Empresários x Produtores
Written by Mauricio Varnum Carvalho Friday, 25 July 2008 22:39
Obama vai concorrer à presidência norte americana. O caso Isabella Nardoni, o qual, sinceramente, não tem mais relevância para ser discutido na mídia, teve mais um capítulo, o show da rádio Kiss vai trazer aquela nostalgia oitentista de volta e claro, Al Qaeda assusta mais do que pensávamos há um ano atrás. Dito isso, vamos ao fundamento deste artigo. O que seria da música e do futebol sem os managers? Para a música, eles têm papel preponderante no funcionamento de uma banda, gravadora e até mesmo agência de booking. Já no futebol, o conceito vai mais longe é o cara que cuida de todos os assuntos referentes ao time.
Mas por que eles estão aqui? É simples. Há uma boa distinção entre o papel deles e o do empresário. Jogos como “Rock Manager” e “Fifa Manager”, mostram com clareza essa diferença. No primeiro, você monta a banda, organiza gravação e até produz. Além disso, você envia os materiais de divulgação para rádios, revistas, jornais e televisões. Arranja shows, organiza turnês e principalmente, dá um empurrãozinho para as vendas do seu artista. Enquanto no virtual é tudo muito fácil e tranqüilo e até divertido, a realidade mostra que é tudo bem complicado. Já no referido jogo do mundo do futebol, tudo é bem mais difícil. Você precisa lidar com pressão de torcida, pressão de cartolas, marqueteiros, jogadores pernas de pau, outros que se acham estrelas. Tudo pelo objetivo comum: vencer e se sagrar campeão. Mas para muitos, vencer um campeonato e ganhar um contrato com uma gravadora se equivalem. E aí que quero chegar.
Na ânsia por conquistar um lugar, muitos não percebem a aproximação de pessoas inescrupulosas ou, como também é comum, que são ótimas de papo, mas péssimas de negócios. Que taque a primeira pedra quem nunca ouviu a história da banda promissora, cheia de vontade, que de repente, sem mais nem menos, sumiu dentro da gravadora? Ou então daquela que fecha com um empresário, marca vários shows e na hora H, cadê o dinheiro? Ou então a história do jogador que foi aliciado por um determinado empresário e no decorrer do “conto de fadas” descobriu que o tal era apenas mais um lobo em pele de cordeiro? Casos assim acontecem. E muito.
Não existe solução para esses problemas, infelizmente. A cada “erva daninha” que é extirpada (ou seja, presa, cassada, etc.), surgem outras novas artimanhas e golpes que sim, ajudam a decair a prática da música e do esporte em determinadas áreas. O mundo é gigantesco e talvez eu esteja falando de uma parcela bem pequena. Mas notem quantas bandas boas existem por aí. E quantas realmente vencem por seus méritos. É uma simples equação matemática. Tanto na área cultural, quando esportiva. Talvez, agora, com o a internet bombeando o “sangue” de bandas novas e de gente sedenta por novidades e, mais atenta ao redor, essa prática possa ser , ao menos reduzida.

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