Lenny Kravitz

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divulgaçãoNo final dos anos 80, o cantor se muda para Nova York, e vai morar com a atriz Lisa Bonet, com quem se casa logo depois. Durante este tempo, Kravitz esquece o visual Prince, e passa a compor novas canções como se estivesse nos anos 60 ou 70. Suas influências são Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Stevie Wonder, Bob Marley e Beatles. É quando conhece o engenheiro de som Henry Hirsh, com o qual cria uma afinidade espiritual enorme, que é quem auxilia o cantor no rumo que deveria tomar a carreira. Com essa volta ao básico, seu estilo é considerado uma alternativa ao pop vindo dos anos 80 e com isso consegue um contrato com a Virgin, por onde lança seu primeiro trabalho, Let Love Rule, em 1989.

A estréia se mostra uma surpresa, graças ao sucesso da faixa-título. Algumas críticas citam o visual retrô e a simplicidade de seu som como chamarizes que acabam atraindo a atenção do público, mas logo é integrado ao mainstream, que dominou a música pop nos anos 90. Seu som e visual, aos poucos, deixam a simplicidade de lado, mostrando um lado mais egomaniaco do cantor. É também a época em que ele consegue emplacar um grande sucesso nas paradas, mas na voz de Madonna, que chega ao primeiro posto das paradas com a músicas Justify My Love.

No começo dos anos 90, Kravitz se separa de sua esposa, Lisa Bonet, e coloca todas as forças no novo trabalho, Mama Said, onde mostra que a separação não foi assim tão fácil. Da mesma forma que o disco de estréia, o peso das guitarras dá o tom, impulsionado pela Led Zeppliana, Always on the Run, que teve a participação do guitarrista Slash, então do Guns n´ Roses. Mas o sucesso vem com a balada, que se transforma em mega hit, It Ain´t Over ´Til It´s Over.

Em 1992, antes do novo disco, Kravitz resolve dar uma de produtor, e trabalha no primeiro álbum de Vanessa Paradis, onde compõe todas as músicas.

Mas o melhor ainda estava por vir. Seu terceiro trabalho, lançado em 1993, Are You Gonna Go My Way, é considerado um dos melhores discos da década de 90, e é, sem dúvidas, o melhor de Lenny Kravitz. Todos os singles lançados foram bem nas paradas e o disco vendeu milhões de cópias. Os clipes tirados do trabalho também estiveram entre os mais ´tocados´ na MTV e Kravitz começou a tocar em locais maiores, onde, de mero coadjuvante, passou a ser a atração principal em vários shows. Também apareceu na capa de todas as revistas americanas.

Depois do sucesso estrondoso, o disco seguinte da carreira, Circus, foi cercado de expectativas, frustradas com a baixa vendagem. Vendo que precisava dar um novo gás à carreira, Kravitz começa a flertar com a música eletrônica e com o trip-hop no álbum que sucedeu Circus. 5, lançado em 1998. Mesmo não sendo considerado muito bom e graças à boa recepção da semi-balada Fly Away, que ficou mais de um ano nas paradas, 5 acabou sendo relançado, um ano depois, com duas faixas bônus, uma delas, a regravação para um sucesso da banda Guess Who, American Woman, se transforma rapidamente em hit, e é incluída na trilha sonora do primeiro filme da série Austin Powers.

Em 2000, sai a primeira coletânea do cantor, com 15 de seus maiores sucessos, abrindo caminho para o sexto disco da carreira, chamado apenas de Lenny, que foi lançado um ano depois. Para incrementar seu orçamento, o cantor continua escrevendo canções para outros artistas, como Aerosmith e Mick Jagger.

Em 2004, depois de três anos sem lançar material novo, sai o disco Baptism, considerado um dos mais fracos da carreira de Kravitz.  O cantor também vem para o Brasil para alguns shows no mês de março.

Por Valdir Antonelli / Foto por Melanie Nissen

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