Wednesday Oct 22

Pato Fu

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divulgaçãoAntes disso, porém, John já era um nome conhecido do rock mineiro, já que foi um dos criadores do Sexo Explicito. John tocou na banda entre 82 e 91, e o Sexo lançou dois discos, Combustível Para o Fogo e O Disco dos Mistérios ou 3 Diabos e 12 ou Sexplícito Visita o Sítio do Pica-Pau Amarelo ou Tributo a H.Romeu Pinto, ambos pela Eldorado, que na época apostava no poprock nacional. Fora isso John tocou em várias outras bandas underground de Belo Horizonte, como o Divergência Socialista e o Último Número. Já Ricardo, antes de entrar no Fu, tocava em bares pela cidade e em algumas bandas semidesconhecidas além de trabalhar na loja de John. Deixou a loja para entrar para o grupo, onde também era empresário, cargo que ocupou até 94.Fernanda Takai, que não é mineira tendo nascido na Serra do Navio no Amapá, veio para Belo Horizonte definitivamente em 84 e participou da banda Data Vênia, além do já citado Fernanda & 3 do povo. Formada em Comunicação pela UFMG, fundou a empresa DMJ de comunicação visual, que foi responsável pelas capas dos dois primerios discos do Pato Fu, o Rotomusic de Liquidificapum e o Gol de Quem?. Saiu da empresa para se dedicar exclusivamente à banda. Alexandre, foi o último a entrar na banda, já que por alguns anos o Pato Fu, não tinha um baterista, apenas uma bateria eletrônica.

O primeiro disco foi o independente Rotomusic de Liquidificapum, que acabou não tendo o sucesso de público esperado pela banda, mas atraiu a gigante BMG. Rotomusic, curiosamente, foi lançado pela Cogumelo Discos, gravadora mineira mais conhecida por ter lançado bandas como Sepultura e outras de death metal. Independente disso foi ela quem abriu as portas pela primeira vez para a banda, e ajudou definitivamente o grupo a chegar onde chegou.

Dois anos depois em 95, já contratados pela BMG Ariola, é lançado o segundo disco da banda, o Gol de Quem?. Pra muitos este foi o primeiro disco do Fu, já que quase ninguém sabia que eles tinham lançado um primeiro disco independente. Este disco foi tocado pelo Brasil inteiro, principalmente as músicas Sobre o Tempo e a regravação de Qualquer Bobagem dos Mutantes. Teve um outro hit Mamãe Ama é o meu Revolver, que foi criticado pelos mais conservadores, alegando que a banda fazia apologia de armas de fogo. Claro que esta critica foi feita por gente que sequer ouviu a música.

A regravação de Qualquer Bobagem marca também uma constante nos trabalhos da banda, que é sempre de fazer um cover de músicas de outros artistas como Legião Urbana, Graforréia Xilarmonica.

Em 96 lançam o álbum Tem Mas Acabou, e começa a ser chamada de apenas mais uma banda engraçadinha, graças às musicas Pinga, rótulo que a vocalista Fernanda Takai rejeita, somos uma banda bem-humorada, mas não fazemos músicas-piada. Só que o humor chama a atenção demais e uma canção como Pinga, que tem um clipe bacana, pode passar uma imagem restrita da banda, como passou. Ou seja, não concordo com isso. As músicas que mais tocaram do Pato Fu são Sobre O Tempo, Canção Pra Você Viver Mais, Antes Que Seja Tarde... e não são nem um pouco engraçadas, diz Fernanda. O disco não é um sucesso de vendas, mas vende razoavelmente bem, graças aos fiéis fãs do grupo. Este disco foi lançado no México pelo selo Culebra, da BMG, além de terem participado de uma coletânea japonesa com outros nomes do pop brasileiro.

O trabalho seguinte, Televisão de Cachorro, é o mais bem sucedido do Pato Fu, graças à regravação de um clássico da Legião Urbana, Eu Sei, mas principalmente pela belíssima Canção para Você Viver Mais, feita em homenagem ao pai de John. O disco ainda trás composições de Gilberto Gil e Frank Jorge. Em Isopor, disco de 99, continua no embalo do anterior, com boas vendas, mas novamente o fantasma de ser chamado de banda engraçadinha retorna, o hit do trabalho é Made In Japan, e o vídeo uma pequena sátira aos seriados japoneses, do tipo Jaspion. Independente disso, Isopor foi considerado pela crítica como um dos melhores discos de 99.

Dois anos depois chega às lojas o Ruído Rosa. Junto com este lançamento o Pato Fu descobre que foi eleito uma das 10 melhores bandas do mundo, fora dos Estados Unidos. Fernanda explica como foi isso: Vários jornalistas que escrevem para Time ouviram bandas de quase todos os países do mundo e votaram em suas preferidas. Sei que receberam todos os nossos discos, assim como de muitas outras bandas brasileiras de nossa geração. Conseguimos ser notados lá fora, junto a bandas internacionalmente cultuadas, cantando em Português mesmo. Ficamos muito felizes e concluímos que ter participado do Rock In Rio, nos deixou ainda mais visíveis, pois gerou matérias pra imprensa do mundo todo. Deste Ruído Rosa, o maior destaque foi a versão para Eu, bem mais pesada que a original, para esta música da banda gaúcha Graforréia Xilarmonica, além da regravação de Tolices do Ira! e mais uma terceira, esta dos Mutantes, com Ando Meio Desligado.

Agora em 2002, a banda se arrisca em uma produção da MTV, o MTV ao vivo Pato Fu. Neste disco, a banda não apenas regravou seus maiores sucessos, mas fez varias mudanças, tentando se reinventar, e como a vocalista Fernanda Takai disse, nossos fãs esperam sempre uma surpresa em cada disco, este não poderia ser diferente. Em entrevista para a SongWeb, perguntamos o que ela achava de estar usando a MTV, vejam só o que ela nos disse: Acho bacana vc ter colocado entre aspas o usando. Quando a MTV faz uma parceria dessa com uma banda ou artista, é porque acredita no trabalho que vem sendo desenvolvido por ele. O que temos é uma parceria. Tivemos a oportunidade de fazer com eles nosso primeiro disco ao vivo e nosso primeiro DVD. Cuidamos tanto pra que esses dois produtos tivessem o mesmo nível de conteúdo e produção de nossos discos de estúdio e clipes, que de forma alguma estamos com a sensação de termos sido oportunistas.

Fernanda Takai teve um filho em 2004 e por isso o grupo ficou alguns meses sem tocar ao vivo ou gravar algo. Em 2005 retornam ao estúdio para a gravação de Toda Cura Para Todo Mal, primeiro disco depois que o grupo deixou sua antiga gravadora, a BMG. Toda Cura é um trabalho independente, mas que terá a distribuição feita pela poderosa Sony.

Por Valdir Antonelli

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