Wednesday Jul 30

Queen

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divulgaçãoPor muitos anos, e álbuns, o grupo ostentava o mote: sem sintetizadores nesta gravação, mantendo-se fiel ao som do Led Zeppelin e de diversas outras bandas que seguiam os passos de Page e Plant. Mas Fred Mercury, com seu extravagante senso de humor, pressionou o grupo e conseguiu enfiar nas composições, arranjos musicais mais clássicos, com isso o grupo conseguiu seu maior sucesso, Bohemian Rhapsody, considerada uma das melhores canções da banda. Esse sucesso seria impossível sem Mercury, um dos mais dinâmicos e carismáticos vocalistas da história do rock, que, com suas performances teatrais, transformou o Queen em uma das bandas mais populares do mundo, sendo que, na Inglaterra, só perdiam em popularidade para os Beatles.

Mas, tirando a enorme popularidade, o Queen nunca foi levado a sério pelos críticos. Em uma matéria na revista Rolling Stone, por exemplo, o disco Jazz foi taxado de fascista. Só que estas críticas nunca fizeram a popularidade da banda diminuir, ao contrário, nos anos 80, o grupo chegou ao ponto máximo de sua fama, conquistando fãs fanáticos pelo mundo todo, inclusive pelos Estados Unidos, onde os discos também foram detonados pelos críticos, e, independente disso, venderam milhões de cópias e se transformaram em influência para as novas gerações do rock, incluindo grupos como Metallica e Smashing Pumpkins.

As origens do Queen remontam uma banda de rock psicodélico, chamada Smile, que tinha entre seus membros o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor. Com a saída do vocalista da banda, Tim Staffell, em 1971, May e Taylor se viram sozinhos e chamaram Freddie Mercury, ex-vocalista da banda Wreckage, para formar um novo grupo. Poucos meses depois o baixista John Deacon, é recrutado. Com o grupo formado, em 1973, eles passam a se concentrar na carreira, e começam a gravar o primeiro álbum, Queen, com a ajuda de Roy Thomas Baker, produtor inglês. O disco, razoavelmente pesado, não foi muito bem recebido pelo público. Neste mesmo ano começam a primeira turnê.

No ano seguinte sai Queen II, causando uma pequena revolução na Inglaterra. Logo depois do lançamento, a banda se apresenta no Top of the Pops com a música Seven Seas of Rhye, que se transforma em um enorme sucesso, chegando no topo das paradas inglesas. Com o sucesso em casa, resolvem ir para os Estados Unidos, abrindo os shows do Mott the Hoople, onde, graças às performances de Mercury, o disco chega ao 43º posto.

Antes mesmo do final de 1974, o Queen lança o terceiro disco, Sheer Heart Attack, com o hit Killer Queen sendo muito comparado ao som feito pelo Led Zeppelin. Killer Queen bate no segundo posto das paradas inglesas, e o disco também vai muito bem. Com um novo trabalho debaixo do braço, o Queen invade os Estados Unidos, abrindo o caminho para o lançamento de A Night at the Opera, o quarto álbum da banda. Com este trabalho, Mercury chega ao ápice da criatividade, mesclando guitarras pesadas com climas operísticos. O primeiro single é Bohemian Rhapsody, símbolo dos excessos musicais do grupo - a música levou três semanas para ser gravada e tem tantos vocais pré-gravados que é difícil dizer quem gravou o que em algumas partes do trabalho.

O Queen, então, dá o pontapé inicial no que viria a ser conhecido, anos depois, como vídeo-clipe, já que Bohemian Rhapsody é considerada a primeira música a ter este formato. Até então as gravações eram apenas de shows ao vivo ou participações em programas de TV. O single ficou durante nove semanas em primeiro lugar na Inglaterra e A Night at the Opera se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos, chegando a ganhar um disco de platina por suas vendas. Com este disco, o Queen passa à categoria de superstars e, rapidamente, aproveita as vantagens que este status pode oferecer, se transformando em uma das lendas do rock mundial, mesmo na ativa.

No meio de 1976, eles se apresentam ao vivo, e de graça, no Hyde Park em Londres. Poucos meses depois lançam o single de Somebody to Love, abrindo caminho para mais um álbum, A Day at the Races, considerado uma versão um pouco mais depressiva de A Night at the Opera, mas que chegou ao primeiro lugar na Inglaterra e ao quinto nos Estados Unidos.

Mesmo com o surgimento do punk rock e com toda a imprensa especializada sendo contra, o Queen continuou lançando singles e fazendo sucesso dos dois lados do Atlântico, mostrando que tinha muito mais fãs do que a mídia queria imaginar, já que os discos continuavam a vender sem nada que os atrapalhasse. Tanto que os singles de We Are the Champions/We Will Rock Yoy catapultaram o sucesso para News of the World, disco de 1977. Jazz, lançado no ano seguinte, seguiu a mesma receita, ajudado pelo single de Fat Bottomed Girls/Bicycle Race, que, apesar da massiva publicidade negativa, que até criou uma corrida de bicicleta com mulheres nuas, se transformou em um sucesso mundial.

