Thursday Aug 21

Cure

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divulgaçãoJá ano seguinte o grupo vence um concurso chamado Battle Of The Bands, cujo prêmio era um contrato com a gravadora alemã Hansa. Entretanto nada foi gravado, uma vez que a empresa não se interessou em gravar o denso e depressivo Killing An Arab, e queria que o Easy Cure seguisse a linha punk auto-destrutiva dos Sex Pistols. De volta à estaca zero o grupo sai novamente à procura de uma gravadora. Recebe uma resposta positiva do executivo da Polydor, Chris Perry, no entanto, ele não a leva o grupo para a major, mas sim para seu selo independente, recém-criado, chamado Fiction Records.

Nesta época o Easy Cure já não existia mais, pois Robert Smith rebatizou o grupo como The Cure pois, segundo ele, o antigo nome soava americano demais. E foi assim que a banda finalmente lançou Killing An Arab como single. O material teve uma boa aceitação, o que foi suficiente para viabilizar a gravação do primeiro álbum, Three Imaginary Boys, lançado em maio de 1979. O disco foi muito bem recebido na Inglaterra, rendendo o lançamento do trabalho nos Estados Unidos, mas com o nome Boys Don´t Cry (1980) e algumas faixas a mais.

Após uma turnê com o Siouxie And The Banshees, Dempsey deixa o The Cure, sendo substituído por Simon Gallup. A banda passa a contar também com um tecladista, Matthiew Hartley, que naquele momento seria fundamental para a evolução do grupo. Os teclados deram um maior experimentalismo e elaboração ao segundo disco do grupo, Seventeen Seconds (1980). É dele o primeiro grande hit do Cure, A Forest. Em conseqüência o The Cure realiza sua primeira turnê pela Europa, mas, na volta, acaba perdendo Hartley.

Novamente como um trio, o Cure volta aos estúdios em 1981 para a gravação do álbum Faith. O disco repete o sucesso do anterior, trazendo como destaque a música Primary. O trabalho, também, inaugura a fase mais sombria da banda, que se consolidaria no trabalho seguinte, Pornography, de 1982. Tanto é verdade que as letras pessimistas e depressivas de Robert Smith, no álbum Pornography, registram uma fase difícil em sua vida, em que tenta se livrar das drogas e do álcool. O clima denso e negativo do disco se dá logo em seu primeiro verso: Não importa se nós todos morrermos, diz a faixa One Hundred Years. Todavia, é o primeiro álbum do The Cure a chegar entre os dez primeiros da parada britânica.

A situação piora com a saída de Simon Gallup que briga com os demais integrantes, abandonando o baixo logo após o lançamento de Pornography. O The Cure se vê assim restrito a Bob Smith e Laurence Tolhurst. O vocalista decide dar um tempo e acompanhar o Siouxie And The Banshees nas gravações do álbum Hyena.

Robert Smith retorna e Tolhurst passa para os teclados, deixando as baquetas para Andy Anderson. O baixo é assumido por Phil Thornalley. Esta formação lança, em 1983, o álbum Japanese Whispers, que traz elementos do tecnopop, grande moda da época, além do jazz The Lovecats. Finalmente, o The Cure via um pouco de alegria em suas músicas.

Em 1984, sai The Top, considerado por muitos críticos e fãs o melhor disco da banda até então, trazendo uma mistura de psicodelia e boa parte da tristeza dos antigos álbuns. A faixa The Caterpillar alcança o 14º lugar da parada britânica. A banda sai em turnê mundial e, ao seu término, sofre novas baixas. Agora foi a vez de Andersson e Thornalley deixarem o barco. A solução foi trazer Simon Gallup de volta, além de recrutar o baterista Boris Williams. No mesmo ano, sai o primeiro registro ao vivo do The Cure, Concert:The Cure Live, que foi o primeiro disco do grupo a ser lançado no Brasil.

Reformulado, novamente, o conjunto grava em 1985 o maior clássico da banda, The Head On The Door. A levada é mais pop, sem o rótulo gótico dos outros discos. Inbetween Days e Close To Me tornam-se sucessos imediatos e abrem as portas para o mercado norte-americano para o The Cure. No Brasil, a primeira destas faixas vira tema de abertura do programa Clip Clip da Rede Globo, enquanto a segunda tem seu clipe eleito o melhor do ano pela MTV.

