São tudo isso mesmo?

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Bom, uma das dicas, essa já é antiga é o pessoal do Kings of Leon, disco lançado a pouco mais de um ano. Na época eu até escrevi para o Lúcio dizendo que a banda não passava de um AC/DC com vocal gripado ou um Tom Waits doente, ouça Tranni e me xingue depois. Pois é, continuo achando isso, apesar de achar Molly´s Chambers, o principal hit da banda, e California Waiting boazinhas, o resto do disco não justifica toda a babação em cima destes caras. Um roquinho básico, calcado no country rock americano e mais nada. Esse talvez seja o maior mérito deles. Se bem que talvez seja melhor você ouvir Cramps!

Outra dica um tantinho velha são os caras do Interpol, você, com certeza, já ouviu a ´clássica´ PDA, chupada diretamente das entranhas de Ian Curtis e vendida para os mais jovens como a última inovação musical. Obviamente que todos os críticos sabem que as influências da banda são Joy Division e Cure e que é saudável ver, e ouvir, as novas bandas pegando elementos deste som e tentando moderniza-lo. O problema é exatamente esse, eles tentam modernizar e não conseguem. Se o Interpol tivesse nascido nos anos 80 seria execrado pela crítica especializada que diria que eles são apenas uma cópia xerox destas bandas.

Quer algumas coisas mais novas? OK, The Killers, mais uma que bebe na fonte dos anos 80, lembra Duran Duran, lembra Cure, lembra Smiths, lembra mais um monte de bandas daqueles tempos e já deve ter música tocando nas festinhas descoladas aqui de São Paulo, apesar de ser apenas mais uma cópia, é audível. Outra, das dicas do Lúcio, é a banda TV on the Radio. Não preciso dizer que eles também vão aos 80 para pegar alguma coisa. Se eu falar que lembra Peter Gabriel você vai me xingar ou sair desta página agora? Pois então, eu digo. Blind, faixa do disco de estréia do TV on the Radio é Peter Gabriel, e Genesis, até o talo, e agora? Mas de todos é um dos melhores.

O Kills vai por outro caminho, mais punk, mais rocker, lembrando Joan Jett e outras bandas com vocal feminino dos idos dos anos 70 e 80. Uma boa idéia, pena que o instrumental lembra muito o White Stripes, talvez pelo Kills também ser um duo, só que com duas guitarras e bateria eletrônica. É bem bagaceiro o som deles, lembra mais uma jam despretensiosa que um trabalho oficial. O cara, Jamie Hince, pelo menos toca melhor que Jack White. Outra banda com vocal feminino é o Distillers, punk rock que também não trás nada de novo. O engraçado é que o som deles é bem parecido com o de grupos como os alemães do Gee Strings, que vivem saindo em coletâneas punks mas nunca foram hypados por ninguém.

Isso para ficarmos em apenas algumas bandas, só na lista que o Lúcio cita em sua coluna tem pelo menos o triplo do que eu comentei aqui. O que fica disso é que, como já reclamaram com ele várias vezes, dificilmente alguma banda nacional entra nas ´dicas´. E olha que tem bandas fazendo um som até melhor que todas estas citadas aí em cima. Muitas até já acabaram, já que o mesmo público que se diz indie, e que endeusa os grupos de fora, torce o nariz para o som feito por aqui. Mas será que tais grupos merecem ser tão aclamados assim? Todos tem músicas legaizinhas, mas nada que me faria sair correndo pra comprar o disco, acho que só o TV on the Radio faria, mas mesmo assim eu talvez optasse por um do Genesis com Peter Gabriel nos vocais.

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