MindFlow - março/2007
Written by Mauricio Varnum Carvalho Friday, 16 March 2007 23:30
Dropmusic:
Primeiramente, obrigado mais uma vez pela oportunidade de
entrevistá-los. A última vez que nos falamos foi sobre ´Just the two of
us... Me and them´ e sua repercussão, porém, agora que vocês lançaram
´Mind Over Body´, um disco mais maduro, como enxergam a experiência do
primeiro disco?
Miguel: É um grande prazer falar com você
novamente Maurício! O primeiro disco é aquele que nos une de uma forma
única, só gravando e estando em nossa pele para sentir, aprendemos
muito em todos os sentidos e isso espelhou no segundo trabalho.
Sentimos que crescemos e melhor que isso, sentimos para onde temos que
ir no que diz respeito ao nosso estilo e sonoridade.
Dropmusic: Como surgiu o conceito de ´Mind Over Body´?
Hidalgo:
Mind over Body celebra a nossa união. Passamos tanto tempo juntos que
desenvolvemos uma comunicação que vai além das palavras. Nossos
objetivos e mentes estão mais alinhados.
Dropmusic:
Eu sei que cada música tem uma conexão diferente com a proposta do
álbum, tanto que acredito que a intenção do disco é funcionar como
trilha sonora de diversos ´filmes´ da nossa própria realidade. Temem
que isso possa caracterizá-los como uma banda de metal ´auto-ajuda´?
Miguel:
Sinceramente não! É claro que cada um tem uma visão, para uns pode até
ser que seja uma coisa de auto-ajuda ( nunca tinha ouvido isso, achei
legal rsss...) mas não acreditamos e nem tememos que isso aconteça.
Dropmusic:
Indo cada vez mais fundo no mundo de ´Mind Over Body´... Ele foi
gravado nos estúdios Mega e teve o dedo de George Marino na
masterização. O que esse suporte possibilitou à banda na concepção do
novo disco?
Danilo Herbert: Ter gravado e mixado no Mega
com o Guilherme Canaes e ter masterizado no Sterling Sound com o George
Marino possibilitou que nossa música fosse elevada a um outro nível. A
competência e arte desses profissionais se uniram ao nosso trabalho e
isso engrandeceu Mind over Body.
Dropmusic: Uma coisa que notei de imediato é um equilíbrio entre todos os instrumentos. Cada um tem seu momento de destaque...
Winandy:
Acredito que essa sensação é criada por valorizarmos muito a música
como um todo, o clima que desejamos passar e o fluxo das composições.
Esse objetivo em comum está acima do ego de todos da banda ou da
necessidade da demonstração de técnica. Se acontece algum momento de
destaque, podemos dizer que não é nada ´calculado´ e sim porque naquele
momento achamos que seria o mais interessante para a música.
Dropmusic:
´Crossing Enemy´s Line´ é uma abertura de disco fantástica, onde 12
minutos de música e realidade transbordam ao ouvido do ouvinte. Duas
perguntas se fazem necessárias: de onde surgiu esse relato tão
convincente sobre um soldado em uma guerra e como trabalhar com uma
música de 12 minutos, tão complexa, como abertura de um álbum?
Miguel:
Pergunta 1: Acredito que tal relato surgiu do momento histórico que
estávamos e ainda estamos passando, surgiu do que víamos todos os dias
nos jornais na televisão, nas nossas conversas nas pausas dos ensaios,
tudo muito fresco em nossas cabeças, perguntas sem respostas.
Pergunta
2: Trabalhar com uma música de 12 minutos como abertura de um álbum foi
uma coisa que aconteceu, não tínhamos calculado que a primeira música
teria 12 minutos, foi uma trabalho bem natural. ´Crossing Enemy´s Line:
não poderia ser outra para a abertura de MOB.
Dropmusic: (Para Rafael Pensado) Como surgiu a idéia de ´homenagear´ o Journey no meio da pauleira toda (risos)?
Pensado:
Na verdade a homenagem não é diretamente ao Journey e sim uma singela
lembrança a Deen Castronovo, pois é uma das influências que definem meu
estilo de tocar.
Dropmusic:
Um assunto presente, ao menos na nossa realidade atual, é a guerra.
Como essa guerrilha urbana que vivemos recentemente, com o PCC e até
mesmo as constantes invasões ao Iraque, Israel, etc., afetam a
percepção de vocês em relação ao trabalho musical?
