Simple Minds

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divulgaçãoCom esta formação o grupo faz a sua primeira apresentação ao vivo, abrindo para a banda de reggae Steel Pulse em dois shows no Glasgow´s Satellite Club. Logo depois Donald se desentendeu com os demais integrantes e deixou a banda, para o seu lugar entrou Derek Forbes.

Já com o novo baixista o passaram o ano tocando em várias cidades da Escócia e abriram uma apresentação do Generation X em Edimburgo.Já no ano seguinte o grupo começa uma extensa turnê pelo Reino Unido, que marcaria as gravações e o lançamento do primeiro disco Life in a Day, lançado em abril pelo selo ZOOM - dirigido por Bruce Findley que logo depois se tornou empresário da banda.

O álbum contou com distribuição da major Arista e teve a faixa título escolhida como primeiro single, chegando ao posto de número 62 na parada indie britânica. Como não ficaram satisfeitos com o produto final de Life in a Day retornam ao estúdio para a gravação de um novo disco, lançado no mesmo ano. Real to Real Cacophony, um trabalho totalmente experimental, foi um total desastre comercial mas agradou os críticos ingleses. Com o lançamento de Real to Real... a banda parte para algumas datas nos Estados Unidos e, na volta, fazem shows em capitais européias onde abrem para nomes como Peter Gabriel e Skids.

Com o fim da nova turnê, entram em estúdio para a gravação do terceiro álbum, Empires and Dance, onde o Simple Minds faz uma mudança de rota, apostando em uma batida mais dançante e menos esquisita. Então, em setembro de 80, Empires... é lançado. E a banda agora faz parte do casting da Arista, deixando o meio independente. I Travel, primeiro single do álbum, se tornou um verdadeiro hit nos clubes londrinos. Novamente na estrada voltam a tocar pela Europa e Estados Unidos, agora promovendo o novo trabalho.

Em 81, insatisfeitos com o trabalho da Arista, assinam com a Virgin por onde lançam Sons and Fascination, em uma versão dupla limitada incluindo Sister Feelings Call que posteriormente foi lançado num disco simples. O Sons and Fascination conseguiu chegar a décima primeira posição nas paradas e The American, Love Song e Sweat in Bullet foram os singles do trabalho mas não fizeram tanto sucesso. A banda começa a ganhar um status de cult, tanto que no final deste ano nasce o Cocteau Twins, cujo nome saiu de uma das primeiras canções do Simple Minds, No Cure, do primeiro álbum da banda. No final deste ano Brian McGee, já cansado das turnês deixa a banda, para o seu lugar entra o baterista Kenny Hyslop que tocava no Skids. Esta turnê levou-os pela primeira vez à Austrália.

No início de 82 lançam a primeira compilação, Celebration, que reúne músicas dos discos já lançados e conta com dois bônus, as versões ao vivo para I Travel e 30 Frames a Second. No segundo semestre sai um novo disco com músicas inéditas, New Gold Dream, que é o primeiro grande sucesso do Simple Minds tendo o single de Promised You a Miracle chegando ao número 13 da parada britânica e se transformando em hit em vários paises europeus e Austrália. O Simple Minds descobre que tem milhares de fãs. Mas novas mudanças de formação acontecem, Hyslop, que havia entrado no começo do ano, deixa o grupo e em seu lugar entra Mike Ogletree que fica até que Mel Gaynor se mostra competente para assumir o posto de baterista, ambos participaram das gravações do New Gold Dream. Além de Promised... as faixas Gilttering Prize e Someone Somewhere in Summertime - uma das mais populares da banda até hoje - se tornaram singles. Com o sucesso de New Gold Dream e graças a boa reputação alcançada pela banda, o Simple Minds é convidado para participar de alguns grandes festivais pela Europa.

