Parem com isso

Attention: open in a new window. PrintE-mail
Chega! Parem com essa pentelhação por causa do Rock in Rio, o festival nunca teve o rock como inspiração principal, nem mesmo a tão falada primeira edição, lá nos longínquos 1985. O festival sempre foi, e sempre será uma mistura de estilos, sempre o mais pop possível.

 

Sim, eu sei que o RiR já acabou faz tempo, mas ainda tem gente reclamando pela internet, descendo o pau na programação e, claro, a dona Claudia também continua chiando contra seus detratores.

A verdade é que não dá pra agüentar um bando de roqueiros mimados, muitos que devem ter fugido das aulas de história dos festivais no País, descendo o pau em Claudia Leite, Ivete Sangalo, Shakira, Jota Quest, Jamiroquai, etc. Alguém acha que vai mudar alguma coisa? Alguém acha que o Roberto Medina vai mudar a escalação da próxima edição só porque vocês exigem mais rock?

Como bem comentou o Marco Ribeiro em seu artigo, o Medina está enchendo a burra de dinheiro com esses festivais pop pelo mundo e o Rock in Rio nada mais é que uma marca, uma tremenda sacada de marketing, que não tem o rock em sua essência e só traz bandas “pesadas” pois sabe que tem público pra isso. Se Metallica e Red Hot não garantissem casa cheia, esqueçam. As noites roqueiras já teriam ido pro saco também.

E não venham falando que em 1985 era melhor. Não era. James Taylor não é rock, Ivan Lins não é rock, Pepeu Gomes não é rock. Ney Matogrosso não é rock. Quer mais? Gilberto Gil, Al Jarreu, Elba Ramalho, Alceu Valença, Moraes Moreira, Baby Consuelo. Sim, todos eles no primeiro Rock in Rio.

O que acontece é que, naqueles tempos, ninguém queria vir para o Brasil, então trazer Queen, Iron, Scorpions, Yes e AC/DC era a única forma de fazer um festival daquele porte funcionar. E foram estas bandas que ficaram gravadas na mente de todo mundo. Ninguém se lembra que até Eduardo Dusek se apresentou no palco do festival em 1985.

E foi essa carência de shows internacionais, em uma época que o rock, inclusive o nacional, estava crescendo por aqui, que fez com que gravássemos essa imagem errada do festival na cabeça.

Pra falar a verdade, o segundo Rock in Rio foi muito mais roqueiro que o primeiro. E, apesar de fraca, ninguém pode falar que esta edição não esteja “roqueira”. Os únicos “erros”, se é que podemos falar assim, foram as presenças de Ivete Sangalo, Cláudia Leite e Rihanna. Não acredita, pesquise na internet a programação completa. Além disso, pela primeira vez, não cometeram besteiras de colocar um Ney Matogrosso na mesma noite de Iron Maiden, por exemplo, como aconteceu lá em 1985.

Vocês têm todo o direito de não gostar de Ivete, Cláudia e afins – eu também não gosto -, mas não usem as outras versões do festival para justificar os palavrões contra a presença delas. Mas não se esqueçam que o Rock in Rio nunca foi um festival de rock e deixem as pessoas se divertirem, mesmo que seja vendo um show de Ivete Sangalo.

E porque ninguém reclama do SWU por levar Black Eyed Peas para o palco? Será que é por não ter rock no nome?
 

Facebook

AGENDA

<<  April 2014  >>
 Mon  Tue  Wed  Thu  Fri  Sat  Sun 
   1  2  3  4  5  6
  7  8  910111213
14151617181920
21222324252627
282930    

NEWSLETTER

Deixe seu nome e e-mail para receber nossa newsletter.