Danilo Herbert:
Estes assuntos fazem parte de nós. A guerra, violência, descaso e
negligência se tornaram coisas normais e aceitamos essas atrocidades
sem mais espanto. Falar sobre estes temas nas músicas é uma espécie de
grito e revolta sobre essa nossa realidade. Precisamos mudar nossas
mentes.
Dropmusic:
´Upload-Spirit´ é focada nas reflexões da mente e faz uma relação
direta com o budismo. Como misturar filosofia/religião sem seguir um
caminho como o white metal, por exemplo?
Hidalgo:
Primeiramente o Budismo não é uma religião e sim uma maneira de reger
os princípios de sua vida. O diálogo que aparece em Upload-Spirit faz
menção a uma passagem do Budismo em que um homem derrota seu próprio
ego e se ilumina, ou seja, se torna Buddha. A luta do ser humano contra
seu próprio ego é a batalha mais rigorosa e inevitável que
enfrentaremos ao decorrer de nossa existência. A utilização de uma
filosofia milenar para explicar um conflito que nos aflige hoje mostra
como este problema é essencial e nos acompanha desde sempre. E ainda
sim, estamos longe de realmente superá-lo.
Dropmusic:
Um ponto importante da ´Upload´ é que ela deixa claro que vocês não têm
rótulos, não têm amarras musicais. Se for legal e agradar ao gosto da
banda, estará no som de alguma forma...
Miguel: Acreditamos
muito nas sensações e damos muito valor ao momento que estamos compondo
juntos, é o momento que temos de mais puro entre nós, uma coisa que não
é feita do dia pra noite, pode se dizer que é um treinamento rss, e se
sentimos que está legal e todos estão bem, não temos porque colocar
barreiras e assim esperamos que tais momentos nunca parem de acontecer.
Dropmusic:
Uma vez disseram que o caminho para a destruição é a evolução do
pensamento, já que se abrem duas vertentes e o homem tende sempre a ir
pelo lado de seu próprio benefício. Vocês acreditam que ´Upload-Spirit´
seja uma forma, ainda que poética e literal, de seguir pelo caminho
contrário ao do ser humano?
Hidalgo: Tudo que é dito, feito
e ouvido com intenções diferente das ações nos desvia da rota do
crescimento. Buscando apenas o benefício próprio, você busca a
fragilidade de todos os outros. Devemos agir para o benefício de todos
e para isso devemos abrir mão de nossos apegos. É isso que
Upload-Spirit significa: deixar seu espírito aberto e disponível.
Dropmusic:
´A Thousand Miles From You´ é, sem dúvida nenhuma, uma das baladas mais
bonitas que já ouvi. Ela reflete bem as questões sobre amor e perda.
Sinto que ela é um complemento de ´Invisible Messages´...
Danilo Herbert:
Essas baladas fazem parte do MindFlow. Elas saem naturalmente e sempre
são muito carregadas de sentimento. Adoramos estas músicas e esta cara
da banda. Essas músicas representam muito para nós e acho que dá pra
sentir isso ao ouvi-las.
Dropmusic:
Caminhando pelo lado filosófico e complexo de suas composições, ´A
Thousand Miles From You´ poderia ser um desabafo sobre o distanciamento
das pessoas em relação ao próximo e a elas mesmas?
Hidalgo:
´A Thousand Miles From You´ é o que ela é. Ela conta sobre sentimentos
reais. Conta sobre o vazio que sentimos quando a pessoa que amamos está
longe. Como a saudade mostra nossas fragilidades e expõem os
sentimentos verdadeiros.
Dropmusic:
´Just Water, You Navigate´ fala de descobertas e sobre os obstáculos de
nossa vida, sobre nunca se deixar desanimar, enfim, sobre nosso
caminho. Ela resumiria algum caminho traçado pelo Mindflow em relação à
sua carreira, fãs, etc?
Pensado: Pode ser interpretada
dessa forma. Assim como nossas músicas, nossas letras podem ter
diferentes formas de interpretação. Just Water é uma música muito
sentimental e sua letra reflete isso, não considero que ela resumiria
sua existência apenas ao MindFlow, mas a todos que se identificam e
absorvem seu significado.