No final de 83 lançam o vídeo do primeiro single de Waterfront, primeiro extraído do sexto disco do grupo, Sparkle in The Rain. O álbum foi lançado em fevereiro de 84 e contou com a co-produção de Steve Lillywhite, que na época também trabalhou com o U2 - contribuindo para falarem que o Simple Minds teria se transformado em uma cópia do U2 -, e chegou ao primeiro posto da parada britânica. Antes disso os singles de Waterfront e Speed Your Love To Me já haviam chegado ao top 30 contribuindo para o sucesso do álbum. Sparkle in The Rain não é um disco de estúdio, todas as músicas foram gravadas ao vivo, o que deu a cada canção um peso extra, que dificilmente seria alcançado numa gravação normal. Neste ano a banda toca por oito noites consecutivas no London´s Hammersmith Odeon, quebrando o recorde que era de Elton John, e Jim Kerr se casa com a líder dos Pretenders Chrissie Hynde.

Logo no começo de 85 mais uma baixa, Derek Forbes dá lugar ao baixista John Giblin, que vinha da banda de Peter Gabriel. Com o novo baixista tocam no Festival Live Aid na Filadélfia. O festival foi produzido por Bob Geldof que disse que o show foi um dos melhores do dia. Pouco depois entram em estúdio para a gravação da música Don´t You (Forget About Me) - escrita por Keith Forsey e Steve Schiff - para a trilha do filme The Breakfast Club (O Clube dos Cinco). A música é o primeiro grande sucesso do Simple Minds nos Estados Unidos, chegando ao primeiro lugar nas paradas americanas e européias, deixando todos na expectativa do novo trabalho.

Once Upon A time veio no embalo do sucesso de Don´t You (Forget About Me), que não faz parte do álbum. Seus quatro singles - Alive and Kicking, Sanctify Yourself, All the Things She Said e Ghostdancing - foram sucesso em todo o mundo, chegando, todos, entre os 10 mais na Inglaterra. A renda com as vendas de Ghostdancing foram doadas à Anistia Internacional e também foi a primeiro álbum da banda a sair numa nova mídia, o CD. Uma nova turnê é iniciada passando por Europa, Estados Unidos, Austrália e Japão. Com esta turnê e também graças às apresentações beneficentes para a Anistia Internacional, o Simple Minds ganha a fama de ser um grupo para grandes estádios. Algumas dos shows foram gravados e os de Sydney e Paris renderam o álbum duplo Live in The City Of Light, lançado em 87.

Em 86, continuam com a mais extensa turnê feita por eles até o momento e um show em Dublin conta com a volta do baixista Derek Forbes, além da participação especialíssima do vocalista do U2, Bono. Já em maio de 87, Live in The City of Light é lançado, o disco chega rapidamente ao topo das paradas e se torna o terceiro trabalho seguido da banda a receber o disco de platina. O Simple Minds sai, então, para uma pequena turnê para promover o lançamento. A turnê é bem curta porque a banda entra em estúdio antes do final do ano para a gravação do disco seguinte. Em junho de 88 dão uma parada na produção do novo álbum e junto com Jerry Dammers organizam um concerto em tributo ao septuagésimo aniversário de Nelson Mandela. Participam do concerto nomes como Aswad, Sting, Dire Straits, Peter Gabriel, além do próprio Simple Minds. Para esta aparição especial gravam Mandela Day, uma bela homenagem ao líder sul-africano, e, apesar dos inúmeros pedidos, não lançam esta música em single se recusando a faturar em cima do nome de Mandela. Um ano depois eles Mandela Day sai no lado B do single de Belfast Child que chegou também ao primeiro lugar nas paradas. Belfast Child, baseada numa canção tradicional irlandesa, foi o primeiro retirado do disco Street Fighting Years.

Street Fighting Years manteve o sucesso de seus antecessores, também chegando ao posto mais alto das paradas britânicas, e uma nova tour é iniciada. A banda continua com seu viés político e se recusa a tocar no Edinburgh´s Murrayfield Stadium em Edinburgo porque o time de rugby da cidade participou das comemorações de 100 anos do esporte na África do Sul. Novamente mudanças ocorrem na formação do Simple Minds, sai John Giblin para a entrada do ex-Pretenders Malcolm Foster. Com o fim da turnê Jim e Charlie ainda encontram forças para voltarem ao estúdio e gravam Sign O´The Times, música de Prince, e resolvem lança-la em EP, que se transforma em raridade.

