco com uma banda que influênciou gerações.

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