No ano de 1986, é lançado a coletânea Staring a The Sea - The Singles. Devido ao grande sucesso do álbum e da repercussão do The Cure no Brasil, em 1987, o grupo desembarca pela primeira vez no Brasil, tocando em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que rendeu a gravação de um álbum ao vivo, The Cure In Brazil, contendo as faixas de Staring a The Sea - The Singles. No mesmo ano sai o disco duplo Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me. O trabalho é bastante ousado, tentando fundir elementos dos dois discos anteriores, mas o grande número de faixas o torna irregular, alternando bons momentos, como em Just Like Heaven, com outros bem monótonos. O Cure, então, parte para mais uma turnê mundial, chamada Kissing Tour. Na ocasião, o tecladista Roger O´Donnel é convocado, transformando o grupo em um sexteto. Depois de uma intensa maratona de shows, os integrantes decidem tirar alguns meses para descansar.

O ano de 1988 ficou marcado pela saída de Tolhurst, que brigou com os demais integrantes, os motivos não foram esclarecidos até hoje. Sem um de seus fundadores, a banda lança em 1989 o álbum Disintegration, que retoma a angústia de Faith e Pornography. A princípio, este seria o último disco (fim várias vezes anunciado pelo próprio Bob Smith, mas nunca cumprido) do The Cure, mas o seu surpreendente sucesso fez Robert Smith mudar de planos.

Em 1990, ocorre mais uma baixa, onde a bola da vez é de O´Donnell sair, sendo substituído por Perry Bamonte. No mesmo ano, sai o álbum de remixes Mixed Up, pegando carona na onda da dance music.

O The Cure só lança um disco inédito em 1992: Wish. O álbum foi bem recebido pelo público e emplacou Friday I´m In Love no primeiro lugar das paradas européias. Com o fim dos anos 80, e com as pistas de dança sendo invadidas pela dance music, os dias de glória do The Cure estavam acabando, mas a banda resistia graças à enorme legião de fãs.

Levariam mais quatro anos para o lançamento de outro disco inédito. Neste meio-tempo, três registros ao vivo foram lançados: Entreat (1990), Show (1993) e Paris (1993), até a volta com Wild Mood Swings (1996). Com um Bob Smith pouco inspirado e sem mais ninguém da formação clássica, Wild Mood Swings é considerado o pior álbum da carreira do The Cure. Após a turnê mundial de Wild Mood Swings, a banda aparecia apenas em algumas apresentações esporádicas, em tributos e trilhas sonoras, onde algumas músicas aparecem no disco Galore (1997).

Mais três anos se passam e o grupo lança em 2000 o álbum Bloodflowers. Robert Smith garante que é o disco mais perfeito do The Cure gravado até hoje, No ano seguinte a gravadora Universal Music lança mais uma coletânea, Greatest Hits (2001). Em junho de 2003 a banda lança um DVD triplo, de um três shows gravados na Alemanha, cada disco contém um show diferente, no primeiro o Cure toca somente músicas do álbum Pornography, no segundo apenas do Disintegration e o terceiro só canções do Bloodflowers. Segundo Robert Smith, os três discos fazem parte realmente de uma trilogia, sendo complementares, por isso a idéia deste lançamento. Também em 2003 a banda lança um box set chamado THE CURE: JOIN THE DOTS: B-SIDES AND RARITIES, 1978-2001 (THE FICTION YEARS), com lados b´s e raridades lançadas entre 1978 e 2001, os anos que a banda ficou na gravadora Fiction Records, um verdadeiro presente para os fãs.

Em 2004 a banda lança The Cure, mais uma prova que Robert Smith não brinca em serviço e, pra variar, desmente o final do grupo. The Cure é um disco soturno, que lembra os momentos mais ´góticos´ da banda.

Robert Smith, no momento, está gravando um novo álbum com seu Cure. Segundo ele, a banda deve se apresentar no Brasil em breve, só não disse quando.

Agradecemos ao site Sua Turma por ter cedido o material. Atualização e revisão de Valdir Antonelli

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