Thursday Jul 31

Cult

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divulgaçãoEm 84 uma nova mudança de nome. Eles resolvem tirar o Death passando a chamar a banda de The Cult. Assinam então com a gravadora Beggars Banquet por onde lançam o primeiro single da nova banda, Spiritwalker que chegou às primeiras posições das paradas independentes. Saem em turnê pela Inglaterra e também fazem alguns shows nos Estados Unidos. Depois destes shows lançam o primeiro disco completo. Dreamtime que fica entre no top 20 inglês. Nesta época foi lançado como brinde pela gravadora um disco ao vivo chamado Dreamtime Live at the Lyceum.No ano seguinte sai o single de She Sells Sanctuary, que se transforma em hit underground do verão inglês ficando 19 semanas nas paradas. Sai o álbum Love, que foi disco de platina na Inglaterra. Love é o primeiro disco lançado pelo Cult nos Estados Unidos, graças a uma licença entre a Beggars Banquet e a Sire americana. A banda passa a ser idolatrada na Inglaterra, chegando ao auge da histeria com o lançamento de Love.

O Cult então sai para uma turnê pelos palcos americanos e She Sells Sanctuary chega ao top 40 das rádios americanas, culminando com a apresentação no Saturday Night Live. No Brasil o Cult é uma das bandas queridinhas dos descolados e na época chamados de darks. She Sells Sanctuary é até hoje o maior hit da banda por aqui, tendo tocado em todas as rádios rock, sempre estando entre as mais pedidas. Deste mesmo disco, várias outras músicas se tornaram hits da banda. Revolution, Nirvana e The Phoenix ainda hoje tocam em festas sobre os anos 80. Até hoje She Sells é o maior sucesso da banda, prova disso é que esta música esta em três trilhas sonoras em filmes lançados em épocas diferentes e bem depois do lançamento original da música. Ela aparece pela primerira vez na trilha do filme Singles de 92, depois no filme With Honor de 94 e por fim em Star Trek Free Enterprise de 98.

Três anos se passam até que um novo disco da banda seja lançado, neste meio tempo rumores diziam que a banda havia acabado, o que não seria difícil de acontecer, graças ao tremendo ego de Ian. Mas em 87 com a produção de Rick Rubin, na época mais conhecido por seu trabalho com o Bestie Boys, sai o álbum Electric. Com uma sonoridade bem diferente do disco anterior, Electric aposta num som mais próximo ao heavy metal e hard rock do que ao psicodelismo de Love ou o gótico de Dreamtime, o que acabou desagradando a uma parte dos fãs. Independente disso, Electric vendeu muito bem, sendo disco de platina nos Estados Unidos o que garantiu convites para o Cult tocar com Billy Idol e Guns ´n Roses. São destes discos hits como Wild Flower, Lil´ Devil, Love Removal Machine, e a regravação para Born to be Wild, clássico do Steppenwolf. Neste meio tempo a banda tem a música Lil Devil incluída no filme Less Than Zero, mas não aparece no CD com a trilha sonora.

Em 89 sai Sonic Temple, que mantém o estilo de Electric, ou seja, hard rock de boa qualidade. Este disco consegue chegar ao terceiro lugar nas paradas britânicas e fica entra no top ten americano. Fire Woman, o primeiro single, é um sucesso nas rádios e tem o vídeo clipe veiculado várias vezes por dia na MTV americana. Neste ano entra na banda Matt Sorun, que assume a bateria. O Cult, então, resolve deixar a Inglaterra e se muda para Los Angeles. Um dos hits deste Sonic Temple é a balada poderosíssima Eddie (Ciao Baby), mas os destaques maiores são para os rockões Fire Woman e Sweet Soul Sister, que mostram que a banda não precisa de baladas para continuar por cima. Em 90 a banda sai para uma nova turnê que teve que ser interrompida porque o pai de Ian faleceu, mas ainda neste ano, Ian participa do festival Gathering of the Tribes, promovido por Bill Grahan e que contou com Ice-T, Soundgarden, Iggy Pop, The Cramps e Queen Latifah.