No ano seguinte, 1990 tocam na segunda edição do Mandela Day, agora contando com a presença do sul-africano que havia sido libertado pouco tempo antes. No mesmo ano Mick MacNeill é outro a deixar a banda e Kim Kerr e Chrissie Hynde se separam. Em 91 é lançado Real Life, um disco bem mais leve e menos político que o anterior. O disco não chega a fazer o mesmo sucesso mas, mesmo assim, emplaca alguns hits como See The Light e Let There Be Love. Entra 92 e Jim Kerr se casa dom Patsy Kensit. Mais pro final do ano e lançada uma nova compilação da banda. Glitterring Prize - Simple Minds 81-92. A coletânea chega ao primeiro lugar em diversos países e marcou os 10 anos que o grupo estava trabalhando com a Virgin Records.

Passam-se dois anos para voltarmos a ter notícias do Simple Minds, que havia resolvido tirar férias prolongadas. O grupo volta com uma pequena turnê e com o lançamento de She´s a River, a primeira música inédita desde 91 e que pertence à Good News From the Next World. O sucesso de She´s a River e, principalmente de Hypnotized, o segundo single do disco, levam novamente o Simple Minds ao topo das paradas, culminando em uma nova e extensa turnê que chega a passar pelo Brasil para uma única apresentação no Olympia de São Paulo, com ingressos totalmente esgotados. Apesar do sucesso nem tudo são flores para a banda. Jim se separa de Patsy Kensit, a banda deixa a Virgin e assina com a EMI - Crhysalis, que se mostra entusiasmada com a nova aquisição e com a possibilidade de lançamento de mais um disco em 96, o que não ocorreu. O Simple Minds relaxou com as mudanças e somente em 97 entraram em estúdio para realmente trabalharem com material novo.

O ano de 97 marca a volta de Mel Gaynor às baquetas e também de Derek Forbes no baixo. A banda participa de vários festivais de verão pela Europa e somente em 98 um novo single é lançado, Glitterball. Logo depois Neapolis, o novo álbum, sai do forno e mostra um grupo apostando em novas sonoridades, deixando a política de lado e entrando na música eletrônica, claro, sem deixar o rock totalmente afastado. O trabalho foi deixado em segundo plano pela EMI que fez um péssimo trabalho de divulgação, tanto que muita gente acreditava que a banda havia acabado depois do lançamento de Good News From the Next World. Neapolis chegou a um modesto décimo nono lugar na parada britânica. Neste ano também é lançado o site oficial da banda com uma apresentação na Bélgica.

Depois do fracasso de Neapolis e de terem sido dispensados da EMI, o Simple Minds dá uma parada de três anos e somente em 2001 volta aos palcos para duas apresentações no mês de maio, resolvem também voltar ao estúdio onde gravam um álbum de covers - Neon Lights lançado pela Eagle Records - com destaque  para as regravações feitas para The Needle And The Damage Done de Neil Young, All Tomorrow´s Parties do Velvet Underground, Gloria do Doors, Bring on the Dancing Horses do Echo and the Bunnymen e Love Will Tears Us Apart, clássico do Joy Division, entre outras.

Finalmente em 2002 lançam mais um disco com músicas inéditas, Cry, lançado aqui no Brasil pela Roadrunner. O disco, novamente sem nenhuma promoção é uma surpresa, um tanto estranha, para os fãs, já que mostra o grupo numa encruzilhada sem saber ao certo qual os rumos que irão tomar no futuro.
Em 2003 a EMI lança o álbum Our Secrets Are the Same, gravado originalmente em 1999 mas nunca lançado pela gravadora. Na época um DJ espanhol , um dos poucos a conseguir uma cópia do trabalho, resolveu tocar algumas faixas e as músicas acabaram virando hits na internet. Graças a isso a EMI resolveu lançar o trabalho em CD. Você só o encontra no exterior.

O Simple Minds promete para o final de 2005 ou começo de 2006 um novo trabalho. Resta saber se Jim Kerr estará na melhor forma ou se será apenas mais um disco.

Por Valdir Antonelli

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