Dropmusic: Quais reações lhes surpreenderam mais ao longo do lançamento de ´Mind Over Body´?
Danilo Herbert:
Sempre nos surpreendemos com tudo que escrevem sobre nós. Ficamos
extremamente honrados em ter nosso trabalho sendo ouvido pelos fãs,
pela mídia. Para nós é muito gratificante.
Dropmusic:
´Chair Designer´ tem uma letra intricada, com mensagens subliminares e
outras bem visíveis, basicamente sobre o ser humano, além de ser
irrepreensivelmente uma das melhores letras de Rafael Pensado. O que o
inspirou a compô-la e como surgiu a idéia de se fazer uma ´ponte´ com
´Invisible Messages´?
Pensado: Agradeço as gentis palavras.
Chair Designer é uma música muito especial em Mind over Body, como foi
dito ela refere-se ao ser humano sim, mais particularmente ao amor e
todas as formas que ele pode ser expressado, sentido. Em todos os
níveis que possa ser vivido, seja amor fraterno, pela esposa ou amor
próprio, certamente algo que o mundo esqueceu de cultivar.
A idéia
de fazer a ´ponte´ com Invisible Messages surgiu na composição
instrumental, antes de escrever a letra, achamos interessante a idéia
de relembrar um tema muito importante para nós do primeiro disco em
Mind over Body.
Dropmusic:
Muitos têm a visão de que M.O. B é uma trilha sonora para um filme que
se chama vida. Seria correto então dizer que no âmago do álbum, a
questão mais pungente é sobre como vamos nos adaptar ao que a vida nos
oferece?
Rodrigo Hidalgo: Para nós o MoB é a trilha de
nossas vidas. Na verdade sempre tentamos adaptar a vida a nós. É um
exercício difícil mas nos ajuda a crescer.
Dropmusic:
´A Gift to You´ faz parte área que o Mindflow sempre surpreende: as
baladas. Assim como ´A Thousand Miles...´ e ´Just Water...´. Qual o
segredo para criarem letra e melodia lindíssima, como no caso de ´A
Gift to You´?
Pensado: O segredo é ter o Danilo criando e cantando as mesmas.
Dropmusic:
Começamos 2007 de maneira prodigiosa. Enforcaram Saddam, o aquecimento
global... Seriam esses os presentes que a humanidade dá a si mesma?
Como mudar isso?
Danilo Herbert: Mudar a humanidade... uma
tarefa hercúlea aparentemente. Mesmo assim creio que o primeiro passo
para a mudança do homem seria uma transformação íntima em cada um de
nós, em nossa índole, em nossos mínimos atos. Coisa que pode soar fácil
e sem importância, mas digo que dar um pequeno exemplo de serenidade e
nobreza para o seu semelhante é algo muito mais difícil que dar vazão à
nossa violência e egoísmo. Enquanto insistirmos em procurar a chave no
lado externo, estaremos andando em círculos.
Dropmusic:
´Hellbitat´ fala de tormentos, lugares horríveis, tanto na mente,
quanto na vida. De onde surgiu a idéia para essa música?
Winandy:
A idéia surgiu do cotidiano da vida de um morador de um grande centro
urbano, como São Paulo, e do individualismo que predomina em cidades
desse porte. O caos no trânsito, o egoísmo, o stress, a paisagem cinza,
a falta de solidariedade, entre outros fatores, constituem o habitat
caótico que é uma das faces de uma metrópole.
Dropmusic:
Lendo a letra de ´Hellbitat´ e a escutando diversas vezes, é possível
criar diversas percepções da realidade de quem está sendo retratado na
música. Como é poder ´brincar´ com essas visões?
Danilo Herbert:
Vejo Hellbitat como a petrificação do coração. A simplicidade e leveza
das coisas se tornam perigosas e pontiagudas. Vivemos em mundo
solitário e amargurado, precisamos sempre nos transformar em algo
melhor.
Dropmusic:
´Follow Your Instinct´ é intrigante. Primeiro pela sua estrutura
sonora, muito complexa, carregada de sentimentos e totalmente
condizente com o que a letra quer passar. Segundo, pela grande idéia de
se criar uma HQ com os momentos da letra. É muito óbvio perguntar como
ela surgiu, mas talvez ela seja a que mais impacto cause no ouvinte...
Danilo Herbert:
Mind over Body não é apenas um disco de música. É uma experiência.
