Você concorda com as listas?

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Em boa parte das listas as bandas mais votadas foram Bloc Party, Franz Ferdinand, Arcade Fire, Gorillaz, Kaiser Chiefs e muitos outros nomes menos conhecidos. Mas o que rola nas rádios e vende de verdade? Madonna, Bon Jovi e mais um quilo daquilo que nós, jornalistas musicais, chamados de baba radiofônica. Mas por que nossos gostos não batem com  o gosto de quem realmente ouve rádio?
 
Não é de hoje que os comentários de quem diz entender de música é totalmente furado em relação aos simples mortais. Desde os anos 80, quando nasceu a Bizz e com ela passamos a ler o que os outros diziam de nossos artistas preferidos (claro que existiam outras revistas, como a Roll e a Som Três, mas a Bizz chegou para revolucionar o mercado), vemos que o crítico musical costuma detonar os artistas mais populares e colocarem bandas obscuras entre suas preferidas. Talvez uma forma de mostrar para o leitor que ele (o leitor) não manja muito de música e por isso seu trabalho é importante. Ou apenas um jeito de se colocar acima desse próprio leitor. Aquela coisa de que só ele (o crítico) é que realmente dá valor pra boa música.
 
Não sei onde me colocar, gosto de muita coisa desconhecida, isso desde os anos 80, quando achava Violeta de Outono muito melhor que Barão Vermelho, apesar de reconhecer que a turma do Cazuza fazia algumas boas coisas. Mas hoje não consigo entender como um crítico elege, como álbum do ano, uma banda que mal lançou um primeiro disco e é desconhecida até mesmo em sua terra natal. Aí voltamos para o parágrafo anterior, onde o crítico tenta mostrar ser mais culto que seu leitor.
 
E a coisa só tende a piorar com a interner. Como ficou muito fácil baixar qualquer disco, de qualquer banda, de qualquer país, qualquer pessoa pode se colocar como crítico musical e dizer que fulano de tal, lá da Mongólia, fez o disco mais importante de 2005. Esquecendo que não é porque toca em rádio e vende muitos discos, que um disco é ruim.
 
O problema chega a tal ponto que um grupo passa a ser ruim quando, graças aos seus próprios méritos, deixa o mundo independente e assina com uma gravadora. Já ouvi gente dizendo que o Gram ficou ruim e comercial depois que assinou com a Deck. Isso porque os caras mal mexeram nos arranjos de suas canções quando lançaram o álbum pela gravadora carioca. E isso reflete nos comentários feitos pela tal ´crítica especializada´.
 
Não vou ficar citando nomes, porque não é preciso isso, basta uma busca por ´melhores do ano´ para que várias listas apareçam na sua frente. Dêem uma olhadinha nos nomes que entrarão nestas listas. Metade você jamais terá ouvido falar. O bom é que você pode ir atrás pela net e numa dessas até concordar com o crítico que botou tal álbum entre os melhores do ano. Boa sorte...

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