Mas o máximo da popularidade da banda ainda estava por vir. Entram os anos oitenta sai o álbum The Game. Com dois singles de sucesso, Crazy Little Thing Called Love e Another One Bites the Dust (que viria a ser usada na Guerra do Golfo pelos Estados Unidos, como forma de incentivar os soldados), The Game se transforma no disco de maior sucesso do Queen nos Estados Unidos, mas ainda era pouco. Com o lançamento da trilha sonora do filme Flash Gordon, eles explodem, definitivamente, na terra do Tio Sam.

Em 1981, mostrando que sabiam o que rolava na música jovem, se unem a David Bowie para lançar Under Pressure, o segundo single do grupo a chegar ao posto número um das paradas americanas, desde Bohemian Rhapsody. Under Pressure aparece na primeira coletânea da banda e volta no disco Hot Space, de 1982. Under Pressure foi o último grande sucesso do Queen, já que nenhuma música dos trabalhos que viriam a ser lançados, realmente se tornaram hits. Dois anos se passam e The Works é lançado, considerado um dos discos mais fracos da carreira, vem com Radio Ga Ga e I Want Break Free, cujo vídeo mostra todos da banda vestidos de mulher. Logo depois do lançamento o Queen deixa a Elektra e assina com a Capitol Records.

Em frente a queda da popularidade, a banda resolve sair em turnê por outros países, fora do eixo Inglaterra/Estados Unidos. Conquistando um número cada vez maior de fãs na América Latina - por onde passaram em 1985, tocando no primeiro Rock In Rio -, Ásia e África, continentes ignorados por boa parte dos grupos. Em 85 voltam para a Inglaterra onde se apresentam no Live Aid, que ajudou a banda na recuperação da popularidade.

No ano seguinte, 1986, é lançado o disco A Kind of Magic, um tremendo sucesso de vendas na Europa, mas um total fracasso no mercado norte-americano. Mesmo sendo considerado um disco fraco, A Kind of Magic vem recheado de hits, como One Vision, A Kind of Magic, Friends Will Be Friends e Who Wants to Live Forever, que entrou na trilha do filme Highlander.

Três anos se passam até que um novo disco seja lançado. The Miracle aparece em 1989, apenas I Want It All consegue chamar a atenção e o Queen novamente passa batido nas paradas. Uma curiosidade, a capa de The Miracle é considerada uma das mais feias da história do rock, sendo lembrada em várias votações, pelas mais diversas revistas. Mas as coisas pareciam mudar. Em 1991, com o lançamento de Innuendo. O sucesso de Innuendo foi prejudicado pela notícia da doença de Fred Mercury. No final de novembro, a assessoria da banda confirmou que o líder do Queen tinha AIDS. Mercury veio a morrer um dia depois da confirmação, no dia 24 de novembro de 1991.

No começo do ano seguinte, os membros remanescentes da banda, montaram um concerto em homenagem ao vocalista. Transmitido para o mundo inteiro, diretamente do estádio de Wembley, o concerto reuniu nomes como David Bowie, Elton John, Annie Lennox, Def Leppard, Guns n´ Roses, George Michael, Extreme entre outros, apresentando os grande sucessos do Queen. A apresentação levantou fundos para Mercury Phoenix Trust, uma empresa que buscava soluções para a AIDS. O concerto, também, coincidiu com o revival de Bohemian Rhapsody, que voltou a liderar as paradas nos Estados Unidos e Inglaterra, graças a inclusão da música na trilha do filme Wayne´s World, de Mike Myers, a cena com os personagens principais cantando o clássico da banda no carro, é uma das mais memoráveis do cinema.

Mas, após a morte de Mercury, os demais membros da banda dão uma parada. Brian May solta seu segundo disco solo, Back to the Light, em 1993, dez anos depois do primeiro. Roger Taylor grava algumas músicas com o Cross, com quem já tocava desde 1987, já o baixista, Deacon, se retira totalmente da mídia até 1994, quando os três se reúnem para gravar Made in Heaven, música que Fred Mercury tinha gravado o vocal em sua cama, pouco antes de morrer, isso seguindo a  própria banda. A canção já havia sido gravada, em 1985, no disco solo de Mercury, Mr.Bad Guy*.O single é lançado com sucesso em todo o mundo. Em 1998 é lançado o box Crown Jewels, que traz os oito primeiros discos da banda em versões remasterizadas.

Durante toda a carreira do Queen, são lançadas quase 30 coletâneas do grupo, material consumido com voracidade pelos fãs, mostrando que a banda nunca morreu. Infelizmente, os membros vivos do Queen, parecem querer faturar mais alguns trocados e resolveram voltar a tocar ao vivo, em vários shows pela Inglaterra, que podem vir a se transformar em mais uma turnê mundial. No lugar de Fred Mercury, eles recrutaram o vocalista Paul Rodgers, que já tocou com o The Firm, com o Free e com o Bad Company.

No final de 2008, o Queen, mais o vocalista Paul Rodgers, voltou ao Brasil para shows em São Paulo e Rio de Janeiro.

* Agradecemos a Shuiti Jr pelo toque.

Por Valdir Antonelli

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