Dois anos depois a banda lança o quinto trabalho, Ceremony, que vai bem na Inglaterra entrando no top 10, mas nem tudo foram flores para este disco, o Cult é processado por uma tribo indígena americana em 50 milhões de dólares por ter usado um foto de uma criança indígena. Mas o disco acaba passando batido no resto do mundo. Nenhuma música deste disco chegou a fazer realmente sucesso. Em 92 Nigel Preston, um dos fundadores da banda morre de overdose e Matt Sorum deixa a banda para tocar com o Guns ´n Roses. Em 92, novamente uma música da banda entra para o cinema, é Zap City que esta na trilha de Buffy a Caça Vampiros.

Em 93 sai a primeira coletânea da banda, Pure Cult, que por coincidência, é também o maior sucesso em vendas do grupo, além de ter sido o primeiro numero um da banda nas paradas inglesas. No ano seguinte a banda entra em estúdio novamente com o produtor Bob Rock, o mesmo de Sonic Temple, mas o resultado não foi o esperado, o disco foi massacrado pela critica e os fãs também não gostaram do resultado deste The Cult. No ano seguinte Star aparece na trilha do filme The Basketball Diaries, estrelado por Leonardo DiCaprio. Em 95, continuando a turnê de The Cult, eles vem pela primeira vez para a América Latina, fazendo shows no Brasil. Logo depois do fim desta parte da turnê, Ian deixa o Cult. Mesmo assim em 98 um remix para Love Removal Machine aparece na trilha de Small Soldiers.

Depois de alguns anos fora da mídia, Ian reaparece em 99 com um nova banda, a Holly Barbarians que lança o álbum Cream, da mesma forma que chegou sumiu, tocou um pouco nas rádios e só. Tanto é assim que no mesmo ano voltamos a ter noticias do Cult. Este disco como Holly Barbarians acabou não sendo entendido por quase ninguém, uns o classificaram como um disco de música eletrônica, outros como um disco com a essência do Electric do próprio Cult. Talvez por isso tenha caído no esquecimento. Junto com este lançamento do Ian, sai o primeiro disco solo de Billy Duff, o Coloursound que contou com a força de membros do Alarm e do Mission.

E como eu disse voltamos a ter noticias do grupo. Astbury, Duffy e Sorum resolvem voltar com o Cult e assinam com a gravadora Lava, subsidiária da Atlantic Records. Antes disso a banda havia saído em turnê pelos Estados Unidos que foi um sucesso total, com quase todos os shows com ingressos esgotados. Exatamente por isso a Atlantic resolveu apostar novamente na banda. Em 2000 eles finalmente retornam ao estúdio, novamente com Bob Rock para a gravação do que seria o sétimo disco da banda. Beyond Good and Evil foi lançado em 2001 e a banda saiu pelo mundo promovendo o lançamento com um novo baixista Billy Morrison. Antes disso, porém, a banda já da o ar da graça na trilha de 60 Segundos, com a bela balada Painted on My Heart, que aparece apenas na trilha sonora. Ainda em 2001 é lançado o primeiro DVD oficial da banda, o Pure Cult DVD Anthology 1984-1995, incluindo versões ao vivo de Spiritwalker, além de aparições em programas de TV.

Agora em 2002 sai mais um DVD, de uma apresentação ao vivo do Cult. O Live Cult Music Without Fear, traz gravações da turnê do álbum Beyond Good and Evil, além de cenas de bastidores e entrevistas com o pessoal da banda. Também em 2002, no final do ano, Ian se envolve em projeto mais polemico, a volta do Doors, com ele assumindo os vocais, originalmente de Jim Morrison. Esta nova formação dos Doors conta com Ray Manzarek e Robby Krieger, da formação original da banda, além de Ian nos vocais e Stewart Copeland, ex-Police, na bateria. O novo Doors já começa causando polemica, o baterista original da banda, John Densmore, esta movendo um processo contra os demais integrantes por uso indevido do nome Doors.

Já no começo de 2003, é lançado um livro, pela editora Helter Skelter Ltd, contando a história do gótico britânico, mais precisamente falando do Sister of Mercy, Bauhaus e Cult que de outras bandas. Este livro não tem previsão de sair no Brasil, mas pode ser encontrado na Amazon.

Por Valdir Antonelli

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