Pearl Jam

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divulgaçãoO trabalho chega até Eddie Vedder, em San Diego, através do baterista Jack Irons, ex-Red Hot Chili Peppers. Vedder, também, costumava fazer apresentações com uma banda chamada Bad Radio. No entanto, ele gosta do som da demo enviada e resolve escrever as letras e colocar sua voz na gravação, enviando-a de volta para Seattle. O trio fica tão impressionado com o que ouve que decide convidar Eddie para se integrar à banda. Com a entrada do baterista Dave Krusen nasce o Pearl Jam.

Inicialmente, o conjunto seria batizado de Mookie Blaycock (homenagem ao jogador homônimo do New Jersey Nets). Mas o nome não dura muito, ja que, por problemas burocráticos, a banda é obrigada a trocar por outro. Assim, Eddie Vedder sugere Pearl Jam, uma referência à geléia alucinógena que sua avó, chamada Pearl, fazia.

Em seguida, assinam contrato com a Epic, por onde lançam, em agosto de 1991, o álbum de estréia, Ten. Inicialmente o trabalho não teve uma vendagem significativa. No entanto, em 1992, com o sucesso do Nirvana, que eleva todo o cenário musical de Seattle, o disco Ten vai direto topo das paradas em todo o mundo. Neste período, o Grunge de Seattle é a nova sensação mundial, ocasião em que o som do Pearl Jam se destacava, pois, além de não se limitar à fúria do Nirvana, também não se assemelhava à agonia de Soundgarden e Alice In Chains. Baladas como Ocean e Black mostram que a banda possuía uma sonoridade mais elaborada, que iria ficar evidente com o passar dos anos. O disco Ten, apesar de não ter uma expressão inicial, tornou-se não só um clássico para o início dos anos 90 como da história do rock. O baterista Dave Krusen deixa a banda antes de começar a turnê de divulgação do disco, Ten, sob a famosa alegação de problemas pessoais. Em seu lugar, assume Matt Chamberlain, que toca apenas nos shows.

Em outubro de 1993, com Dave Abbruzzese entra como baterista definitivo e o Pearl Jam lança seu segundo trabalho, Vs. (que quase se chamou 5 Against 1). O álbum é estouro mundial, sendo exaustivamente elogiado pela crítica e pelo público. As músicas Animal, Daughter e Go se tornam hinos e fazem com que o Vs. atinge a incrível marca de um milhão de cópias vendidas logo na primeira semana de lançamento. Ao lado de Kurt Cobain, Eddie Veder se torna um pop star. A nova situação incomoda tanto o vocalista que o Pearl Jam começa a adotar uma postura anticomercial, preferindo tocar em pequenos lugares, deixando de lado as arenas de grande capacidade. Outro fato marcante da época foi a batalha judicial entre o Pearl Jam e a Ticketmaster, empresa que domina o ramo de organização de shows e distribuição de ingressos nos Estados Unidos. A banda entra com uma ação sob a acusação de monopólio, já que a empresa não possuía concorrentes e mantinha os ingressos sempre a um preço muito alto (nunca abaixo de US$ 20). Durante o processo, a banda acaba sofrendo algumas crises internas, chegando a despedir Abbruzzese.

Em 1994, já amigo da banda desde o início, Jack Irons entra no lugar de Abbruzzese. Assim, é lançado o álbum Vitalogy. As vendas não atingem as impressionantes marcas de Ten e Vs., tendo em vista que o Pearl Jam se expõe cada vez menos ao grande público, deixando de produzir clipes para a MTV e de dar entrevistas. Mesmo com o boicote feito pela mídia, e até mesmo por eles, o grupo permanece com uma enorme legião de fãs.

No ano seguinte a banda e Neil Young, lançam o disco Mirror Ball. Os artistas, por serem de gravadoras diferentes e por questões contratuais, forçam o Pearj Jam a não colocar o nome do grupo em nenhum lugar do álbum. No fim deste ano os integrantes da banda decidem se separar por um tempo, para dar atenção a projetos paralelos e principalmente para reduzir os atritos entre si.

As férias entre os componentes do grupo dura pouco, pois, o Pearl Jam lança No Code. O trabalho causa um impacto para muitos fãs, já que, além do grupo extirpar suas raízes grunge, adota novas sonoridades e sons experimentais. Resultado, o disco é muito mais eclético e leve que os anteriores e parte do público taxam o trabalho de anticomercial. Apesar do álbum ser aprovado pela crítica, muitos fãs viram as costas para o conjunto.

Em 1998, é lançado Yield que, apesar de bem recebido, não repete o sucesso dos primeiros álbuns. O trabalho é mais denso que o anterior e não abusa tanto das experimentações sonoras. Os destaques foram para Do The Evolution (não tão acessível como as músicas antigas) e Wish List. O quinto álbum da banda não consegue gerar muitos hits, mesmo porque logo em seguida veio o lançamento do ao vivo Live On Two Legs, que reúne muitos dos maiores sucessos do Pearl Jam.

O Pearl Jam, então, lança duas músicas - Last Kiss e Soldier Of Love - para um CD destinado aos membros do fã-clube. As músicas acabam estourando nas paradas mundiais, através da coletânea SEM FRONTEIRAS, em benefício dos refugiados de Kosovo (nome no Brasil). A faixa Last Kiss se torna o maior sucesso da história do conjunto. O curioso é que a levada pop da música atraiu pessoas que nunca se interessaram pela banda. Las Kiss foi uma regravação de uma obscura música dos anos 50 e tratava da história de um casal adolescente cuja garota morre em uma acidente de carro causado pelo namorado.

Diante de um estrondoso sucesso mundial cria-se muita expectativa em torno do lançamento do álbum Binaural (2000). O trabalho causa frustração, nenhuma música consegue se destacar de verdade, salvo a Light Years que tocou um pouco nas rádios. Coincidência ou não, pela primeira vez um disco do Pearl Jam não é bem recebido pela crítica em geral. Na turnê de divulgação do sexto álbum, o Pearl Jam decide inovar, gravando e lançando em CD todas as apresentações do grupo pela Europa. Ao todo são 25 discos duplos com registros dos shows na íntegra.

Em 2002, a banda lança o álbum Riot Act. O disco foge das raízes grunge, onde traz fortes influências do espírito folk. Considerado um dos melhores discos do ano. Com ele, o Pearl Jam prova que conseguiu sobreviver a 12 anos de mudanças no cenário musical, sendo um dos únicos da era grunge a estar forte no rock mundial.

Mesmo depois de Riot Act, o Pearl Jam continua lançando vários álbuns ao vivo por ano. Foram oito em 2003 e um em 2004. No momento o grupo está planejando um novo trabalho com músicas inéditas.

Fonte: Site Turma do Rock com revisão e atualização por Valdir Antonelli.

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