Friday Sep 19

White Stripes

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divulgaçãoMenos convencional ainda são algumas das cidades por onde a banda costuma passar. Nesta mesma turnê, na Argentina eles tocaram pertinho da fronteira com o Brasil, em um bar da cidade de Puerto Iguazu. No Brasil, além dos tradicionais shows em São Paulo e Rio, a banda foi para Manaus. Manaus que só agora entra na agenda de shows internacional. Mesmo pra quem odeia o som feito pela dupla, não dá pra deixar passar batido pelo trabalho de Jack e Meg White que, sozinhos, faz mais barulho que muita banda com duas guitarras, baixo e bateria com sei-lá-quantas peças. Se isso é no bom ou no mau sentido, é com você.

O White Stripes foi formado em 1997 por Jack e Meg, com a idéia de tocar rock da forma mais simples possível. Antes do WS, Jack havia tocado bateria no grupo country Goober & the Peas. Sempre usando o branco e o vermelho, cores tiradas de uma marca de balas, em 1999 lançam o primeiro álbum, The White Stripes, minimalista aos extremos, mas que mostrava os caminhos que seriam trilhados pelo grupo, com seu mix de blues rock garageiro e muita distorção. Com o primeiro disco em mãos a crítica descobre um ótimo letrista, bom guitarrista e um vocalista que, ao mesmo tempo, brinca com o blues, jazz e rock. Além disso, estes mesmos críticos, vêem em Meg uma baterista intuitiva e, como não poderia deixar de ser, simplista. Seus detratores falam que Meg simplesmente não sabe tocar, por isso não inventa passagens mirabolantes com seu instrumento.

Uma nova forma de fazer punk rock? Até poderia ser, se o amor pela folk music norte-americana, principalmente o country, as vezes, não falasse tão alto no trabalho do duo. Na verdade o White Stripes é um grupo punk que toca blues e country, ouça o novo trabalho e terá esta certeza. Em 2000, mesmo atarefado com o trabalho de produção de diversas outras bandas de Detroit e dos shows feitos junto com o Pavement, Jack encontra tempo para produzir o segundo disco da banda, De Stijl, álbum que catapulta o White Stripes ao estrelato. Se Stijl é considerado, por muitos, como o melhor disco do grupo, vem com novos elementos ao característico som da banda. Uma mescla de rock bubblegun, classic rock e música de cabaret, que só fazem a fama do duo aumentar, principalmente no Japão e Austrália, onde se apresentam pela primeira vez.

Com o fim da turnê voltam ao estúdio, agora com a produção de Doug Easley, e lançam White Blood Cells em 2001. Sucesso total de crítica é, ao lado de bandas como Strokes e Hives, considerado o responsável por uma nova onda do rock mundial e passa a influenciar milhares de moleques pelo mundo todo. O sucesso é tanto que o grupo é convidado por David Letterman para se apresentarem no Late Night, além de aparecerem na revista Time e em várias outras revistas americanas. Tocam no MTV Movie Awards e tem o vídeo de Fell in Love With a Girl, entre os mais pedidos na MTV americana. O disco também marca a mudança da banda para uma gravadora maior, deixam a Sympathy for the
Record e assinam com a V2, que relança White Blood Cells, mais os dois primeiros álbuns, em junho de 2002.

O grupo entra no time dos grandes nomes do rock mundial quando Fell in Love With a Girl é indicado a quatro prêmios no MTV Video Awards, levando todos os quatro, entre eles o de melhor vídeo do ano.

Em 2003 lançam Elephant, disco gravado em apenas duas semanas no Toerag Studio em Londres. Novamente a banda é uma unanimidade entre os críticos, que elegem Elephant como um dos melhores discos do ano.  A banda se apresenta pela primeira vez no Brasil, no TIM Festival, no Rio de Janeiro, fazendo o show mais concorrido do festival, que teve ingressos esgotados dias antes do show e vê Seven Nation Army se transformar em um monstruoso hit.

Em 2005, lançam Get Behind Me Satan. Seu primeiro single, Blue Orchid, foi muito bem nas paradas inglesas e se tornou um hit nas festas descoladas em São Paulo. Também veem ao Brasil pela primeira vez, para shows em São Paulo, Rio e Manaus, com ingressos esgotados para todas as apresentações - em Manaus chegaram a colocar um telão do lado de fora do teatro para que mais pessoas pudessem ver a apresentação da banda.

Dois anos se passam e é a vez de Icky Thump ser lançado. O disco mostra outras influências de Jack White, principalmente ligadas à country music - visível até mesmo nas roupas usadas pela dupla para a capa do álbum -, já que Jack se mudou para Nashville pouco tempo depois do lançamento de Get Behing Me Satan. 

Neste meio tempo Jack também trabalha com o Racounteurs e lança dois discos com a nova banda.

Por Valdir Antonelli

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