Follow your Instinct foi escolhida para representar uma parte dessa
experiência. Além do HQ, ela carrega um mistério, uma espécie de
conpiração. Várias pistas estão escondidads por todo Mind over Body e
posso afirmar que as pessoas vão se surpreender!!!
Dropmusic: Dela nasceu um jogo, chamado ´Follow Your Instinct´. Como o fã tem que fazer para participar do jogo?
Winandy:
O CD Mind over Body tem um jogo ´ARG´ (´Alternate Reality Game´ ou
´Jogo de Realidade Alternativa´) e tem pistas para solucioná-lo no
encarte, sites, nas músicas, etc. A maioria das pistas estão no CD, mas
pelo link www.mindflow.com.br/followyourinstinct além de poder
encontrar mais informações, dá para se comunicar com as outras pessoas
inscritas e pegar dicas importantes. E o tempo está se esgotando.
Dropmusic:
´Hide and Seek´ é totalmente baseada no filme Jogos Mortais. O clima
ambivalente nas emoções, a menção à trilha original do filme, os
arranjos de violino... Tudo nos joga direto ao filme. Como o tema do
disco, a meu ver, é a vida, seria então ´Hide and Seek´ um complemento
à mensagem que a trilogia Jogos Mortais quer passar: a de que é no
sofrimento que enxergamos as saídas para a vida?
Danilo Herbert:
Hide and Seek é a continuação de Follow your Instinct. Ela demonstra a
confusão mental de um psicopata. Nela foi dissecado as 3 personalidades
mais conflitantes do serial killer que resultam em seu comportamento
violento. Musicalmente é uma música bem interessante que remete
diretamente ao clima de suspense. Tivemos inspiração no filme Jogos
Mortais para criar um clima de cinema na música, que é uma
característica do MindFlow.
Dropmusic: No balanço geral dos shows, qual foi o mais complicado, seja pelo público, seja pelas condições?
Danilo Herbert:
Sempre temos ótimas lembranças dos show. Todos os momentos que passamos
juntos no palco tocando a música que amamos e acreditamos é
inesquecível. Parece que os momentos difíceis só existem para ressaltar
a importância dos bons momentos.
Dropmusic:
Participar de um festival é marcante. Tocar em um festival do porte do
Live and Louder Rock Fest então, é mais do isso. Como foi para vocês
estarem no palco, diante de um público grandioso e que, a princípio,
não foi para ver o Mindflow?
Winandy: A sensação foi ótima,
ter a oportunidade de tocar nossas composições para um público de 18
mil pessoas é extremamente gratificante. Ainda mais que consideramos o
MindFlow muito mais uma banda ao vivo, que é onde conseguimos passar da
melhor maneira a força das músicas.
Apesar de ter muita gente que
ainda não conhecia a banda, ou que nunca tinha visto ao vivo, a
recepção foi a melhor possível. Sentimos uma energia muito positiva do
público, o que provou para nós que brasileiro sabe sim valorizar os
músicos nacionais.
Dropmusic:
´Mind Over Body´, assim como ´Just the two…´ figura em listas de
melhores discos em diversas revistas e rádios afora. O que esse
reconhecimento tem trazido à banda?
Miguel: Esse
reconhecimento tem trazido para banda uma afirmação muito boa que é:
´não estamos completamente loucos!!! Só um pouquinho! rssss´.
Dropmusic:
Nesses três anos de banda, o que me impressionou foi o crescimento
musical e maturidade entre as composições. Atingir estágios tão
essenciais à sobrevivência de um grupo em pouco tempo é tanto excelente
quanto assustador. Vocês não temem que a pressão por um terceiro disco
possa existir e que ela seja talvez uma divisora de águas na sonoridade
da banda?
Hidalgo: Nosso objetivo principal é que sempre
nosso novo trabalho seja um divisor de águas de nossas vidas. Trabalhos
sempre com naturalidade. Isso nos deixa sem nenhum tipo de pressão.
Dropmusic: Continuando nessa questão de sonoridade, o que podemos esperar para o terceiro álbum? Algum som ´estranho´?
Hidalgo: Podem esperar nosso melhor e nosso empenho total.
Dropmusic:
Outra coisa importante para o crescimento da banda é a comunicação com
os fãs. É impressionante que mesmo com todo o sucesso adquirido, vocês
não mudaram a postura perante os admiradores da banda. Como é essa
interação com os fãs?
