Valdir Antonelli
Pesquisando em alguns sites e jornais sobre a matéria ´Quanto Vale o Show´, publicada originalmente no jornal O Estado de S. Paulo dia 30 de janeiro, pensei que a polêmica seria muito maior em relação ao uso das leis de incentivo, mais propriamente a lei Rouanet, por artistas estabelecidos como Daniela Mercury e Ana Carolina, entre muitos outros.
De onde vem esse ódio aos emos, que rende centenas de vídeos no You Tube nos quais pobres adolescentes aparecem apanhando só por curtirem a música e o visual emo (algo parecido com o que rolava nos anos 80, quando os punks esperavam metaleiros na estação Tatuapé do Metrô de São Paulo só para darem uns cascudos)?
Fazendo um estudo para uma monografia de pós-graduação, na qual analisei as edições on-line dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, além da revista Veja, procurando entender como estes jornais trabalham com a música independente, acabei ´descobrindo´ que nossa imprensa musical não está muito interessada no pop/rock feito por aqui, mas sim em ´encontrar´ novos artistas internacionais, de preferência ligados ao indie rock, e hypa-los (verbo que não existe, eu sei).
Rola um boato forte pela internet que dá como certa a incorporação da Brasil 2000 pela Rede Transamérica. No Orkut, os ouvintes da rádio citam ex-funcionários e até mesmo uma conversa com Roberto Maia, ex-coordenador da Brasil, que afirma que em setembro a Transamérica assume o controle da emissora da Pompéia. Seria, então, caso a ´venda´ seja realmente efetivada, o prego que faltava no caixão das rádios rock de São Paulo.
Nesta semana rolou o dia mundial do rock. Ah, você sabe né, afinal todas as rádios pop de São Paulo assumiram um viez mais guitarreiro hoje - ainda bem que a finada 89 não resolveu ´homenagear´ o dia. Mas que tipo de música é esse que arrebata corações e mentes desde os anos 50 e, por mais que tentem assassina-lo, continua vivo em seu cada vez maior número de sub-gêneros, lutando, perdendo boa parte das vezes, contra o pop pasteurizado e curando suas feridas em bares e clubes escuros e sujos, nos quais uma simples cerveja custa 5 reais a lata.
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