Marco Ribeiro
Quando eu era um guri melequento, ficava horas e horas ouvindo Beatles, Monkees e Kiss e imaginava como seria legal ser famoso, dar autógrafo, comer todas as meninas do mundo, entrar onde quiser, ser reconhecido na rua e tantas outras coisas armadas pela minha fértil imaginação de adolescente.
Em outras ocasiões, eu cacarejei muito sobre a ignorância da atual geração em relação ao rock and roll. Cansei disso, até porque não dá pra cobrar dessa moçada que se interesse pelo mesmo tipo de música que eu ouvia (ouço), até porque as novidades e os modismos são mais atraentes para a gurizada. Mas, em todo caso, é sempre bom mostrar para geração do ´ninguém merece´ e do ´fala sério´, como foi parido o estilo que conquistou trilhares de pessoas nestas últimas cinco décadas e suas vertentes.
No alto das minhas (quase) 38 primaveras, fico pensando como é estranho ser jovem no século XXI. É claro que o choque de gerações existe em qualquer época mas, mesmo para um cara “mente aberta” como eu, é difícil entender certas mudernidades tão cacarejadas pela garotada.
Eu sempre gostei do sobrenatural. Eu era guri e já lia gibis do Drácula (sim, existia), Kripta (quem tem mais de 30 conhece) e outros mais. Quando entrei na fase de pré-adolescente, cheio de espinhas na cara, mão ´cabeluda´ e hormônios excessivos que causavam a vergonhosa ejaculação precoce, comecei a ouvir bandas de rock que tratavam de assuntos ligados a mistérios, tipo Iron Maiden, Uriah Heep e Black Sabbath. Mais adiante, resolvi mergulhar de cabeça e comprava (e ainda compro) toneladas de livros sobre OVNIS, aparições fantasmagóricas, seitas secretas, espiritismo, etc.
Antes de qualquer coisa quero deixar bem claro que não pretendo ser um Pasquale da vida, apesar de admirar o trabalho do referido Professor. Dito isso, vamos aos fatos. O Brasileiro está desaprendendo a falar português, se é que aprendeu um dia. Quem tem um certo conhecimento da língua já percebeu a clara decadência, tanto no modo de falar quanto na escrita. E não estou me referido à camada menos favorecida da população que sequer possui o ensino fundamental. Refiro-me aos pseudo ´letrados´ que cursaram universidade, possuem uma renda mensal razoável e, em alguns casos, até são formadores de opiniões. Se você, amigo leitor, ainda não atentou para essa questão delicada, vou aumentar sua percepção com alguns exemplos.
More Articles...
Page 5 of 7

Colunistas 