Winandy: a proximidade com os fãs
acontece de forma natural, afinal é muito interessante ter contato com
quem gosta de seu trabalho. E eles sempre nos ajudam, e muito, em tudo
que se refere a banda, com opiniões, divulgação, incentivo, entre
muitas outras coisas.
Dropmusic:
Algumas bandas acham inviável disponibilizar músicas para download, já
que a pirataria assusta. Porém, muitos a colocam à venda no Itunes.
Vocês apostaram no download gratuito. Por quê?
Winandy: o
mais importante para nós sobretudo é ter o maior número de pessoas
possível escutando nossas músicas, refletindo sobre os temas que
escrevemos e captando as sensações que procuramos passar. Por isso
disponibilizamos as músicas para serem ouvidas e baixadas no site
oficial da banda (www.mindflow.com.br).
O
CD serve para completar tudo isso, ele vem com dois encartes, sendo um
com fotos interpretando cada faixa e as letras e o outro um HQ, numa
embalagem bem diferenciada, e ajuda a completar as músicas, pois,
principalmente o ´Mind over Body´, é muito mais que o som.
Dropmusic: Quais são os planos da banda para este ano?
Pensado:
2007 começou com força total para nós. A Mind over Body Tour continua
viajando pelo Brasil, estamos confirmados em grandes festivais na
Inglaterra e Estados Unidos, na Alemanha somos o 2º disco mais vendido
da gravadora e a produtora que representa o MindFlow, a Unlock Your
Mind Productions, está estruturando uma extensão da turnê pela Alemanha
e Espanha também, todos poderão checar no site do MindFlow as
novidades. Já foram iniciadas as composições do 3º disco que deve ser
gravado no fim deste ano.
Dropmusic:
Últimas perguntinhas (risos). Essa é especial de um fã de Fortaleza. O
prêmio especial do jogo ´Follow Your Instinct´, seria uma moto? Um
carro? Uma viagem pra São Paulo? (risos)
Miguel: Já sei até
quem ta perguntando isso né Bruno!!rsss e a resposta é essa: Só
descobre o prêmio quem ganha o jogo!!! Não desistam!!
Dropmusic:
O metal nacional comemora neste ano 25 anos de vida e ainda luta para
ter um reconhecimento acima da média. Eu diria que bandas como Angra,
Sepultura e Mindflow são exceções no mercado, já que possuem uma boa
resposta de público. O que a cena ainda precisa fazer para evoluir?
Danilo Herbert:
Temos que continuar lutando para sempre elevar o nosso próprio nível.
Acreditamos que tudo e todos podem conseguir seu espaço. Temos que
olhar pra frente e continuar acreditando.
Dropmusic:
Recentemente uma matéria em um jornal de grande circulação mostrou o
quão difícil é para se conseguir patrocínio pelas leis de incentivo
fiscal. O heavy metal, mesmo em suas deficiências, jamais precisou de
tal lei. Se ele precisasse, o que poderia ser feito para deixá-lo
atrativo para os patrocinadores?
Winandy: acho que o heavy
metal jamais conseguiu usufruir dessas leis de forma adequada, mas é
algo que seria de grande ajuda para as bandas e produtores nacionais. O
grande desafio é que a maioria das bandas compõem suas músicas em
inglês, devido ao caráter internacional do estilo, e a lei procura
incentivar acima de tudo a cultura popular brasileira. Então alguns
benefícios, como passagens aéreas, são muito difícieis de conseguir.
Quanto
a deixar o estilo atrativo para os patrocinadores, acredito que seria
interessante destacar as características desse segmento de público,
que ainda é pouco explorado e de certa forma é ´abandonado´ pelas
grandes marcas.
Dropmusic: A última pergunta. O que tem rolado no som dos Mindflownianos?
Miguel:
No meu caso eu ando escutando Black Sabbath todo dia faz tempo rsss mas
de coisas diferentes estou escutando Seal, Tim Maia, Infected Mushroom,
O.S.I, Spock´s Beard.
Dropmusic: Mais uma vez, obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês.
Pensado: A todos os leitores da Drop Music muito obrigado pelo interesse e a você Maurício pelas perguntas. Nos vemos durante a turnê!
Let your MindFlow...




