Maurício Varnum Carvalho
Depois
de hibernar, espernear e descobrir que a terra é redonda, mas tem seus
quadrados (piadinha ruim!), eis que volto a meu bom e velho espaço da
Drop. Já estava com saudades e nada como tirar o pó e refletir sobre o
mundo, caso Isabella, volta de ícones dos anos 80, shows e uma boa
parcela de tempo frio na mais londrina das cidades brasileiras: São
Paulo.
Outro dia me peguei cantarolando canções de filmes que eu gosto. É automático. Geralmente toca aquela canção mais famosa de determinado artista ou então uma música mais nostálgica que você acaba gostando por seu significado... Enfim, isso quase sempre acontece comigo. Mais do que com a própria trilha do filme, que nos Estados Unidos, é chamada de ´Score´, uma vez que essa é a música que acompanha o filme. Complicado? Tente ver o Oscar que você vai entender rapidinho.
Estou sumido da Drop faz algum tempo, apenas fazendo resenhas. Eu sei que é falha minha e prometo melhorar. Mas a vida de jornalista é corrida e ainda mais nesse meio musical onde às vezes outros articulistas comentam sobre os mesmos assuntos e com argumentos melhores que os seus. Daí, qual a finalidade em se escrever sobre IPod? Ou Second Life? Claro, todo e qualquer ponto de vista é necessário para um pensamento ou senso mais apurado sobre determinada coisa, mas às vezes realmente é difícil acrescentar algo ao que já foi explanado e dissecado milhões de vezes.
Você
já se perguntou o que é um hit hoje? Ou então, como fazer para uma
música se tornar a maior e melhor coisa que você ouviu? Muitos dirão,
´basta pagar uma graninha´. Outros, falarão, liguem para sua rádio. E
outros ainda irão dizer ´baixe a discografia, compre discos, divulgue a
banda´. Para todas essas perguntas, a resposta é: sim, isso tudo ajuda.
Mas ainda assim, existem outros fatores, que somados, dão o indicativo
claro de que o termo ´hit´ é bem mais abrangente do que um punhado de
dinheiro.
Uma pessoa quando inova ou tenta transformar o ambiente em que vive é chamada de revolucionária, idealista, e em alguns casos baderneiro. Quando é uma gravadora que assume a árdua tarefa de desbravar novos campos dentro da saturada cena musical, é preciso aplaudir. Mas também considerar os riscos que isso pode trazer, afinal, a música é um meio muito volátil e extremamente imprevisível. Com esse conceito na cabeça e escorada pela licença ´Creative Commons´, a Free Records veio ao mundo da melhor maneira possível: apresentando-se ao vivo e a cores para os jornalistas e a internet.
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